OUTUBRO MOVIMENTE
Seplag realiza final de campeonato de vôlei interinstitucional
Torneio contou com a participação de 14 times formados por servidores do Poder Executivo
Esporte
A Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) promoveu, nesta segunda-feira (21.10), a semifinal e final do torneio de vôlei interinstitucional na quadra poliesportiva da Escola Estadual da Polícia Militar “Tiradentes”, em Cuiabá.
Os times “Seplag A” e “Don’t Have Hands” disputaram a partida final e ficaram em primeiro e segundo lugar, respectivamente. Já as equipes “PJC” e “DMT” se enfrentaram na semifinal.
Ao todo, 14 times, formados por servidores do Poder Executivo, competiram na última quinta-feira (17.10), na fase classificatória.
A ação faz parte da programação do Outubro Movimente, organizado pela Rede Sinova, em parceria com a Rede InovagovMT. A realização das atividades esportivas contou com apoio da Coordenadoria de Segurança e Saúde no Trabalho da Seplag, da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), da Empresa Mato-Grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Secel) e da MT Saúde.
O secretário Basílio Bezerra assistiu aos jogos e destacou a importância do fomento a ações que promovam o bem-estar dos servidores. “Estamos no mês em que comemoramos o Dia do Servidor Público e esse campeonato é um modo também de celebrar esse momento. Se cultivamos o bem-estar do servidor público, certamente isso refletirá no ambiente de trabalho e na melhoria dos serviços”, afirmou.
Segundo a coordenadora de Intraempreendedorismo e Inovação da Seplag, Angélica Costa, o campeonato promove integração entre servidores públicos de MT e incentiva o diálogo colaborativo para a inovação nos diferentes setores do governo.
“Ano passado, não incluímos a atividade esportiva na programação e os servidores sentiram falta. Então, em 2024, firmamos a parceria novamente com o setor de Segurança e Saúde no Trabalho para realizarmos este evento. O vôlei é um complemento a várias atividades que estamos fazendo desde o dia 1º de outubro, em parceria com a Rede InovagovMT, como oficinas e palestras voltadas para as temáticas da inovação, criatividade e melhorias no ambiente de trabalho”, acrescentou a coordenadora.
O adjunto de Gestão de Pagamento de Pessoal da Seplag e integrante do time “Seplag A”, Geonir Schnorr, ressaltou a importância dessas iniciativas na promoção da saúde e do lazer para os servidores, além da importância para o fortalecimento do diálogo interinstitucional.
“Essa integração entre os órgãos é de extrema importância. Aqui encontramos amigos, colegas do trabalho e fizemos essa grande festa. Sempre tem a competitividade, claro, tem que ter mesmo. Mas tem muita integração, muito mais integração. Isso é muito importante”, ponderou, lembrando que na primeira edição desse campeonato, o time no qual participava ficou na segunda colocação.
Times
O torneio contou com a participação de equipes da Casa Civil, da Procuradoria Geral do Estado (PGE-MT), da Polícia Judiciária Civil, do Desenvolve-MT e da MT Par. Também estiveram representadas as secretarias de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), de Saúde (SES), de Meio Ambiente (Sema), de Fazenda (Sefaz), além da própria Seplag e Secel.
Todas as equipes que participaram do campeonato eram mistas. Os times que jogaram a semifinal representavam a Seplag, a Polícia Civil e a Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso S/A (Desenvolve MT).
Jogos
No primeiro jogo da semifinal, se enfrentaram os times “Seplag A” e “PJC”. O resultado foi 2 sets a 0 para o time da “Seplag A”, que se classificou para a final. O segundo jogo dessa etapa foi entre “Don’t have hands” e “DMT”. A disputa envolveu 3 sets, resultando em 2 sets a 1 para o time “Don’t have hands”. Resultado que levou esse time para o jogo da final.
Os dois times que perderam na semifinal “PJC” e “DMT” se enfrentaram para a disputa da 3ª colocação no campeonato. O time “PJC” ganhou de 2 sets a 0, conquistando o 3ª lugar do pódio. O time “Seplag A” ganhou os dois sets com vantagem de pontos e derrotou o adversário sem dificuldades. Resultado que lhe garantiu o título de campeão do torneio de vôlei do Outubro Movimente 2024.
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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