quartas de final da Conmbeol Libertadores

Flamengo x Peñarol: onde assistir ao vivo, horário e escalações

Veja também desfalques, arbitragem e outras informações do jogo de ida das quartas de final da Libertadores

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Foto: Reprodução/Acervo Lance!

Flamengo e Peñarol se enfrentam na noite desta quinta-feira, às 19h (de Brasília), pelo jogo de ida das quartas de final da Conmbeol Libertadores. O ge transmite a partida em Tempo Real.

O Flamengo vem de um empate amargo com o Vasco pelo Brasileirão e tem um desempenho que dificulta a disputa pelo título nacional: uma vitória nos últimos seis jogos. No entanto, na Libertadores, eliminou o Bolívar, na altitude de La Paz, em jogo que o técnico Tite sofreu arritmia cardíaca.

O Rubro-Negro tem o fator casa a seu favor na Libertadores. Pela competição, o Flamengo não sabe o que é perder no Maracanã desde abril de 2019, quando, ainda sob o comando de Abel Braga, foi derrotado por 1 a 0 pelo Peñarol. De lá para cá são 26 jogos de invencibilidade: 23 vitórias e três empates.

O Peñarol vem de duas vitórias consecutivas no Campeonato Uruguaio: 2 a 1 no Miramar Misiones e 4 a 0 no Rampla Juniors. O clube se classificou às quartas da Libertadores eliminando o também boliviano The Strongest, mesmo com a derrota por 1 a 0 no jogo de volta. O Peñarol venceu o jogo de ida por 4 a 0 em Montevidéu.

Flamengo – técnico: Tite

Tite utilizará força máxima dentro do que tem à disposição. Alex Sandro e Plata agradaram após boas estreias contra o Vasco e foram mantidos pelo treinador. De la Cruz, recuperado de lesão na coxa, volta ao time titular, e Léo Ortiz vai para o banco.

Provável escalação: Rossi, Varela, Fabrício Bruno, Léo Pereira e Alex Sandro; Pulgar, De la Cruz, Gerson e Arrascaeta; Plata e Bruno Henrique.

  • Quem está fora: Viña (joelho e tíbia), Cebolinha (tendão), Pedro (joelho) Michael (coxa), Luiz Araújo (joelho) e Gabigol (fibrose na coxa).
  • Pendurados: De la Cruz

Penãrol – técnico: Diego Aguirre

Diego Aguirre tem todo o plantel à disposição, inclusive os recém-contratados Alan Medina e Rodrigo Pérez. A principal dúvida de Aguirre é saber se utilizará Javier Méndez como zagueiro numa linha de cinco ou adiantá-lo para o meio-campo a fim de ter uma ocupação territorial maior no setor.

Provável escalação: Aguerre, Léo Coelho, Javier Méndez, Guzmán Rodríguez; Pedro Milans, Eduardo Darías, Damián García, Javier Cabrera, Léo Fernández, Maximiliano Olivera; Maximiliano Silvera.

 

  • Quem está fora: Damián Suárez (não regularizado)
  • Pendurados: Não tem

Arbitragem

  • Árbitro: Jesús Valenzuela (VEN)
  • Árbitro Assistente 1: Jorge Urrego (VEN)
  • Árbitro Assistente 2: Tulio Moreno (VEN)
  • Quarto Árbitro: Alexis Herrera (VEN)
  • VAR: Juan Soto (VEN)

 

Fonte: ge – https://ge.globo.com/futebol/times/flamengo/noticia/2024/09/19/flamengo-x-penarol-onde-assistir-ao-vivo-horario-e-escalacoes.ghtml

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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