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Abílio solicita congelamento de recursos da prefeitura para reestruturar a saúde e prevenir greve

Durante visita a algumas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), Abílio constatou a falta de materiais essenciais

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Política

Foto: Luiz Alves/Prefeitura de Cuiabá

Abílio Brunini (PL), prefeito eleito de Cuiabá, usou suas redes sociais na noite do último domingo (29), para defender o congelamento das contas da Prefeitura, a fim de evitar uma possível greve na Saúde.

Durante visita a algumas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), Abílio constatou a falta de materiais essenciais, como soro, dipirona, enfermeiros, técnicos de enfermagem, profissionais de limpeza, copos descartáveis e papel higiênico.

Brunini também destacou que a espera por atendimento ultrapassa 5 horas para a classificação verde e alertou que a situação pode piorar, com profissionais da saúde sem receber o décimo terceiro e outros benefícios, o que pode levar à paralisação das atividades.

“Eu vi pela internet inclusive uma ameaça de paralisação amanhã se até às 19h, se eu não me engano, se não pagar décimo terceiro [salário] para os profissionais da saúde, eles estão ameaçando uma paralisação. A situação está muito difícil aqui em Cuiabá”, lamentou.

Abílio informou que irá procurar o desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, e o Ministério Público para pedir o congelamento das contas do Executivo. A medida tem como objetivo assegurar o pagamento dos direitos trabalhistas dos profissionais da saúde e prevenir uma possível greve.

“Ministério Público, Tribunal de Justiça, por favor, faça o congelamento das contas da prefeitura, bloqueie as contas da prefeitura para que pague aos profissionais da saúde os seus direitos. Faça alguma atitude. Eu vou pedir amanhã ao desembargador Orlando Perri, ao conselheiro do tribunal de contas. Não é possível a prefeitura continuar gastando em outras áreas e deixar a saúde em 2º lugar”, declarou.

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Medida provisória abre novo crédito orçamentário para ressarcir descontos indevidos em benefícios do INSS

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O Congresso Nacional analisa medida provisória (MP 1378/26) que abre crédito extraordinário de R$ 547 milhões no Orçamento para ressarcir aposentados e pensionistas do INSS que sofreram descontos associativos irregulares.

O governo já havia editado uma MP com crédito de R$ 3,3 bilhões para esse pagamento em julho de 2025, após entendimento firmado com o Supremo Tribunal Federal (STF).

Depois disso, no entanto, a Corte decidiu que, nos casos em que segurados contestarem as respostas das entidades associativas, o pagamento deverá ser realizado mesmo que não sejam cumpridas etapas prévias previstas no acordo.

O STF também assegurou que a adesão ao acordo não impede o ajuizamento de ações judiciais contra a União e o INSS quando o pagamento não ocorrer administrativamente.

O prazo para a adesão ao ressarcimento administrativo acabou no dia 20 de junho de 2026.

Próximos passos
A MP 1378/26 tem validade imediata, mas precisa ser aprovada no Congresso Nacional para virar lei.

O texto será analisado pela Comissão Mista de Orçamento (CMO) e, em seguida, pelos plenários da Câmara e do Senado.

Reportagem – Silvia Mugnatto
Edição – Marcelo Oliveira



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