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Eduardo Botelho cria Leis para reforçar a proteção e inclusão das mulheres em MT

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Política

Foto: Vanderson Ferraz

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) tem adotado, nos últimos anos, diversas medidas para promover os direitos das mulheres, com foco em áreas como saúde, educação, segurança e inclusão econômica. Sob a presidência do deputado Eduardo Botelho, importantes leis foram sancionadas, visando beneficiar gestantes, mulheres do campo, vítimas de violência doméstica e trabalhadoras rurais.

Dentre as principais iniciativas, destaca-se a Lei 10.970/2019, que institui cursos para gestantes na rede pública de saúde, abordando cuidados essenciais durante a gestação e procedimentos emergenciais para crianças de até seis anos. Outra medida importante é a Lei 10.676/2018, que exige que hospitais e maternidades ofereçam salas adequadas para parto natural ou humanizado, garantindo à mulher a escolha do tipo de parto e condições seguras e dignas.

A Lei 10.902/2019 criou o Programa Feira da Mulher do Campo, incentivando a autonomia financeira das mulheres rurais e a valorização do trabalho agrícola. Já a Lei 12.394/2024 estabelece diretrizes para melhorar as condições de trabalho e garantir direitos sociais às mulheres do setor primário, reconhecendo sua relevância nas atividades rurais.

“Vim da roça e sei das dificuldades que produtoras da Agricultura Familiar enfrentam. Por isso, essa lei ajuda na geração de renda e fomenta a organização do trabalho das mulheres no campo”, explica Botelho.

A Lei 10.580/2017 instituiu a Política Estadual de Qualificação Técnica e Profissional para mulheres vítimas de violência doméstica, oferecendo oportunidades para que elas possam alcançar independência financeira e recomeçar suas vidas.

Em relação à proteção, a Lei 12.478/2024 estabelece a capacitação de funcionários de bares, restaurantes e boates para identificar e combater o assédio sexual, criando ambientes mais seguros para as mulheres. Também foi criada a Lei 12.097/2023, que institui a Patrulha Henry Borel, voltada para o atendimento de crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica, beneficiando também as mães que buscam proteção.

A criação da Procuradoria Especial da Mulher é outro avanço importante, sendo um órgão dedicado à formulação de políticas públicas e ao acompanhamento de casos de violência e outras demandas relacionadas aos direitos das mulheres.

“Essas medidas são fundamentais para garantir a equidade e a segurança das mulheres, especialmente nas áreas mais vulneráveis. Elas demonstram como as políticas públicas podem promover inclusão e igualdade de gênero de forma integrada”, concluiu Botelho.

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Projeto permite que cooperativas de energia ampliem área de atuação

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O Projeto de Lei 367/26 permite que cooperativas que atuem como autorizadas na distribuição de energia elétrica solicitem à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a mudança para a categoria de permissionárias de serviço público. A alteração poderá ampliar a área e o tipo de consumidores atendidos por essas cooperativas. A proposta está em análise na Câmara dos Deputados.

Hoje, as cooperativas sob o regime de autorizadas atendem consumidores em áreas rurais e não podem expandir sua atuação para áreas urbanas, mesmo quando essas regiões crescem e passam por mudanças econômicas e populacionais.

O autor do projeto, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), afirma que as restrições atuais de operação “não condizem com a realidade das regiões atendidas”, pois impedem que as cooperativas acompanhem o crescimento de sua área de atuação e comprometem a sustentabilidade do modelo cooperativista.

Segundo o deputado, a mudança também permitirá tratamento regulatório mais equilibrado entre cooperativas que exercem funções semelhantes no setor elétrico, mantendo a competência da Aneel para avaliar cada pedido.

Próximos passos
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Minas e Energia; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Roberto Seabra



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