Esporte
Barcelona exigiu R$ 250 milhões por Vitor Roque, diz diretor da Fiorentina
Atacante brasileiro, hoje no Betis, foi alvo de interesse do clube italiano, mas negociação não foi adiante: “Era o que mais queríamos, mas não houve possibilidade”, afirma dirigente
Esporte
O Barcelona teria exigido 40 milhões de euros, o equivalente hoje a R$ 250 milhões, pela transferência do atacante Vitor Roque para a Fiorentina, na última janela de transferências de verão da Europa. Foi o que afirmou o diretor esportivo do clube italiano, Daniele Pradè, nesta sexta-feira.
— Tentamos contratar o Vitor Roque, mas o Barcelona nos pediu 40 milhões (de euros), mas condições eram impossíveis no momento. Vitor Roque era o jogador que mais queríamos, e para o qual não havia condições — afirmou o dirigente, durante entrevista coletiva.
O Barça passou praticamente toda a última janela de transferências procurando uma negociação com Vitor Roque, que não ganhou mais espaço no elenco mesmo com a chegada do técnico Hansi Flick. No final, ele acabou sendo cedido por empréstimo ao Betis, até o final da atual temporada.
Ele já jogou duas vezes pelo novo time: a primeira contra o Real Madrid, e a segunda nesta sexta-feira, contra o Leganés — em que marcou o seu primeiro gol nesta temporada 2024/25. Em ambas saiu do banco de reservas.
— Não o contratamos porque custaria 40 milhões de euros. Logo, quando foi cedido ao Betis ao final de agosto, já não precisávamos — detalhou Daniele Pradè.
A Fiorentina contratou para a temporada 2024/25 vários jogadores, sendo que para a posição de centroavante (a provável do atacante brasileiro, caso a transferência tivesse acontecido) a opção foi Moise Kean, ex-Juventus, por 13 milhões de euros.
Vitor Roque tem contrato com o Barcelona até 2031. Segundo a imprensa espanhola, o contrato de empréstimo com o Betis tem opção de renovação por mais um ano, até 2026. Depois, há um valor como opção de compra fixado em €25 milhões (R$ 155 milhões) fixos por 80% dos direitos econômicos do jogador.
Além da Fiorentina, outros dois interessados em contratá-lo foram o Porto e o Sporting, ambos de Portugal. Porém, pesou a preferência do brasileiro de permanecer na Espanha.
Vitor Roque foi um dos destaques da vitória da seleção brasileira sobre o México, no domingo passado, em amistoso disputado em São Januário. Ele foi o principal nome dessa convocação.
Fonte: Globo Esporte – https://ge.globo.com/futebol/futebol-internacional/futebol-espanhol/noticia/2024/09/14/barcelona-exigiu-r-250-milhoes-por-vitor-roque-diz-diretor-da-fiorentina.ghtml
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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