Frango barato

Preço do frango sobe pelo terceiro mês seguido com alta na carne bovina impulsionando demanda

Fernando Henrique Iglesias, analista da consultoria Safras & Mercado, destaca que a avicultura de corte vive um período de alta expressiva nos preços.

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Economia

Foto: Reprodução/ omatogrosso.com

Para o consumidor, o aumento consecutivo na carne de frango significa uma pressão maior no custo da alimentação básica.

O preço da carne de frango subiu pelo terceiro mês consecutivo, de acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A busca por alternativas mais baratas diante do encarecimento da carne bovina tem elevado a demanda pelo frango, o que vem pressionando seus preços tanto no atacado quanto no mercado independente.

Fernando Henrique Iglesias, analista da consultoria Safras & Mercado, destaca que a avicultura de corte vive um período de alta expressiva nos preços. “A carne bovina segue com preços elevados, o que leva o consumidor a buscar proteínas substitutas, especialmente o frango”, afirma Iglesias. A expectativa é de que essa tendência continue no curto prazo, já que o cenário para o mercado de carne bovina não indica um alívio nos preços.

Para o consumidor, o aumento consecutivo na carne de frango significa uma pressão maior no custo da alimentação básica, com menos alternativas acessíveis de proteína. No mercado, os impactos se refletem em um cenário de volatilidade nos preços de diversas carnes, o que impõe desafios adicionais para a economia doméstica e o orçamento das famílias brasileiras.

 

 

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Bets: pedidos em plataforma de autoexclusão cresce 7 vezes na Copa

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Apesar da presença massiva de publicidade das casas de apostas online durante as transmissões da Copa do Mundo, o Brasil registrou um crescimento do número de pessoas que pediram a autoexclusão de plataformas de bets.  

A ferramenta de autoexclusão foi lançada pelo governo federal em dezembro do ano passado e permite ao cidadão cadastrar seu CPF para que o uso seja bloqueado simultaneamente em  todos os sites legalizados de apostas.  

De acordo com os dados da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, nas duas primeiras semanas do torneio, o número médio de pedidos diários para ter o CPF bloqueado para apostar em bet aumentou quase sete vezes. 

A Plataforma Centralizada de Autoexclusão registrou, entre 15 e 28 de junho, 17.866 pedidos por dia, contra 2.594 solicitações médias diárias registradas na primeira quinzena de maio.  

Depois de processados, os pedidos impedem que as pessoas usem os próprios CPFs para apostar nas bets legalmente autorizadas a funcionar no país. Desde o lançamento da plataforma, mais de 1 milhão de pessoas já se inscreveram no serviço. 

O levantamento também mostrou que os motivos alegados por quem fez essas solicitações mudaram. Em maio, a maior parte dos pedidos (43%) era por perda de controle sobre o jogo. Já nas duas primeiras semanas da Copa, a prevenção do uso dos dados em plataformas de apostas passou a ser o principal motivo para o cadastro, apontado por 29,5% dos solicitantes. A perda de controle sobre o jogo ficou em segundo lugar, com 24,13%. 

Ao optar pela autoexclusão, o usuário deve informar os dados pessoais e optar por bloquear o acesso aos sites por tempo indeterminado ou por um período pré-determinado, que pode variar entre um e 12 meses. 

Além da plataforma, outra iniciativa voltada ao tratamento da compulsão por aposta é o teleatendimento gratuito pelo Sistema Único de Saúde. 

Saiba mais no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

*com informações do Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil



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