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Flamengo e Atlético empatam em noite inspirada de Everson pelo Brasileirão

Goleiro do Galo faz importantes defesas e ainda pegou pênalti de David Luiz, do Rubro-Negro, e mantém placar zerado, no Maracanã

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Foto: Pedro Souza / Atlético

Em jogo do “reencontro” após final da Copa do Brasil e festa de rubro-negros, Flamengo e Atlético ficaram no empate por 0 a 0, nesta quarta-feira, pelo fechamento da 33ª rodada do Brasileirão. A equipe de Filipe Luís teve domínio completo na primeira etapa e ainda viu David Luiz perder pênalti, enquanto o Galo equilibrou as ações no segundo tempo, porém faltou capricho. Everson brilhou para os visitantes.

Com o resultado, o Flamengo volta ao G4, com 59 pontos, mesmo número que o quinto colocado Inter. O Atlético, por sua vez, está na décima posição, com 42 pontos. Agora, os clubes já pensam no próximo compromisso. Na quarta-feira (20), o Rubro-Negro visita o Cuiabá, às 19h, na Arena Pantanal. O Galo volta a campo no próximo sábado (16) e, a partir das 18h30 (de Brasília), enfrenta o Athletico-PR em Curitiba. O duelo, adiado, será válido pela 19ª rodada.

Em casa, o Flamengo propôs mais o jogo e criou, mas contou com grande atuação do goleiro Everson nos 45 minutos iniciais. O time carioca, aliás, somou 14 finalizações e obrigou o arqueiro do Galo a realizar quatro boas defesas. Inclusive, ele defendeu a cobrança de pênalti de David Luiz, aos 35 minutos. O zagueiro, aliás, pegou a bola de Alcaraz e assumiu a cobrança, porém sem sucesso. O Atlético-MG, por outro lado, sofreu bastante para furar a linha defensiva rubro-negra e criar oportunidades claras ao longo de toda a primeira etapa.

Duelo mais equilibrado

Na volta para o intervalo, o Flamengo seguiu com a mesma dinâmica. Logo aos cinco minutos, Matheus Gonçalves colocou uma bola caprichosamente na trave. David Luiz também arriscou duas vezes de fora da área, enquanto Michael teve uma chance cara a cara com Everson, que fechou o ângulo do atacante. Do outro lado, o Atlético tentou contra-ataques, mas faltou aproximação dos companheiros, especialmente com Deyverson e Paulinho. Nos minutos finais, o Galo subiu as linhas e chegou mais ao ataque. Fausto Vera, Scarpa e Paulinho tiveram oportunidades em finalizações de fora da área. Porém, no fim, um empate entre as equipes e fim da sequência dos jogos entre os jogos.

FLAMENGO 0x0 ATLÉTICO

33ª rodada do Campeonato BrasileiroData: 13/11/2024 (quarta-feira)Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)Público e Renda: 63.441 presentes / R$ 3.232.610,00Gols: –FLAMENGO: Rossi; Fabrício Bruno, Léo Pereira e Alex Sandro; Wesley, Evertton Araújo, Alcaraz (Shola, 43′/2°T) e Ayrton Lucas (Cleiton, 43′/2°T); Matheus Gonçalves (Lorran, 34′/2°T), Michael e Bruno Henrique. Técnico: Filipe Luís.ATLÉTICO: Everson; Lyanco, Battaglia, Saravia e Rubens (Bruno Fuchs, 47′/2°T); Fausto Vera, Scarpa, Otávio e Bernard (Paulinho, 17′/2°T); Deyverson (Alan Kardec, 47′/2°T) e Hulk (Alisson, 24′/2°T). Técnico: Gabriel Milito.Árbitro: Davi de Oliveira Lacerda (ES)Assistentes: Alessandro Álvaro Rocha de Matos (GO) e Henrique Neu Ribeiro (SC)VAR: Gilberto Rodrigues Castro Júnior (PE)Cartões amarelos: Fabrício Bruno (FLA), Gustavo Scarpa (CAM)

 

Fonte: R7 – https://esportes.r7.com/jogada-10/flamengo-e-atletico-empatam-em-noite-inspirada-de-everson-pelo-brasileirao-14112024/

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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