EM JOÃO PESSOA
Estudantes representam MT em competição nacional organizada pelo Comitê Olímpico do Brasil
Viagem dos atletas é conduzida pela Secel, que também realizou as etapas classicatórias estaduais
Esporte
O primeiro grupo de estudantes que representam Mato Grosso nos Jogos da Juventude chegou, nesta quarta-feira (13.11), a João Pessoa para participar da competição esportiva sub-17, organizada pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB). Classificados durante os Jogos Estudantis Mato-grossenses realizados pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), os atletas disputam, até sábado (16.11), nas modalidades badminton, ciclismo, ginástica rítmica, judô, taekwondo, tênis de mesa e tiro com arco.
“É muito gratificante estar aqui, lutei muito por essa oportunidade e agradeço a Secel pelo suporte. Minha expectativa é representar bem Mato Grosso, vou me doar 100%, competir do começo até o fim”, destaca o atleta de judô, Altair Justino, de 16 anos.
Medalhistas olímpicos, como o atleta da marcha atlética Caio Bonfim, o lutador de taekwondo, Netinho Pontes, a ginasta Rebeca Andrade e a judoca Beatriz Souza (na foto), junto com outros atletas olímpicos, fazem parte do time de Embaixadores dos Jogos da Juventude 2024.
Em sua primeira vez nos Jogos da Juventude, o atleta de São José de Quatro Marcos, Wadson Kaiky, já competiu na manhã desta quarta-feira (13), na prova de potência no ciclismo, e falou sobre a experiência.
“É uma honra representar Mato Grosso, é uma experiência única e nova pra mim, estou bem feliz com isso de estar e competir entre os melhores do Brasil”, comentou.
Até o dia 28 de novembro, o evento reúne mais de quatro mil atletas oriundos de escolas públicas e privadas de todo o país, em três blocos de competições que contemplam, ao todo, 18 modalidades modalidades olímpicas.
De Mato Grosso, serão no total 157 atletas que chegam à cidade-sede do evento, em três blocos de viagem, conduzidos pela equipe da Secel, que também chefia a delegação.
O próximo bloco de competições ocorre de 17 a 22 de novembro, abrangendo as modalidades de natação, ginástica artística, wrestling, vôlei de praia, triathlon e basquetebol. Nesse período, a delegação mato-grossense será composta por mais 52 estudantes de diversos municípios.
O terceiro e último bloco contará com mais 68 atletas de Mato Grosso, que disputam as modalidades de atletismo, handebol e voleibol, no período de 23 a 28 de novembro.
A abertura dos Jogos da Juventude 2024 ocorre nesta quarta-feira (13.11), a partir das 18h, e será transmitida no canal de YouTube do Time Brasil.
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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