'Esperando' Emanuel
Secretário de Saúde de MT reclama da demora da prefeitura em aceitar estadualização de contrato do HCAN
Secretário alertou para que isso seja colocado em prática, ainda falta uma deliberação do Palácio Alencastro que segura o documento
Política
O secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo, afirmou que já finalizou o novo contrato para que os repasses estaduais e federais para o Hospital do Câncer (Hcan) sejam feitos pelo governo e não pela Prefeitura de Cuiabá e cobra duramente a prefeitura da capital sobre a situação.
Secretário alertou para que isso seja colocado em prática, ainda falta uma deliberação do Palácio Alencastro, que está há meses “segurando” a assinatura do documento.
“Nós já fizemos todas as tratativas legais necessárias. Já minutamos, inclusive, o novo contrato com o Hospital do Câncer. Para vocês terem ideia, nós vamos dobrar os valores destinados para os procedimentos do Hospital do Câncer. Para isso, há necessidade do município, da Secretaria Municipal de Saúde, aprovar junto a comissão intergestora regional a estadualização desse contrato, que é transformar o Hospital do Câncer, em vez de gestão plena, em gestão estadual”, explicou.
Gilberto comenta que esse “atraso” tem impactado a unidade, que reclama de falta de recursos para continuar os atendimentos e as cirurgias. Ele contou que, assim que for concluído o processo, o governo aumentará o recurso, possibilitando que o Hcan continue suas atividades, mas reforçou que os atrasados a unidade vai ter que cobrar da prefeitura.
“O que eu posso assegurar é que não há atraso de pagamento do Governo para a prefeitura, para honrar com esse compromisso. Porque a prefeitura, na prática, não patrocina os procedimentos no Hospital do Câncer. Quem paga pelos procedimentos? É o Governo Federal e o Governo do Estado que repassam os recursos para a prefeitura. O problema é que infelizmente a prefeitura segura esses repasses, fica esse acúmulo, por isso nós queremos estadualizar”, frisou.
Em julho, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) formalizou uma proposta à prefeitura para a estadualização do contrato. A proposta sugere um aumento de 92% no valor do contrato, passando de R$ 48,7 milhões para R$ 93,9 milhões. Com isso, a unidade deixaria de realizar de 310.893 procedimentos para 562.008.
Política
Júlio manda sindicalista deixar Assembleia durante discussão sobre reajuste
O deputado estadual Júlio Campos (União) se irritou durante a mobilização de servidores do Judiciário pela votação do reajuste salarial de 6,8%, na manhã desta quarta-feira (9), Assembleia Legislativa de Mato Grosso. O parlamentar interrompeu uma entrevista após ser questionado pelo presidente do Sinjusmat, Rosenwal Rodrigues dos Santos, e pediu que o sindicalista deixasse o local.
Júlio acionou a segurança da Assembleia e afirmou que Rosenwal deveria fazer sua manifestação fora do espaço onde concedia entrevista.
“Por favor, silêncio aí! Eu estou dando entrevista. Nos respeite! Você vai fazer discurso lá fora. Segurança! Tira esse moço daí, por favor. Está atrapalhando a entrevista”, disse o deputado.
A reação ocorreu em meio à pressão dos servidores para que a Assembleia cumpra a decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que anulou a votação anterior do veto ao reajuste e determinou uma nova apreciação, desta vez com voto aberto e nominal. A matéria estava prevista para ser analisada nesta quarta-feira, mas acabou ficando fora da pauta, levando o sindicato a recorrer novamente ao Judiciário.
Após a discussão, Júlio afirmou que sua posição era favorável à categoria e que os servidores deveriam respeitar o espaço do Legislativo.
“Eu estou defendendo a causa do Judiciário. Eu estou defendendo a causa de vocês. Vocês têm que respeitar que é o Poder Legislativo. Aqui não é Judiciário. Respeite!”, declarou.
O embate ocorreu justamente em um momento de forte mobilização do Sinjusmat. O sindicato havia convocado os servidores para acompanhar presencialmente a sessão e pressionar pela derrubada do veto que impede, até o momento, a aplicação do reajuste de 6,8%.
A votação original ocorreu em dezembro de 2025, quando os deputados mantiveram o veto do então governador Mauro Mendes por 12 votos a 10. A Justiça anulou aquela deliberação porque ela ocorreu de forma secreta e determinou que o veto fosse novamente analisado em plenário, com registro individual dos votos.
A decisão judicial, porém, não garante automaticamente o reajuste aos servidores. Os deputados ainda precisam decidir se mantêm o veto ou se o derrubam, permitindo o avanço do projeto aprovado anteriormente pela Assembleia.
Com a ausência da matéria na pauta desta quarta, o Sinjusmat voltou a acionar o TJMT e pediu que a Corte determine a inclusão imediata do veto na ordem do dia. A decisão que anulou a votação prevê multa de R$ 50 mil por dia em caso de descumprimento, podendo atingir pessoalmente o presidente da Assembleia, Max Russi (Podemos).
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