morde assopra

Prefeito Emanuel Pinheiro rebate Abílio sobre a extinção da Empresa Cuiabana de Saúde e apoia sua continuidade

Para Emanuel, a extinção da ECSP representaria um retrocesso e prejudicaria a agilidade no atendimento de saúde à população da capital

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Política

Foto: Assessoria

O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), respondeu às declarações de Abílio Brunini (PL), prefeito eleito, sobre a extinção da Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP). Abílio havia anunciado o fechamento da empresa, justificando a acumulação de dívidas e a falta de serviços à população. Para Emanuel, a extinção da ECSP representaria um retrocesso e prejudicaria a agilidade no atendimento de saúde à população da capital.

 O prefeito ressaltou que a empresa é fundamental para garantir eficiência na gestão das unidades de saúde, principalmente em situações de urgência.

 “A ECSP permite que o gestor público atenda a população de maneira mais eficiente. Na minha visão, fortalecer a empresa seria o caminho, não fechá-la”, afirmou Emanuel, defendendo que a estrutura existente oferece maior flexibilidade administrativa, essencial para a gestão hospitalar.

Abílio sugeriu que a ECSP se beneficiaria financeiramente da internação prolongada. Emanuel, em tom firme, respondeu que a alta dos pacientes é responsabilidade exclusiva dos médicos, e não do prefeito ou do secretário de Saúde.

 “Quem dá alta não é o prefeito, quem dá alta é o médico. Isso demonstra uma total falta de entendimento sobre o funcionamento do sistema”, respondeu, enfatizando que qualquer gestão hospitalar busca a rotatividade de leitos para garantir mais atendimentos e salvar vidas.

Emanuel enfatizou que a administração pública, especialmente na saúde, não visa lucro, mas sim garantir o atendimento adequado à população.

“Todo gestor quer uma maior rotatividade, pois estamos lidando com vidas. O objetivo não é lucro, mas a eficiência no cuidado com a saúde”, afirmou.

Na semana passada, Abílio anunciou que fecharia a Empresa Cuiabana de Saúde Pública, justificando a medida pela falta de serviços e pela acumulação de dívidas, que totalizam R$ 218 milhões.

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Após encontro com Lula, Davi diz que ‘diálogo foi restabelecido’

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, disse nesta quarta-feira (12) que “o diálogo foi restabelecido” com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Os dois se encontraram pela manhã no Palácio da Alvorada.

— Foi uma reunião institucional, muito boa inclusive. Nós conversamos sobre relação institucional do futuro, não falamos nada do passado. Uma reunião institucional muito importante para a democracia, porque o presidente do Congresso precisa ter o diálogo aberto com o presidente do Brasil, e esse diálogo foi restabelecido. Tanto que já tivemos duas reuniões, todas muito boas e produtivas, pensando no Brasil. Esse é o meu papel, e eu creio que é o dele também — afirmou Davi.

Depois da sessão deliberativa, Davi Alcolumbre foi questionado por jornalistas sobre a possibilidade de votação da proposta de emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que acaba com a escala de trabalho 6×1. O presidente disse que vai conversar com os senadores sobre o tema.

— Observei muito a fala do presidente da República nas duas conversas que tive com ele. Realmente, o governo tem um desejo de que as pautas prioritárias possam tramitar. Ouvi, compreendo a importância e vou falar com os senadores — afirmou.

‘Relação destravada’

A líder do Governo no Senado, senadora Teresa Leitão (PT-PE), também participou do encontro entre Davi e Lula no Alvorada. A parlamentar disse que “está tudo destravado” na relação entre os chefes dos Poderes Legislativo e Executivo.

— Hoje fomos testemunha de que a conversa teve frutos importantes. O clima é para avançar. [Davi] Alcolumbre se mostrou muito aberto. O diálogo fluiu muito bem. O presidente Lula, muito descontraído e muito esperançoso. Tenho certeza de que o Brasil terá do Senado uma resposta muito condizente. Qual é a mensagem principal desse processo todo? Está tudo destravado — relatou Teresa.

 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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