Eleições 2024
Candidatos são acionados pelo MPE após derrame de santinhos
Os candidatos vão responder por propaganda eleitoral irregular
Política
Vinte e oito candidatos a vereador, prefeito e vice-prefeito dos municípios de Sorriso e Boa Esperança do Norte foram acionados nesta terça-feira (08) por efetuarem derrame de santinhos próximo às escolas onde ocorreram as votações. Os candidatos vão responder por propaganda eleitoral irregular.
De acordo com a representação, foram encontrados santinhos nas imediações das escolas municipais Rui Barbosa, São Domingos, Jardim Bela Vista, Modelo, Valter Leite, Flor do Amanhã, Vila Bela, Aureliano Pereira da Silva e Boa Esperança. E também nas proximidades das escolas estaduais Mário Spinelli, Arlete Maria Cappellari e Ignácio Schevinski Filho.
Conforme o promotor eleitoral Márcio Florestan Berestinas, na representação foram anexados vídeos, fotos, os santinhos e a certidão com a quantidade de material por candidato. O número de santinhos espalhados e contabilizados variou de 12 a 909 por candidato.
“Infelizmente, no dia 6 de outubro de 2024, data da última eleição, os servidores públicos da limpeza pública municipal, do cartório eleitoral e do Ministério Público Eleitoral constataram que milhares de ‘santinhos’ dos candidatos ora representados foram jogados nas calçadas, na entrada dos locais de votação e nas vias públicas localizadas em frente aos locais de votação supramencionados. Os referidos ‘santinhos’ foram recolhidos e acompanham a presente petição inicial”, destacou o promotor eleitoral.
Segundo ele, a prática em referência é ilegal não apenas porque causa poluição ambiental (higiene e estética urbana) e gera riscos de acidentes, em especial a idosos e pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, mas também porque afeta a isonomia entre os candidatos. Ele explica que existe probabilidade de eleitores, especialmente aqueles que ainda não decidiram em quais candidatos votar, optarem por votar naqueles que aparecem nos “santinhos” derramados pelo chão. “Essa é a razão pela qual tal prática é tão comum, além da crença de que a Justiça Eleitoral não costuma puni-la, a ponto de o risco valer a pena”, destacou.
Segundo ele, todos os candidatos, partidos e coligações detêm o domínio dos respectivos materiais de propaganda confeccionados, sendo responsáveis pela posse, guarda, distribuição, bem como posterior limpeza e destinação final dos resíduos gerados, razão pela qual é evidente suas respectivas responsabilidades.
Veja a lista dos candidatos acionados pelo MPE:
– Leandro Carlos Damiani e Cláudia Pereira Braga Negrão, candidatos a Prefeito e Vice-Prefeito em Sorriso;
– Alei Fernandes e Acácio Ambrosini, candidatos a Prefeito e Vice-Prefeito em Sorriso;
– Celso Kozak, candidato a Vereador em Sorriso;
– Lindon Johnson Bezerra Ribeiro, candidato a Vereador em Sorriso;
– Maycon José Silva (Cabo José), candidato a Vereador em Sorriso;
– Milton Juvêncio Ribas e Ana Virgínia Pereira de Souza, candidatos a Prefeito e Vice-Prefeita de Sorriso;
– Márcio Henrique Duarte: candidato a Vereador em Sorriso;
-Francisco Firmino Borges, candidato a Vereador em Sorriso;
– Alexandre Timóteo de Souza, candidato a Vereador em Sorriso;
– Ademilson Carmo de Souza, candidato a Vereador em Sorriso;
– José Neres da Silva, candidato a Vereador em Sorriso;
– Cleia Johanny Alves Silva, candidata a Vereadora em Sorriso;
– Glacilda Thomé de Souza, candidata a Vereadora em Sorriso;
– Airton Sales da Silva, candidato a Vereador em Sorriso;
– Francilane Sousa Batista, candidato a Vereador em Sorriso;
– Adílson Rodrigues, candidato a Vereador em Sorriso;
– Alexandre Timóteo de Souza, candidato a Vereador em Sorriso;
– Pergentino Manciola, candidato a Vereador em Sorriso;
– Francineia Pereira da Silva, candidata a Vereadora em Sorriso;
– Rayara Ribeiro Faleiro Ferraz, candidata a Vereadora em Boa Esperança do Norte;
– Sérgio Aparecido Nogueira, candidato a Vereador em Boa Esperança do Norte;
– Calebe Francesco Francio, candidato a Prefeito em Boa Esperança do Norte;
– Jair Obregão, candidato a Vice-prefeito em Boa Esperança do Norte;
– Eduardo Roberto Garcia Tercal, candidato a Vereador em Boa Esperança do Norte;
– Agnaldo da Silva, candidato a Vereador em Sorriso.
Política
CRE monitora com atenção relações entre Brasil e EUA, diz Nelsinho Trad em nota
O presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE), senador Nelsinho Trad (PSD-MS), divulgou nota oficial nesta sexta-feira (14) na qual afirma receber com atenção a decisão do Poder Executivo de abrir processo previsto na Lei da Reciprocidade Econômica em resposta às novas tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.
Na avaliação de Nelsinho, o Brasil precisa estar preparado para agir quando necessário, sem esquecer que as relações bilaterais ocorrem há mais de 200 anos e que todas as possibilidades de entendimento devem ser buscadas antes de uma escalada comercial.
“Sempre defendi que o primeiro caminho deve ser o diálogo. Ao mesmo tempo, não podemos abrir mão dos instrumentos legítimos que o próprio Congresso Nacional criou para proteger os interesses do Brasil quando necessário”, diz ele.
O senador explica que esse tipo de processo dura meses, não significando a adoção automática de contramedidas pelo Brasil, mas abre a etapa de avaliação e de consultas diplomáticas entre as nações.
“Considero importante que esse espaço seja utilizado para buscar uma solução negociada, ao mesmo tempo em que o Brasil avalia, com responsabilidade e critérios técnicos, os instrumentos que tem à disposição”, afirma na npta.
Nelsinho defende que o Brasil promova o “diálogo até o limite”, mas com responsabilidade nas decisões em defesa dos interesses brasileiros.
Tarifas
As novas tarifas de 25% impostas pelos Estados Unidos sobre parte das exportações brasileiras inauguraram uma nova etapa nas relações comerciais entre os dois países. A sobretaxa alcança cerca de 3 mil itens e será cobrada dos importadores americanos no momento em que os produtos brasileiros entrarem nos EUA.
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) prevê que o novo tarifaço atingirá 18% das exportações brasileiras para os EUA. Comparados aos dados de 2024 — ano anterior aos primeiros tarifaços anunciados pelo presidente dos EUA, Donald Trump —, o percentual corresponde a R$ 37,6 bilhões. Já com base nos números de 2025, a participação dos setores afetados equivale a R$ 29,4 bilhões (15%).
No mês passado, o presidente da CRE solicitou informações ao MDIC sobre como o governo pretende operacionalizar a Lei da Reciprocidade Econômica (sancionada em 025 após os primeiros tarifaços), quais estudos estão sendo conduzidos pela Câmara de Comércio Exterior (Camex) e se haverá necessidade de aperfeiçoamentos legislativos. O objetivo, segundo ele, é oferecer à CRE informações técnicas que subsidiem eventuais iniciativas legislativas.
Além disso, no dia 4 de agosto, o grupo de trabalho criado por iniciativa da presidência da CRE discutiu questões de acesso a mercados das exportações brasileiras com diversos representantes do governo e do setor privado, com foco nas proteínas de origem animal.
No dia da entrada em vigor do atual tarifaço dos Estados Unidos, em julho, o governo federal assinou uma medida provisória (MP 1.379/2026) com um novo pacote de apoio às empresas brasileiras. Batizada de Plano Brasil Soberano 3, a iniciativa prevê R$ 18,5 bilhões em linhas de crédito com juros subsidiados para exportadores e setores considerados estratégicos para a economia nacional.
A Presidência da República também sancionou o projeto derivado da MP 1.345/2026, que instituiu as linhas de financiamento do Plano Brasil Soberano. Em relação a esse texto, o Congresso decidiu ampliar o escopo para contemplar, além dos exportadores de bens industriais e seus fornecedores, setores considerados estratégicos para o comércio exterior brasileiro.
Veja a nota do presidente da CRE na íntegra:
Nota à Imprensa
Recebo com atenção a decisão do governo brasileiro de iniciar o processo previsto na Lei da Reciprocidade Econômica diante das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos.
Sempre defendi que o primeiro caminho deve ser o diálogo. Ao mesmo tempo, não podemos abrir mão dos instrumentos legítimos que o próprio Congresso Nacional criou para proteger os interesses do Brasil quando necessário.
Foi justamente por isso que, ainda em julho, encaminhei ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços um pedido de informações sobre a operacionalização da Lei da Reciprocidade, os estudos conduzidos pela Camex e até mesmo sobre a eventual necessidade de aperfeiçoamentos na legislação.
O processo iniciado agora não significa a adoção automática de contramedidas. Abre uma etapa de avaliação e de consultas diplomáticas com os Estados Unidos. Considero importante que esse espaço seja utilizado para buscar uma solução negociada, ao mesmo tempo em que o Brasil avalia, com responsabilidade e critérios técnicos, os instrumentos que tem à disposição.
Como presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, continuarei acompanhando esse processo e defendendo aquilo que temos sustentado desde o início: diálogo até o limite, responsabilidade nas decisões e defesa dos interesses brasileiros.
O Brasil precisa estar preparado para agir quando necessário, mas uma relação construída ao longo de mais de 200 anos entre Brasil e Estados Unidos exige que todas as possibilidades de entendimento sejam buscadas antes de uma escalada comercial.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
-
Cidades2 dias atrásPivetta cobra providências de prefeita após vídeo de diretor do DAE recebendo dinheiro
-
Política3 dias atrásCRE aprova marco da OIT sobre saúde e segurança no trabalho
-
Cidades2 dias atrásSinfra avança na compra de equipamentos para Aliança pela Água em VG, afirma Pivetta
-
Política2 dias atrásCMO aprova crédito extra para atender vítimas de desastres climáticos
-
Política3 dias atrásSenado celebrará criação da Frente Parlamentar pela Paz Mundial
-
Política2 dias atrásApós acordo, redução de tributos sobre combustíveis vai à sanção
-
Política23 horas atrásMP visa combate à fome de populações afetadas por mudanças climáticas
-
Política3 dias atrásDebate no Plenário aponta gargalos para expansão de energias renováveis

