Esporte
Maiores torcidas do Brasil: Flamengo na liderança e Palmeiras se aproximando do São Paulo, mostra pesquisa
Os números do quinteto são semelhantes aos do levantamento feito pelo mesmo instituto divulgado no ano passado
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Flamengo e Corinthians continuam no topo – e com larga vantagem – no ranking das maiores torcidas do país. São Paulo, Palmeiras e Vasco, nesta ordem, fecham o quinteto de times com maior número de torcedores, com os palmeiras reduzindo a desvantagem para os são-paulinos. É o que mostra a última pesquisa AtlasIntel feita em parceria com o Estadão.
Os números do quinteto são semelhantes aos do levantamento feito pelo mesmo instituto divulgado pelo ge em abril do ano passado. Houve variação para baixo de Flamengo (de 21,9% para 20,1%), São Paulo (9,9% para 7,6%) e Palmeiras (7,7% a 7%) e para cima de Corinthians (14,2% para 14,5%) e Vasco (6,2% a 6,6%).
Na edição deste ano da pesquisa, foram 7.374 respostas pela internet entre 1 e 5 de agosto, em respostas captadas em 1.341 municípios em todo o país – leia sobre a metodologia da pesquisa mais abaixo. A margem de erro é de 1% na consulta da empresa especializada em pesquisas políticas.
Top 15 com três do Nordeste
A pesquisa mostrou as quinze maiores torcidas do país com pequena diferença percentual entre o 10º melhor ranqueado e o 13º – Botafogo e Internacional têm 2,9%, Bahia e Fluminense, 2,8%. Antes, na sexta, sétima e oitava posição estão os mesmos da última pesquisa AtlasIntel: Cruzeiro (variou de 6,1% para 5,4%), Grêmio (mantendo 4,6%) e Atlético-MG (4,3% a 4%).
Citado em 9º lugar na pesquisa passada, o Bahia aparece na 12ª posição, com a maior torcida do Nordeste. O top 15 ainda tem na região o Sport-PE (1,8%) e Fortaleza (1,7%). Na 16ª posição, com 0,1% menos nos cálculos dos estatísticos do AtlasIntel, está o Ceará, rival do Leão cearense.
A metodologia
A pesquisa Atlas colhe as informações organicamente durante navegação de rotina na internet – em smartphones, tablets, laptops ou computadores. O método – conhecido como RDR (Recrutamento Digital Randômico) – foi desenvolvido pelo AtlasIntel para calibrar as chamadas “amostras robustas”, para assegurar retratos representativos da população alvo – ou seja, a calibragem buscava atingir principalmente pessoas interessadas em futebol que navegavam na internet.
De acordo com o instituto de pesquisa, este método tem duas vantagens: contempla diversas fontes de vieses e lida com a possível super ou sub-representação de grupos demográficos.
A outra é que evita possível impacto psicológico da resposta ao pesquisador nas ruas ou em residências. O AtlasIntel acredita que a pessoa consultada pode responder em condições completamente anônimas e sem receio de causar impressão negativa para o entrevistador ou para pessoas que possam estar ouvindo as respostas.
Além da metodologia, a maior diferença da pesquisa pela internet é o número de municípios consultados. A pesquisa Ipec de 2022 foi a 128. A mais recente da Quaest e da rádio Itatiaia (MG) teve 325 cidades. A do AtlasIntel recebeu respostas de 1.341 municípios brasileiros – no ano passado já tinha consultado 640.
Perfil dos entrevistados (em %)
Para garantir a representatividade em nível nacional, as amostras da Atlas são pós-estratificadas usando um algoritmo interativo em um conjunto mínimo de variáveis de destino: sexo, faixa etária, nível educacional, nível de renda, região e comportamento eleitoral anterior. As amostras resultantes do processo de pós-estratificação se assemelham ao perfil da população adulta do Brasil, inclusive daqueles que possuem acesso mais limitado à tecnologia.
Fonte: GE – https://ge.globo.com/futebol/noticia/2024/08/21/maiores-torcidas-do-brasil-pesquisa-mostra-flamengo-na-ponta-e-palmeiras-mais-perto-do-sao-paulo.ghtml
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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