Paralimpíadas

Lara Lima é bronze no halterofilismo e garante 50ª medalha do Brasil em Paris 2024

Brasileira levantou 109kg na categoria até 41kg; portuguesa que fez comemoração de Cristiano Ronaldo na cerimônia de abertura foi foi pega no antidoping e não competiu

Publicado em

Esporte

Foto: Ana Patrícia/CPB

A mineira Lara Lima conquistou, na manhã desta quarta-feira, a medalha de bronze no halterofilismo nas Paralimpíadas de Paris, na categoria para atletas até 41kg. Com três tentativas perfeitas, a mineira melhorou o desempenho da primeira participação em Paralimpíadas na carreira, quando ficou com a 7ª colocação em Tóquio. Esta foi a 50ª medalha conquistada pelo Brasil em Paris.

Na prova desta quarta-feira, Lara Lima foi perfeita em todas as tentativas. Ela começou tentando erguer 105kg e conseguiu sem maiores problemas. Nas duas tentativas seguintes, ela aumentou o peso para 107kg e, na última, ergueu 109kg, marcas que garantiram à brasileira o terceiro lugar na grande final.

– Esse bronze tem sabor de ouro, chega com muita dedicação, muito trabalho. Pessoas incríveis me ajudaram, minha mãe, minha irmã. Minha mãe merece essa medalha tanto quanto eu, é muito bom poder levar essa medalha para elas. Foco nos meus movimentos, e para 2028 (nos Jogos de Los Angeles) pretendo subir um nível – disse Lara.

Com o feito, ela conquistou a primeira medalha paralímpica da carreira, aos 21 anos, repetindo a posição do último Mundial da modalidade, realizado em Dubai.

A medalha de ouro das Paralimpíadas de Paris ficou com a chinesa Zhe Cui, que levantou com sucesso o peso de 119kg. A prata ficou com a nigeriana Esther Nworgu, com a marca de 118kg.

Portuguesa é flagrada em exame antidoping

A atleta paralímpica portuguesa Simone Fragoso, que deveria disputar a mesma categoria que Lara Lima, foi desclassificada nesta quarta-feira, após ser flagrada em um exame antidoping, que havia sido realizado no dia 31 de agosto. A atleta informou que vai recorrer da decisão.

Fonte: Ge.globo – https://ge.globo.com/paralimpiadas/noticia/2024/09/04/lara-lima-conquista-a-medalha-de-bronze-no-halterofilismo-nas-paralimpiadas-2024.ghtml

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Esporte

Quando perder músculo também ameaça o cérebro

Publicados

em


Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA