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“Trabalhamos com inteligência e ciência de dados para combater sonegação fiscal em Mato Grosso”, afirma secretário de Fazenda

Em bate-papo, Rogério Gallo explicou que principal estratégia do Estado é identificar o crime e agir antes que prejuízos sejam causados aos cofres públicos

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Economia

Foto: Michel Alvim - Secom/MT

O secretário de Estado de Fazenda de Mato Grosso, Rogério Gallo, destacou a importância do uso da ciência de dados como ferramenta para identificar a sonegação fiscal em território mato-grossense.

“É uma estratégia de negócio – a sonegação –, às vezes, não é vender soja, milho ou combustível, é aumentar ainda mais o seu lucro sonegando. Para isso, estamos trabalhando fortemente com ciência de dados e, hoje, temos um time de fiscais que criaram um roteiro de trabalho a partir dos dados e, assim, conseguimos antecipar comportamentos”, afirmou durante entrevista ao Podcast MT Conectado, na segunda-feira (18.11).

O secretário explicou que a principal estratégia do Estado é localizar os sonegadores e agir antes que eles causem prejuízos ao erário público. Ele também ressaltou a criação do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira) como uma medida eficaz no combate à sonegação fiscal e aos crimes contra a administração pública. O comitê foi recentemente inaugurado pelo governador Mauro Mendes em parceria com o Ministério Público.

“É um local novo em que todas as agências e a delegacia fazendária, dentro do Ministério Público, que compartilham dados em tempo real e chegam muito mais rápido ao patrimônio dos sonegadores. 2025 será o ano do Cira contra essas fraudes estruturadas”, disse.

Gallo também enfatizou que o Estado, ao promover a cidadania fiscal por meio do programa Nota MT, segue rigorosamente a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e não rastreia o comportamento de compra da população.

“A LGPD nos impede de fazer compartilhamento de informações econômicas de contribuintes que tenham aderido ao Nota MT. É muito importante isso ficar claro”, comentou.

Assista à íntegra da entrevista no Podcast MT Conectado, apresentado pela secretária de Estado de Comunicação, Laice Souza, e pela secretária adjunta de Jornalismo, Carol Sanford.

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IBGE disponibiliza a partir de amanhã mapas-múndi inéditos

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) irá liberar, a partir de amanhã (7), Dia da Independência do Brasil, no site de sua loja, o acesso aos mapas-múndi do Brasil lançados de 2024 a 2026. A versão mais recente foi aprovada globalmente, na última sexta-feira (4), na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU).

A reunião é a oportunidade para que chefes de Estado e governo dos Estados-membros debatam tópicos mundiais e proponham deliberações que, embora não tenham força de lei, são dotadas de relevante carga política. No caso dos mapas-múndi, a votação foi encerrada com 164 países favoráveis à mudança e utilização da projeção Equal Earth, que se aproxima dos mapas disseminados pelo IBGE.

O único voto contrário foi dos Estados Unidos. Seis abstenções foram registradas. 

Embora somente agora a pauta tenha ganhado destaque na assembleia, a reivindicação por uma representação mais fidedigna à realidade, com proporções corretas, é antiga. A fundamentação da proposta aprovada é resultado de um esforço da União Africana (UA), algo coerente, já que o continente africano é, desde o século 16, diminuído nos mapas-múndi adotados, assim como é a América do Sul. 

Como referência daquela época até a atualidade, é usado um feito pelo cartógrafo Gerardus Mercator, para navegação e que espelha a percepção dos colonizadores. Regiões como a América do Norte e a Groenlândia nele aparecem ampliadas, sem corresponder às dimensões que têm concretamente.

“A adoção da projeção Equal Earth pela ONU reforça a posição da Diretoria de Geociências do IBGE de acompanhar de forma contínua as inovações cartográficas e de adotar representações do mundo que dialoguem com demandas sociais por mais equilíbrio e justiça na forma de mapear o nosso planeta”, argumenta Maria do Carmo Bueno, Diretora de Geociências do IBGE.




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