Sul-Americanas
Brasil vence Equador e rompe sequência de derrotas nas eliminatórias
Sob o comando de Dorival Jr., a seleção voltou a pontuar após três derrotas consecutivas
Esporte
A Seleção Brasileira conquistou uma vitória crucial contra o Equador por 1 a 0, em partida válida pela 7ª rodada das Eliminatórias Sul-Americanas, realizada no estádio Couto Pereira. O gol solitário de Rodrygo foi suficiente para garantir os três pontos e marcar a estreia do jovem talento Estêvão, do Palmeiras, na equipe principal do Brasil. Sob o comando de Dorival Jr., a seleção voltou a pontuar após três derrotas consecutivas.
Apesar de não apresentar um futebol brilhante, o Brasil dominou a partida com uma defesa sólida e um ataque eficiente. O Equador, por sua vez, teve dificuldades para criar oportunidades claras de gol. Rodrygo, com um chute preciso de fora da área aos 30 minutos do primeiro tempo, garantiu a vitória brasileira.
Primeiro tempo
Desde o início, a Seleção Brasileira mostrou superioridade na posse de bola e no controle do jogo. A primeira chance clara veio aos 22 minutos, quando Vini Jr. recebeu um passe em profundidade de André, mas foi bloqueado pela defesa equatoriana no momento crucial.
O gol brasileiro saiu aos 30 minutos. Lucas Paquetá encontrou Rodrygo na entrada da área, que driblou a marcação e finalizou com um desvio, vencendo o goleiro Galíndez. O Equador teve sua única oportunidade perigosa aos 48 minutos, quando Kevin Rodriguez avançou pela esquerda e cruzou para Caicedo, que parou em duas defesas consecutivas de Alisson e Gabriel Magalhães.
Segundo tempo
Na segunda etapa, o Brasil adotou uma postura mais cautelosa, reduzindo a intensidade e recuando as linhas de marcação. A primeira investida significativa veio aos 20 minutos, com Vini Jr. finalizando para uma defesa tranquila de Galíndez. Aos 27 minutos, Vini Jr. novamente teve uma chance, após passe de Estêvão, mas chutou para fora após driblar o goleiro.
Nos minutos finais, o Equador tentou pressionar, mas a defesa brasileira, bem postada, conseguiu neutralizar as investidas adversárias. Mesmo com as substituições feitas por Dorival Jr., a Seleção Brasileira não ampliou o placar, mas garantiu a vitória e os três pontos.
A vitória trouxe alívio e confiança para a Seleção Brasileira, que vinha de uma sequência negativa. A estreia de Estêvão foi um ponto positivo, mostrando que o jovem talento pode contribuir significativamente para a equipe. Dorival Jr. terá agora a missão de manter a consistência e buscar mais pontos nas próximas rodadas para assegurar a classificação para a Copa do Mundo.
A partida contra o Paraguai será um novo teste para a equipe, que precisa continuar somando pontos para se manter nas primeiras posições da tabela. A expectativa é de um jogo difícil, mas com a confiança renovada, o Brasil tem tudo para sair com um bom resultado.
FICHA TÉCNICA
BRASIL 1 X 0 EQUADOR
Local: estádio Couto Pereira, em Curitiba (PR)
Data: 06/09/2024
Hora: 22h (de Brasília)
Árbitro: Facundo Tello (ARG)
Cartões amarelos: Lucas Moura (Brasil)
Gol: Rodrygo, aos 30 do 1ºT (Brasil)
BRASIL: Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Guilherme Arana (Wendell); André (João Gomes), Bruno Guimarães (Gerson) e Lucas Paquetá (Lucas Moura); Rodrygo, Luiz Henrique (Estêvão) e Vinicius Junior. Técnico: Dorival Júnior
EQUADOR: Galíndez; Félix Torres, Hincapié e Estupiñán; Alan Franco, Moisés Caicedo, Jhegson Méndez (Gruezo) e Estupiñán (Medina); Kevin Rodriguez (Mercado), Valencia (Yeboah) e Sarmiento (Kendry Páez). Técnico: Sebastián Beccacece
Fonte: Agência Esporte – https://agenciaesporte.com.br/selecao-brasileira/brasil-vence-equador-e-rompe-sequencia-de-derrotas-nas-eliminatorias/
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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