O artilheiro e o paredão

Hulk e Léo Jardim travam mais um duelo na semifinal Atlético-MG x Vasco

Desde que chegou ao Vasco, ninguém obrigou o goleiro a fazer mais defesas do que o atacante do Galo. Jardim levou a melhor nos dois encontros em 2023, mas Hulk marcou duas vezes este ano

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Esporte

Foto: Daniel Ramalho / CRVG

O confronto entre Atlético-MG e Vasco pela semifinal da Copa do Brasil, que começa a ser disputado nesta quarta-feira, na Arena MRV, será mais uma edição do duelo entre Hulk e Léo Jardim. O artilheiro do Galo versus o paredão vascaíno.

Hulk e Léo Jardim travaram duelos interessantes em jogos recentes. O goleiro levou a melhor nas duas partidas entre as equipes pelo Brasileirão do ano passado, em ambas sendo protagonista com defesas importantes. E o atacante se redimiu nesta temporada marcando os dois gols da vitória do Atlético-MG no primeiro turno.

De acordo com levantamento do Espião Estatístico, em jogos do Brasileirão, nenhum outro jogador obrigou o goleiro a fazer mais defesas do que Hulk. Foram sete intervenções nas três partidas entre Atlético-MG e Vasco.

Quem mais parou em defesas de Léo Jardim?

  • Hulk (Atlético-MG) – 7 defesas
  • Suárez (Grêmio), Cebolinha (Flamengo) e John Kennedy (Fluminense) – 4 defesas
  • Gerson (Flamengo), Raphael Veiga (Palmeiras), Cano (Fluminense), Cannobio (Athletico), Cuiabano (Botafogo), Cauly (Bahia) e outros – 3 defesas

Em 2023, o Vasco venceu os dois jogos do Brasileirão contra o Atlético-MG: 2 a 1 no Mineirão e 1 a 0 no Maracanã. Nas duas partidas, Léo Jardim foi protagonista com defesas importantes (veja as principais no vídeo que abre a matéria). Ele pegou cobrança de falta, chutaço de primeira, finalização perigosa da entrada da área…

Já no primeiro turno do Brasileirão deste ano, em partida realizada em julho, o Galo venceu por 2 a 0 na Arena MRV, os dois gols marcados por Hulk. No primeiro, ele apareceu na segunda trave para completar de cabeça o cruzamento de Gustavo Scarpa. E, no segundo, aproveitou a bola mal recuada por Praxedes, deixou Léo Jardim no chão e empurrou para o gol vazio.

Atlético-MG e Vasco fazem o primeiro jogo da semifinal da Copa do Brasil nesta quarta-feira, às 19h15 (de Brasília), na Arena MRV. A volta está marcada para o dia 20 de outubro, em São Januário.

 

Fonte: Ge – https://ge.globo.com/futebol/times/vasco/noticia/2024/10/01/o-artilheiro-e-o-paredao-hulk-e-leo-jardim-travam-mais-um-duelo-na-semifinal-atletico-mg-x-vasco.ghtml

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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