CIDADES INOVADORAS

Seciteci premia 12 municípios de MT por investimentos em projetos de inovação

Cerimônia homenageia cidades que investem em projetos inovadores no serviço público e e que contribuem com o desenvolvimento regional

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Política

Foto: Michel Alvim-Secom

A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) realizou, na manhã desta terça-feira (17.12), a cerimônia de encerramento da 1ª edição do prêmio Cidades Inovadoras. Durante o evento, foram homenageados 12 municípios que se destacaram com projetos inovadores e sustentáveis no serviço público e que contribuem com o desenvolvimento regional.

A cerimônia de encerramento foi realizada no Palácio Paiaguás, em Cuiabá. Também participaram do evento representantes do Parque Tecnológico Mato Grosso e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), que apoiam a premiação.

“Quando a gente fala em inovação, algumas pessoas pensam que só estamos tratando de meia dúzia de cidades de Mato Grosso. Mas nós estamos mostrando que não é isso. Temos sim muitas cidades pesquisando, investindo e aplicando soluções inovadoras. E aqui nós estamos celebrando esse tipo de ação para sensibilizar ainda mais os nossos 142 municípios”, afirmou o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Allan Kardec.

O prêmio Cidades Inovadoras foi lançado em junho de 2023. Desde então, 29 municípios mato-grossenses se inscreveram. Destes, 20 foram avaliados, 14 passaram por entrevistas de avaliação e 12 foram escolhidos vencedores.

Venceram a premiação os municípios de Água Boa, Cáceres, Campinápolis, Campo Verde, Canarana, Guarantã do Norte, Lucas do Rio Verde, Nortelândia, Nova Mutum, Primavera do Leste, Rondonópolis e Sinop.

Como prêmio, representantes dos 12 municípios receberam, ao longo dos últimos meses, formação em inovação e serviço público, transformação digital e conectividade, espaços públicos e sustentabilidade, contratação e segurança jurídica, e planejamento estratégico, o que contribuirá para desenvolvimento de projetos, ações e serviços públicos para a população.

Eles também viajaram para Curitiba para participar de eventos sobre os temas e foram acompanhados por técnicos da Seciteci. A cerimônia desta terça-feira marca o fim de todo o processo.

“Nossa ideia é, na próxima edição, termos o prêmio dividido em categorias de pequenas, médias e grandes cidades e premiar os três primeiros colocados em cada uma das categorias, levando os representantes desses municípios para Barcelona, onde poderemos ver experiências internacionais no campo da inovação”, completou Allan Kardec.

O diretor do Parque Tecnológico, Rafael Bastos, apontou que a premiação é importante por valorizar as iniciativas dos municípios, principalmente no momento em que o Governo de Mato Grosso se prepara para reforçar ainda mais os investimentos no campo da inovação.

“Para nós, é muito importante ter essa integração com municípios nesse momento em que estamos na reta final das obras do nosso Centro de Inovação em Várzea Grande e nos preparamos para ser referências no setor sob a liderança da Seciteci”, disse.

O presidente da Fapemat, Marcos de Sá Fernandes da Silva, ressaltou que a premiação é um exemplo da vocação municipalista do Governo do Estado, que valoriza a interiorização de ações.

O secretário adjunto de Desenvolvimento Científico, Tecnológico e de Inovação, Rodrigo Zanin, avaliou que a premiação é a colheita inicial dos investimentos públicos.

“Isso aqui é só o primeiro passo. A gente vai crescer muito mais ainda. Estamos lançando uma semente com esse prêmio e começando um caminho para colher bons frutos num futuro breve”, apontou.

O prefeito de Nortelândia Jossimar José Fernandes, um dos vencedores do prêmio, destacou que a iniciativa da Seciteci tende a ganhar ainda mais importância nas próximas edições.

“Isso aqui demonstra que teremos um Estado inovador em curto prazo e foi uma jornada de muito conhecimento adquirido que vai proporcionar melhores projetos e serviços públicos junto às nossas cidades”, disse.

Também participaram do evento o secretário adjunto de Educação Profissional Superior e Tecnológica da Seciteci, Dimorvan Brescancim; a superintendente Lecticia Figueiredo, representantes dos municípios de Nova Mutum, Cáceres, Lucas do Rio Verde, Primavera do Leste, Água Boa e entre outros, assim como a hub ICities, que trabalha com formação e consultoria voltada às cidades inteligentes.

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Assembleia Legislativa instala Câmara Setorial para ampliar atendimento às pessoas com obesidade

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) instalou, nesta quinta-feira (22), a Câmara Setorial Temática (CST) de Atenção à Obesidade no Estado de Mato Grosso. A iniciativa, proposta pelo deputado estadual Eduardo Botelho (União Brasil), atende a uma solicitação da Associação Mato-grossense de Obesidade (AMO) e tem como objetivo discutir e propor políticas públicas para melhorar a prevenção, o tratamento e o acompanhamento das pessoas com obesidade. A instalação ocorreu na Sala de Reuniões das Comissões “Deputado Oscar Soares”.

Criada por meio do Requerimento nº 532/2026 e constituída pelo Ato nº 0752/2026, a CST terá prazo de funcionamento de 180 dias, prorrogável por igual período. Nesse período, os membros deverão estudar os principais problemas enfrentados pelos pacientes, avaliar os serviços disponíveis na rede pública de saúde e apresentar propostas que possam ampliar o acesso ao tratamento e garantir melhor qualidade de vida à população.

Uma das principais preocupações apresentadas durante a instalação foi a dificuldade de acesso às cirurgias reparadoras, procedimentos realizados para retirar o excesso de pele após uma perda significativa de peso, especialmente entre pacientes que passaram pela cirurgia bariátrica.

A presidente da CST e da Associação Mato-grossense de Obesidade (AMO), Juvelina de Campos Nunes, destacou que, embora Mato Grosso tenha avançado na oferta de cirurgias bariátricas, muitos pacientes continuam enfrentando dificuldades para concluir o tratamento.

Segundo ela, somente nos últimos dois anos, o Hospital Metropolitano, em Várzea Grande, realizou cerca de cinco mil cirurgias bariátricas. O número, apresentado pela representante da associação, reforça a preocupação com a demanda por procedimentos reparadores nos próximos anos.

“Hoje temos vários hospitais que realizam a cirurgia bariátrica, mas existe uma lacuna muito grande no tratamento. A pessoa emagrece, passa por todo o processo de recuperação, mas o que ela vai fazer com o excesso de pele? Essa é uma parte muito dolorosa, que afeta a autoestima, os relacionamentos e a vida social. Precisamos que o poder público compreenda que a cirurgia reparadora também faz parte desse tratamento”, afirmou Juvelina.

A presidente relatou ainda que, conforme levantamento realizado por ela em 2023, havia mais de cinco mil pacientes na fila por cirurgias reparadoras no Hospital Municipal de Cuiabá. Para Juvelina, a dificuldade de acesso aos procedimentos pode provocar sofrimento emocional e isolamento social, principalmente entre mulheres.

A luta também faz parte da história pessoal da presidente da AMO. Após chegar aos 165 quilos, Juvelina passou por uma cirurgia bariátrica em 2004 e conseguiu reduzir significativamente o peso. Entretanto, precisou recorrer à rede privada e a ações judiciais para realizar parte das cirurgias reparadoras.

“Eu tive a oportunidade de fazer as minhas cirurgias, mas não desisto dos meus associados que não têm essa condição. Precisamos trazer para o legislador a nossa dor, as nossas necessidades e dificuldades. Se não mostrarmos essa realidade, como vão saber que estamos sofrendo e que precisamos de políticas públicas? “, questionou.

Prevenção e tratamento – Além das cirurgias reparadoras, a CST pretende discutir ações de prevenção à obesidade desde a infância, incentivo à alimentação saudável e ampliação das alternativas de tratamento, incluindo o acompanhamento médico e o uso de medicamentos quando indicados.

Durante a reunião, o médico Hélio Marcelo Pesenti Sandrin, especialista em Cardiologia e Clínica Médica, destacou que a obesidade é uma doença crônica que exige atenção contínua e pode contribuir para o desenvolvimento de diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares.

Ele também defendeu que o enfrentamento da obesidade não fique restrito aos procedimentos cirúrgicos ou ao uso de medicamentos emagrecedores, mas inclua diagnóstico precoce, acompanhamento profissional e ações educativas.

“As canetinhas vieram para ajudar, mas não vão fazer milagres. Precisamos compreender que a obesidade é uma doença séria, que deve ser controlada. É fundamental trabalhar a prevenção e garantir que essas pessoas tenham acompanhamento adequado”, ressaltou Sandrin.

A procuradora aposentada do município de Cuiabá, Sônia Cristina Mangoni de Oliveira Lelis, integrante da CST, chamou a atenção para o preconceito enfrentado pelas pessoas com obesidade e para os impactos emocionais provocados pela cobrança de padrões estéticos.

“Infelizmente, nossa sociedade ainda é muito gordofóbica. Muitas pessoas deixam de participar de atividades e de conviver socialmente porque não se sentem bem com a própria aparência. Precisamos lutar pelos direitos dessas pessoas e garantir que tenham acesso ao atendimento de que necessitam”, afirmou.

O médico Gunther Peres Pimenta, membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, e o delegado Bruno Lima Barcellos, relator da CST, participaram de forma virtual e colocaram suas experiências profissionais à disposição dos trabalhos da Câmara Setorial.

Composição da CST:

Presidente: Juvelina de Campos Nunes – Presidente da Associação Mato-grossense de Obesidade – AMO.

Relator: Delegado Bruno Lima Barcellos.

Secretária: Silvana Aparecida Gadani de Arruda – Vice-Presidente da AMO.

Membros:

1. Dr. Gunther Peres Pimenta – CRM 3196, RQE 380 e 8327 – Titular do Colégio de Cirurgiões e Titular da

Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica;

2. Dr. Regis Vilela Leal – CRM-MT 6233, RQE 2966/5171/5520/6254 – Titular do Colégio Brasileiro de

Cirurgiões e Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica;

3. Dr. Tarsis Miyabara – CRM 7860, RQE 4555 – Titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, com atuação em

cirurgia videolaparoscópica, cirurgia bariátrica e metabólica e cirurgia robótica;

4. Dr. Ismael Carvalho – CRM/MT 3985, RQE 2481 – especialista em Cirurgia Plástica;

5. Dr. Hélio Marcelo Pesenti Sandrin – CRM-MT 1047, RQE 6867/6866/2510/6823 – especialista em

Cardiologia e Clínica Médica, com atuação também em Medicina Intensiva e Pneumologia;

6. Dr. Marcus Antônio Godoy – Cardiologia – CRM-MT 3499 / RQE 1562;

7. Dra. Sônia Cristina Mangoni de Oliveira Lelis – Procuradora Municipal – OAB/MT 3942;

8. Antero Paes de Barros Neto – radialista e jornalista.

Fonte: ALMT – MT



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