Contrato de limpeza
Chico 2000 critica deputado e desmente suposto aumento de custos na Câmara de Cuiabá
Sem mencionar o nome do parlamentar, Chico chamou-o de “deputado mequetrefe” e afirmou que o político, com interesse na Mesa Diretora, age de forma covarde ao veicular uma notícia falsa em um site da Capital
Política
O presidente da Câmara de Cuiabá, Chico 2000 (PL), criticou duramente um deputado estadual da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nesta terça-feira (19.11), acusando-o de espalhar informações falsas sobre sua gestão na Casa de Leis. Sem mencionar o nome do parlamentar, Chico chamou-o de “deputado mequetrefe” e afirmou que o político, com interesse na Mesa Diretora, age de forma covarde ao veicular uma notícia falsa em um site da Capital. A informação alegava que o custo dos serviços gerais na Câmara teria saltado de R$ 1 milhão para R$ 3 milhões.
“Ele é um mentiroso, pura maldade. Em 2022, foi pago nesta Casa R$ 1.085,371,051 milhão de servidores gerais de limpeza, jardinagem. Em 2023 – já na minha gestão – foram pagos R$ 986, 361, 074 mil e em 2024 estaremos fechando aproximadamente R$ 1 milhão, muito abaixo do que foi praticado aqui em 2022”, destacou Chico.
Chico 2000 também rebateu as críticas relacionadas à contratação da empresa Clean Serviço Invicta, responsável pela limpeza da Câmara. O presidente da Casa afirmou que o deputado em questão está fazendo críticas infundadas por “não entender de gestão pública” nem do próprio mandato. Segundo Chico, o parlamentar parece ignorar os processos administrativos e as necessidades da gestão pública, e por isso, tenta criar polêmica sem fundamento.
“A empresa que tocava este serviço nesta Casa, após renovações com constantes do seu contrato, não cabia mais renovação. Em razão disso, foi feita a adesão de uma ata de registro de preço. Adesão de R$ 3 milhões na Ata do Consórcio Municipal de Desenvolvimento Econômico e Social, Ambiental e Turístico do Complexo nascente do Pantanal, devidamente autorizado pelo Tribunal de Contas do Estado, com preços de mercado”, explicou.
O parlamentar avaliou que as críticas publicadas em um site da Capital são uma tentativa de intimidação. Segundo Chico 2000, o objetivo do deputado é criar um clima de pressão e desestabilizar sua gestão, usando informações distorcidas para enfraquecer sua autoridade e influenciar a opinião pública de forma negativa.
“As contas desta Casa já estão aprovadas, esta casa foi premiada pelo Tribunal de Contas com ‘Selo Diamantes’. A mais alta premiação em transparência, portanto, deputadozinho mequetrefe aqui não, aqui do jeito que você vir, você vai tomar de volta. Não puxa a minha língua!”, rebateu.
Ao se referir ao deputado, Chico 2000 se limitou a dizer que ele atualmente ocupa um mandato, mas já passou por várias ideologias e partidos ao longo de sua trajetória política. Segundo Chico, o deputado foi de extrema-esquerda, foi filiado ao Cidadania, ao PSB, ao PV e agora está no campo da direita.
“A mania é não dar nome, não é assim que eles fazem, não falam desta Casa o que quer e não dão nome. Também não vou dar.”.
Nos bastidores, comenta-se que as críticas foram direcionadas ao deputado estadual Faissal (Cidadania), que aguarda a janela partidária para se filiar ao PL. Faissal é irmão da vereadora eleita Paula Calil (PL), que disputa a presidência da Câmara de Cuiabá com o apoio do prefeito eleito Abílio Brunini (PL).
Política
Retrospectiva: deputados aprovaram política nacional para investimentos em minerais críticos e estratégicos
A Câmara dos Deputados aprovou, no primeiro semestre deste ano, a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta prevê incentivos para o processamento e a transformação desses minerais no Brasil e agora será analisada pelo Senado.
A medida está prevista no Projeto de Lei 2780/24, de autoria do deputado Zé Silva (União-MG) e outros parlamentares.
Os minerais críticos e estratégicos são usados na fabricação de tecnologias como smartphones, carros elétricos e equipamentos militares.
O texto, que teve a relatoria do deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), cria o Fundo Garantidor da Atividade Mineral (Fgam), com aporte de R$ 2 bilhões da União para apoiar projetos do setor.
O projeto também prevê R$ 5 bilhões em créditos fiscais, distribuídos ao longo de cinco anos, para o beneficiamento e a transformação desses minerais no Brasil.
O fundo será financiado com recursos do Orçamento federal e também com os bônus de assinatura, valor pago à União pela empresa vencedora do leilão de uma área destinada à exploração desses minerais.
As empresas deverão contribuir com 0,5% da receita operacional bruta para o Fgam. Como alternativa, poderão destinar esse valor a um fundo privado voltado ao incentivo da pesquisa na área, conforme regulamentação futura.
O projeto ainda permite acesso a recursos do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (FNMC), por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para financiar operações de beneficiamento, transformação mineral e mineração urbana.
Depositphotos
Deputados aprovaram proposta para coibir comércio ilegal de ouro
Comércio de ouro
Para tentar diminuir o comércio ilegal de ouro, a Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que muda a forma de venda do metal, criando um sistema de rastreabilidade a cargo da Casa da Moeda do Brasil (CMB).
De autoria do Poder Executivo, o Projeto de Lei 3025/23 foi aprovado com texto do deputado Marx Beltrão (União-AL) e está em debate no Senado.
Se virar lei, não poderá mais haver transporte e comércio de ouro garimpado por cooperativa ou pessoa física, que hoje podem realizar uma primeira compra do ouro extraído.
A proposta acaba também com a possibilidade de uso exclusivo de nota fiscal em papel para comprovar possível legalidade do ouro transportado em todo o território nacional.
A venda deverá ocorrer apenas por meio de Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM), instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central. Algumas se especializaram no comércio de ouro.
Já o pagamento deverá ser feito em real, com crédito em conta de depósito ou em conta de pagamento.
Quanto ao sistema de rastreabilidade do ouro, deverá ocorrer uma marcação física no metal e registro de todas as transações ao longo das transações.
Multa no setor petrolífero
O Plenário da Câmara também aprovou o Projeto de Lei 399/25, do deputado Flávio Nogueira (PT-PI), que reajusta as multas aplicáveis pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e cria uma taxa de fiscalização a ser paga à agência pelo setor regulado em razão dos serviços prestados.
O texto foi relatado pelo deputado Alceu Moreira (MDB-RS) e aumentou as multas atuais da ANP, na faixa entre R$ 5 mil e R$ 5 milhões, em 4,7 vezes, passando-as para de R$ 23,5 mil a R$ 23,5 milhões, conforme a infração e sua gravidade.
Quem importar ou comercializar petróleo e derivados fraudados, por exemplo, poderá ser punido com multa de R$ 94 mil a R$ 23,5 milhões. Outro tipo de multa também é incluído, como a por descumprimento de metas de descarbonização.
Com a criação da Taxa de Fiscalização e Serviços (TFS-ANP), a agência terá uma contraprestação pelos serviços de regulação e fiscalização do setor de petróleo, gás e biocombustíveis, além da produção de hidrogênio e captura e estocagem geológica de gás carbônico.
Os valores dessas taxas variam bastante segundo o tipo de atividade e podem ser em periodicidade anual, única ou por solicitação. A vigência será a partir de 1º de janeiro de 2027.
O texto está em análise no Senado.
Dados fiscais
Outra proposta aprovada relacionada à ANP foi o Projeto de Lei Complementar (PLP) 109/25, que permite à agência acessar dados fiscais dos agentes regulados por ela, a fim de melhorar a fiscalização.
A proposta, de autoria do deputado Alceu Moreira (MDB-RS) e outros, foi relatada pelo deputado Neto Carletto (Avante-BA) e condiciona a concessão para exercício das atividades reguladas pela ANP à autorização de acesso a esse tipo de dados.
As empresas com outorgas de funcionamento já existentes deverão providenciar a autorização para manter a validade da outorga e continuar a atuar no setor. O prazo e a forma para isso serão definidos em regulamento.
De acordo com o texto, a ANP passará a ter acesso, de forma permanente, a dados e informações:
- das Notas Fiscais Eletrônicas (NF-e) de operações comerciais;
- das Notas Fiscais ao Consumidor Eletrônicas (NFC-e); e
- dos Conhecimentos de Transporte Eletrônicos (CT-e).
A principal motivação do projeto é melhorar a fiscalização da obrigatoriedade de adicionar biocombustíveis (etanol e biodiesel) ao combustível de origem fóssil (gasolina e diesel) e combater casos de adulteração.
A proposta está em análise no Senado.
Números do semestre
No total, foram aprovados, pelo Plenário da Câmara no primeiro semestre deste ano, 118 projetos de lei, 9 projetos de lei complementar, 20 medidas provisórias, 12 projetos de decreto legislativo, 5 projetos de resolução e 4 proposta de emenda à Constituição.
Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Marcelo Oliveira
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