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Lucimar vistoria unidades e anuncia novas obras

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Da Redação 

Mantendo a rotina de trabalho em prol de Várzea Grande e sua população, a prefeita Lucimar Sacre de Campos esteve vistoriando unidades de saúde acompanhando o atendimento e obras que estão em andamento e que fazem parte das medidas colocadas em prática para melhorar a área de saúde que entre janeiro e maio deste ano no Hospital e Pronto Socorro e na UPA IPASE atenderam 110.878 mil pessoas.

“Estamos avançando em todas as áreas da administração municipal e a saúde pública vem recebendo recursos e ações que melhoram o atendimento prestado a população que necessita do Sistema Único de Saúde – SUS”, disse a prefeita Lucimar Sacre de Campos assegurando que ainda neste ano de 2017 o Hospital e Pronto Socorro Municipal de Várzea Grande estará 100% reformado, ampliado e reequipado.

Além da reforma geral do Hospital e Pronto Socorro, Lucimar Campos anunciou também a reforma geral da Policlínica do Jardim Glória, a única de cinco unidades que ainda não recebeu obras. “As policlínicas do Cristo Rei, Parque do Lago, Marajoara e 24 de Dezembro já foram reformadas, melhoradas e entregues a população e agora será a vez da quinta unidade, a do Jardim Glória ser reformada para melhor atender a população”, disse Lucimar Sacre de Campos.

As unidades de saúde fiscalizadas pela prefeita Lucimar Sacre de Campos e pelo secretário de Saúde, Diógenes Marcondes, foram à Unidade Básica de Saúde do bairro Água Limpa, o Centro de Atenção Psicossocial Infantil (CAPS), à Unidade Básica de Saúde do bairro Nossa Senhora da Guia, a policlínica do Jardim Glória, ‘Dr. Moacyr De Lannes’ e o Hospital Municipal e Pronto-Socorro.

Toda essa semana foi reservada para vistoria in loco de obras, de escolas, de bairros, e, especialmente a locais que prestam serviço direto à população. Como frisa a prefeita, esses encontros possibilitam conhecer a realidade e a rotina dos equipamentos públicos.

“Como hoje priorizamos as unidades de saúde, pudemos conferir e comprovar o atendimento humanizado que preconizamos em Várzea Grande e que envolve atitude dos gestores e profissionais de saúde na corresponsabilidade na obtenção de um bom resultado. O usuário do SUS tem que ter atendimento de excelência e humanizado”, disse a prefeita.

Mais adiante Lucimar relatou que nas visitas certificou o atendimento prestado, se os insumos necessários estão dentro da ordem e o comprometimento dos servidores, ressaltando que “o atendimento humanizado requer bons profissionais, mas também estrutura digna de trabalho, insumos e assiduidade”.

A prefeita demonstrou contentamento ao ver que nas unidades visitadas todas as farmácias estão abastecidas e com capacidade de atendimento a demanda. 

As visitas são feitas sem aviso prévio e juntamente com equipe técnica. Nas visitas são avaliados a estrutura dos locais, limpeza, assiduidade dos servidores, conversas com os pacientes e conferência a funcionalidade das farmácias.

No Pronto-Socorro, unidade que está passando por uma reforma completa, a prefeita e equipe avaliaram o atendimento nas alas já reformadas e entregues, vistoriaram as obras em execução do Centro Cirúrgico e da UTI Adulto e Rede Cegonha.

A prefeita reforçou que até o final do ano o Pronto-Socorro estará 100% reformado e entregue com mobiliário e equipamentos novos. Cerca de R$ 5 milhões estão estimados para a conclusão, recursos que estão sendo partilhados entre próprios, estadual e federal, bem como com repasse de emendas parlamentares.

Na Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro Água Limpa, a prefeita conheceu parte do atendimento que é diariamente prestado, nas áreas de clínico geral, pediatria, ginecologia, odontologia e ainda vacinação. A dentista Rita de Cássia dos Santos divide o atendimento com outro profissional, que atende à tarde, e ela optou por atender crianças, ofertando odontopediatria. “Estou há 25 anos trabalhando no Município e há seis anos aqui nesta unidade e desde que a prefeita assumiu não falta material e há valorização dos servidores”.

In loco, a prefeita presenciou a oferta de repelentes que a Rede SUS oferta para gestantes, o que minimiza o risco de contrair dengue, zika vírus e a febre chikungunya.

A diretora da unidade, Celina Bernardes, contou que a UBS é referência em vacinação na região central da cidade e chega a contabilizar cerca de 400 doses ao mês.

Já no Centro de Atenção Psicossocial – CAPS Infantil, localizado no Jardim Imperador, o gerente da unidade, Lucio Magalhães, conduziu a visita e explicou que a maior parte dos atendimentos prestados é para crianças de zero até 18 anos (em alguns casos) com transtornos mentais e usuários de droga e ou álcool. “Todo o atendimento realizado é multidisciplinar com psiquiatra, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional e psicólogo”, explicou o gerente.   

Na Unidade Básica de Saúde do bairro Nossa Senhora da Guia, a prefeita conversou com a médica ginecologista Candice Castro, que quer ampliar o atendimento de sua especialidade trazendo universitários para estagiar na unidade. Nessa unidade também são ofertados tratamentos odontológicos, ginecológico, clinico geral, psicólogo e psiquiatra. A prefeita também elogiou a condução dos serviços na unidade, gerida por Abimael Elias Junior, bem como a oferta e a organização dos medicamentos da farmácia.

Na policlínica ‘Dr. Moacyr De Lannes’, no Jardim Glória, o gerente Marcos Vinicius Galante, contou que ao dia são atendidas cerca de 90 pessoas nas especialidades de odontologia, ginecologia, clinico geral, psicologia e psiquiatria.

O secretário municipal de Saúde, Diógenes Marcondes, disse que esses encontros proporcionam uma maior aproximação da gestão com o servidor e traz como resultado uma grande troca de ideias, experiências e conhecimentos. “No caso da saúde, podemos ouvir nossos servidores que de fato estão na ponta do atendimento, e não apenas os gerentes, e o principal, receber a avaliação direta da população do usuário do Sistema Único de Saúde (SUS)”.

“O que queremos com essas visitas é extrair boas ideias e iniciativas que fazem de uma unidade de saúde ou de uma escola exceção e referência na comunidade e assim, ao conhecer realidades diferentes, poder compartilhar com as demais unidades para atingir um nível de excelência na prestação de serviços essenciais ao várzeagrandense, porém de forma humanizada e de excelência”, pontuou a prefeita. 

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Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

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Foto horizontal dos anos 1990 que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete abraçado com a filha Érica, que tinha cerca de 10 anos na foto. Ela era uma menina de pele clara com longos cabelos loiros e cacheados.

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.

Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.

Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.

Já estava escrito

“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.

Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.

“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.

A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.

Foto vertical antiga que mostra o agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete, com a ex-mulher, duas filhas e o filho ainda crianças, em uma festa. Eles posam sorrindo para a foto.Legado construído com exemplo

Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.

Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.

Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.

Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.

Apoio incondicional

Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.

Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

Imagem quadrada gerada com auxílio de inteligência artificial que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete e sua filha Érica abraçados, com um fundo verde de um parque. Ele é um homem pardo de cabelo grisalho e ela uma jovem branca e loira.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.

Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.

Adoção

Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.

Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.

Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.

Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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