CIDADANIA FISCAL

Prêmios de R$ 100 mil do sorteio de outubro do Nota MT vão para Acorizal e Cáceres

Para concorrer o cidadão deve solicitar a emissão do documento fiscal com a inclusão do seu CPF

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Política

Foto: João Vaz - Sefaz MT

O Nota MT, programa do Governo de Mato Grosso, sorteou, nesta quinta-feira (14.11), R$ 900 mil em prêmios, distribuídos mensalmente entre consumidores cadastrados que pedem o CPF na nota.

O sorteio feito nesta quinta-feira, o 78º  desde o início do programa, é referente ao mês de outubro, e contemplou 1.009 pessoas. Ao todo, mais de 3,9 milhões de bilhetes foram gerados. Veja abaixo o resultado. 

Os prêmios de maior valor, de R$ 100 mil, foram para moradores do interior do Estado, sendo um de Acorizal e outro de Cáceres. Também foram sorteadas três premiações de R$ 50 mil, cinco de R$ 10 mil e mil de R$ 500.

Os três prêmios de R$ 50 mil foram destinados a moradores de Cuiabá, Primavera do Leste e Rondonópolis. Já os valores de R$ 10 mil foram distribuídos entre consumidores de Cuiabá, Várzea Grande, Tangará da Serra e Rondonópolis.

Além desses premiados, outros 999 consumidores foram contemplados com prêmios de R$ 500. E um morador de Aripuanã foi premiado duas vezes com bilhetes diferentes, totalizando R$ 1.000. Essa premiação dupla é possível porque cada prêmio sorteado corresponde a uma numeração de bilhete, gerada a partir de um documento fiscal. Portanto, quanto mais o consumidor solicitar o CPF na nota, mais bilhetes terá para concorrer nos sorteios.

Para participar, basta realizar o cadastro no Nota MT pelo site (www.nota.mt.gov.br) ou aplicativo e começar a pedir o CPF na nota.

Além dos consumidores premiados, 170 entidades sociais foram contempladas e, juntas, irão receber R$ 180 mil, correspondentes a 20% de cada premiação sorteada.

Atenção aos golpes

Para conferir o resultado do sorteio realizado nesta quinta-feira (14.11), o cidadão deve acessar diretamente o site ou aplicativo do Nota MT. A Sefaz MT tem alertado a população com frequência sobre golpes que utilizam o nome do programa.

Criminosos entram em contato com as vítimas, se passando por servidores da Sefaz e exigindo pagamentos para liberar o prêmio. Essa não é uma prática da secretaria, pois o pagamento da premiação é feito diretamente na conta bancária do sorteado, após a homologação do sorteio e confirmação da regularidade do premiado.

Portanto, é importante que todos estejam atentos e denunciem qualquer atividade suspeita pelo site ou aplicativo do Nota MT, ou pela ouvidoria da Sefaz. O cidadão também deve registrar um boletim de ocorrência na Polícia Civil, presencialmente ou pela Delegacia Virtual.

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Saiba como uma ideia pode se transformar em lei

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O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado.

A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.

O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.

Seguindo um caminho estabelecido pelo Regimento Interno, a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição).

Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das comissões parlamentares, que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.

“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.

No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link Projetos em Tramitação.

Conhecimento das competências – Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo.

Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT.

“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.

Fonte: ALMT – MT



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