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BOTELHO REAVALIA IDA EM DEBATES E QUE CANDIDATOS SE RECUSARAM A DEBATER COM PABLO MARÇAL

Ainda estão previstos acontecerem mais 5 encontros do tipo entre os mesmos concorrentes

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Política

Imagem Vanderson Ferraz AL-MT

O candidato a prefeito de Cuiabá, deputado Eduardo Botelho (União Brasil), declarou nesta quarta-feira (21) que avalia a sua participação nos próximos debates pela disputa à Prefeitura da Capital. O posicionamento do parlamentar foi feito nesta manhã, um dia após o primeiro enfrentamento entre os 4 candidatos que concorrem ao Palácio Alencastro. Botelho chegou a citar a eleição em São Paulo, onde Ricardo Nunes (MDB), Guilherme Boulos (PSDB) e José Luiz Datena (PSDB) desistiram de participar do último debate por considerarem desrespeitosa a postura do candidato Pablo Marçal (PRTB).

“A população não quer ver isso [discussão], a população quer ver propostas e não fica a maior parte do debate só xingando. Como aconteceu em São Paulo, olha o debate em São Paulo, foi vergonhoso aquele debate. Aqui está indo para esse caminho, queremos que volte para o rumo que seja o rumo das propostas. Não incomoda a mim, incomoda o cidadão que está esperando um candidato que apresente propostas. Se for para xingamento, ele fica na rede social dele. Não precisa usar um canal de televisão tão importante, não precisa usar um site tão importante, não precisa usar um momento tão importante como é o debate. Mostre o projeto dele. É isso que nós queremos. Eu espero que nós vamos para o debate propositivo”.

Ainda estão previstos acontecerem mais 5 encontros do tipo entre os mesmos concorrentes. Botelho, ao ser questionado se vai participar dos próximos encontros, disse que vai avaliar se vale a pena ir em todos.

O deputado Botelho sem citar o seu adversário Abílio Brunini (PL), disse que pessoas que não têm propostas, que não têm história de vida, resta a elas somente partir para ataques. Durante boa parte do debate, eles dois protagonizaram confrontos entre si. Também participaram do debate Lúdio Cabral (PT) e Domingos Kennedy (MDB).

“Vamos rever [se vai participar de outro debate]. Nós vamos em algumas, mas nós vamos discutir se vale a pena ir em todos, porque é só para ouvir. Só ouvimos isso [acusações contra Botelho] durante o debate inteiro. Toda a palavra que esse candidato colocava, era só Botelho na boca dele. Ele só falava em botelho. Aliás, se você perguntasse quem você ama, ele ia responder lá na hora, Botelho. Porque ele não sabia, só falava botelho”, disse.

“Eu lamento porque nós queremos fazer um debate propositivo e um debate dessa qualidade não leva nada para as pessoas, não leva propositura. As pessoas não ficam nem marcadas com as propostas, ficam marcadas com os ataques. Isso é muito ruim para um projeto como esse [prefeito de Cuiabá], para a situação que Cuiabá está, para o momento que Cuiabá está, nós temos que lutar todos para melhorar a Cuiabá, para criar a Cuiabá do futuro”, completou Botelho.

Quando questionado se vai mudar sua atuação nos próximos debates, como a maneira de responder e ser mais incisivo, Botelho negou e afirmou que vai continuar centrado em apresentar propostas. Ainda em sua fala, ele citou que o debate em Cuiabá está caminhando na mesma direção de São Paulo, quando 3 candidatos à prefeitura da Capital Paulista abriram mão de ir aos debates em protesto a um candidato que, não visão do trio, tratava os demais com desrespeito.

De acordo com Botelho, qualquer pergunta feita a Abílio ele respondia com ataques, até mesmo em temas como da saúde e meio ambiente. Na avaliação dele, essa é a estratégia de quem não tem nada a apresentar para o eleitorado.

“Estratégia de quem não tem proposta, estratégia de quem não é capaz, estratégia de quem não tem competência, estratégia de quem não sabe o que é gestão, quem não sabe o que é uma meta, quem não sabe o que é um objetivo de trabalho, quem não sabe montar uma equipe para gerenciar. A estratégia é essa”.

Caso de São Paulo 

Na cidade de São Paulo, o candidato a prefeito pelo PRTB, Pablo Marçal, “roubou a cena” no primeiro debate, com acusações, ofensas e insinuações graves contra adversários, inclusive dando a entender que seus concorrerntes seriam usuários de drogas. Como resposta, Ricardo Nunes (MDB), Guilherme Boulos (PSDB) e José Luiz Datena (PSDB) se recusaram a ir ao debate seguinte.

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Assembleia Legislativa instala Câmara Setorial para ampliar atendimento às pessoas com obesidade

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) instalou, nesta quinta-feira (22), a Câmara Setorial Temática (CST) de Atenção à Obesidade no Estado de Mato Grosso. A iniciativa, proposta pelo deputado estadual Eduardo Botelho (União Brasil), atende a uma solicitação da Associação Mato-grossense de Obesidade (AMO) e tem como objetivo discutir e propor políticas públicas para melhorar a prevenção, o tratamento e o acompanhamento das pessoas com obesidade. A instalação ocorreu na Sala de Reuniões das Comissões “Deputado Oscar Soares”.

Criada por meio do Requerimento nº 532/2026 e constituída pelo Ato nº 0752/2026, a CST terá prazo de funcionamento de 180 dias, prorrogável por igual período. Nesse período, os membros deverão estudar os principais problemas enfrentados pelos pacientes, avaliar os serviços disponíveis na rede pública de saúde e apresentar propostas que possam ampliar o acesso ao tratamento e garantir melhor qualidade de vida à população.

Uma das principais preocupações apresentadas durante a instalação foi a dificuldade de acesso às cirurgias reparadoras, procedimentos realizados para retirar o excesso de pele após uma perda significativa de peso, especialmente entre pacientes que passaram pela cirurgia bariátrica.

A presidente da CST e da Associação Mato-grossense de Obesidade (AMO), Juvelina de Campos Nunes, destacou que, embora Mato Grosso tenha avançado na oferta de cirurgias bariátricas, muitos pacientes continuam enfrentando dificuldades para concluir o tratamento.

Segundo ela, somente nos últimos dois anos, o Hospital Metropolitano, em Várzea Grande, realizou cerca de cinco mil cirurgias bariátricas. O número, apresentado pela representante da associação, reforça a preocupação com a demanda por procedimentos reparadores nos próximos anos.

“Hoje temos vários hospitais que realizam a cirurgia bariátrica, mas existe uma lacuna muito grande no tratamento. A pessoa emagrece, passa por todo o processo de recuperação, mas o que ela vai fazer com o excesso de pele? Essa é uma parte muito dolorosa, que afeta a autoestima, os relacionamentos e a vida social. Precisamos que o poder público compreenda que a cirurgia reparadora também faz parte desse tratamento”, afirmou Juvelina.

A presidente relatou ainda que, conforme levantamento realizado por ela em 2023, havia mais de cinco mil pacientes na fila por cirurgias reparadoras no Hospital Municipal de Cuiabá. Para Juvelina, a dificuldade de acesso aos procedimentos pode provocar sofrimento emocional e isolamento social, principalmente entre mulheres.

A luta também faz parte da história pessoal da presidente da AMO. Após chegar aos 165 quilos, Juvelina passou por uma cirurgia bariátrica em 2004 e conseguiu reduzir significativamente o peso. Entretanto, precisou recorrer à rede privada e a ações judiciais para realizar parte das cirurgias reparadoras.

“Eu tive a oportunidade de fazer as minhas cirurgias, mas não desisto dos meus associados que não têm essa condição. Precisamos trazer para o legislador a nossa dor, as nossas necessidades e dificuldades. Se não mostrarmos essa realidade, como vão saber que estamos sofrendo e que precisamos de políticas públicas? “, questionou.

Prevenção e tratamento – Além das cirurgias reparadoras, a CST pretende discutir ações de prevenção à obesidade desde a infância, incentivo à alimentação saudável e ampliação das alternativas de tratamento, incluindo o acompanhamento médico e o uso de medicamentos quando indicados.

Durante a reunião, o médico Hélio Marcelo Pesenti Sandrin, especialista em Cardiologia e Clínica Médica, destacou que a obesidade é uma doença crônica que exige atenção contínua e pode contribuir para o desenvolvimento de diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares.

Ele também defendeu que o enfrentamento da obesidade não fique restrito aos procedimentos cirúrgicos ou ao uso de medicamentos emagrecedores, mas inclua diagnóstico precoce, acompanhamento profissional e ações educativas.

“As canetinhas vieram para ajudar, mas não vão fazer milagres. Precisamos compreender que a obesidade é uma doença séria, que deve ser controlada. É fundamental trabalhar a prevenção e garantir que essas pessoas tenham acompanhamento adequado”, ressaltou Sandrin.

A procuradora aposentada do município de Cuiabá, Sônia Cristina Mangoni de Oliveira Lelis, integrante da CST, chamou a atenção para o preconceito enfrentado pelas pessoas com obesidade e para os impactos emocionais provocados pela cobrança de padrões estéticos.

“Infelizmente, nossa sociedade ainda é muito gordofóbica. Muitas pessoas deixam de participar de atividades e de conviver socialmente porque não se sentem bem com a própria aparência. Precisamos lutar pelos direitos dessas pessoas e garantir que tenham acesso ao atendimento de que necessitam”, afirmou.

O médico Gunther Peres Pimenta, membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, e o delegado Bruno Lima Barcellos, relator da CST, participaram de forma virtual e colocaram suas experiências profissionais à disposição dos trabalhos da Câmara Setorial.

Composição da CST:

Presidente: Juvelina de Campos Nunes – Presidente da Associação Mato-grossense de Obesidade – AMO.

Relator: Delegado Bruno Lima Barcellos.

Secretária: Silvana Aparecida Gadani de Arruda – Vice-Presidente da AMO.

Membros:

1. Dr. Gunther Peres Pimenta – CRM 3196, RQE 380 e 8327 – Titular do Colégio de Cirurgiões e Titular da

Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica;

2. Dr. Regis Vilela Leal – CRM-MT 6233, RQE 2966/5171/5520/6254 – Titular do Colégio Brasileiro de

Cirurgiões e Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica;

3. Dr. Tarsis Miyabara – CRM 7860, RQE 4555 – Titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, com atuação em

cirurgia videolaparoscópica, cirurgia bariátrica e metabólica e cirurgia robótica;

4. Dr. Ismael Carvalho – CRM/MT 3985, RQE 2481 – especialista em Cirurgia Plástica;

5. Dr. Hélio Marcelo Pesenti Sandrin – CRM-MT 1047, RQE 6867/6866/2510/6823 – especialista em

Cardiologia e Clínica Médica, com atuação também em Medicina Intensiva e Pneumologia;

6. Dr. Marcus Antônio Godoy – Cardiologia – CRM-MT 3499 / RQE 1562;

7. Dra. Sônia Cristina Mangoni de Oliveira Lelis – Procuradora Municipal – OAB/MT 3942;

8. Antero Paes de Barros Neto – radialista e jornalista.

Fonte: ALMT – MT



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