Economia
Mover tem potencial para destravar investimentos no país
Economia
O Programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover) tem potencial para destravar os investimentos no país e deverá abrir novos caminhos para a descarbonização, avaliou a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), nessa quarta-feira (29). O Projeto de Lei (PL) 914 de 2024, que cria o Mover, foi aprovado pela Câmara dos Deputados na terça-feira (28). Ele, agora, será apreciado pelo Senado.
“A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) reconhece a relevância da aprovação pela Câmara do programa Mover, que tem potencial para destravar investimentos e explorar novas rotas tecnológicas para descarbonização no setor automotivo, em linha com as iniciativas necessárias para a neoindustrialização”, disse em nota.
A Fiesp ainda defendeu a isonomia, na cobrança de impostos, dos itens importados e os produzidos nacionalmente. No PL aprovado, há a determinação de uma alíquota reduzida, de 20% de Imposto de Importação, para compras internacionais de até US$ 50. “A Fiesp seguirá trabalhando na defesa da plena isonomia, não atendida pelo referido PL”.
“Defendemos a isonomia entre estes itens importados e aqueles produzidos no Brasil. A revogação da isenção tributária avança nesta direção, ainda que distante do que seria ideal. A isonomia tributária é fundamental para a indústria brasileira, que atualmente é penalizada por uma carga tributária desproporcional”, acrescentou a entidade.
Depreciação Acelerada
Sancionada na terça pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a lei para a modernização do parque industrial do país, também conhecida como lei para a depreciação acelerada, foi elogiada pela entidade. A Fiesp disse que recebeu com otimismo a sanção do projeto.
“Baseada em diversas experiências internacionais, a Depreciação Acelerada visa a renovação do parque industrial brasileiro e teve a contribuição técnica da Fiesp, que estima um potencial de R$ 18 bilhões em novos investimentos no prazo de dois anos. Em sinergia com outras iniciativas prioritárias, a proposta atua no sentido de fortalecer a produtividade, o crescimento econômico e a geração de empregos”, destacou a entidade.
A depreciação acelerada é um mecanismo que funciona como antecipação de receita para as empresas. Quando um bem de capital é adquirido, a indústria pode abater seu valor nas declarações futuras de Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e de Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL).
Em condições normais, esse abatimento é gradual, feito em até 25 anos, conforme o bem vai se depreciando. Com a depreciação prevista na nova lei, o abatimento do valor das máquinas adquiridas até 2025 poderá ser feito em apenas duas etapas: 50% no ano em que ele for instalado ou entrar em operação e 50% no ano seguinte.
Economia
Economia cresce 0,5% em agosto após dois meses de recuo, estima FGV
Depois de dois meses de recuo, a economia brasileira voltou a crescer e apresentou expansão de 0,5% na passagem de julho para agosto. Como resultado, o desempenho chega a 1,8% no acumulado de 12 meses.

A constatação faz parte do Monitor do PIB, estudo mensal elaborado pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado nesta segunda-feira (19).
A pesquisa faz estimativas sobre o comportamento do Produto Interno Bruto (PIB), indicador do conjunto de todos os bens e serviços produzidos no país, reunindo dados da indústria, comércio, serviços e agropecuária.
O Monitor do PIB é considerado um “termômetro” da economia e funciona como uma prévia do PIB oficial.
Veja o comportamento da economia na comparação entre meses seguidos, de acordo com o levantamento:
- Agosto: 0,5%
- Julho: -0,3%
- Junho: -0,9%
- Maio: 0,6%
- Abril: 0,3%
- Março: 0,1%
- Fevereiro: 0,5%
- Janeiro: 0,6%
O mês retrasado apresentou avanço de 1,5% na comparação com o mesmo período do ano passado. No trimestre terminado em agosto, a FGV sinaliza alta de 1,7% em relação ao mesmo trimestre de 2025.
Motores
A FGV destacou que a economia foi impulsionada em agosto pela indústria extrativa e a atividade de serviços.
O economista Claudio Considera, pesquisador associado do Ibre, aponta que, pelo lado da oferta, o resultado refletiu o crescimento da indústria extrativa e a continuidade da expansão da atividade de serviços.
“Pela ótica da demanda, a despeito da desaceleração do consumo das famílias, atuaram positivamente as exportações e o consumo do governo”, complementa.
Ele assinala ainda que em um contexto de inflação persistente, que obriga uma política monetária contracionista, ou seja, juros elevados, “a economia apresenta capacidade de recuperação”.
No trimestre até agosto, o consumo das famílias cresceu 0,4%, refletindo principalmente a contribuição positiva dos produtos duráveis.
Em valores correntes, a FGV estima o PIB acumulado até agosto em R$ 9,020 trilhões.
Projeções
O Monitor do PIB é um dos estudos que servem como termômetro da economia brasileira. Outro levantamento é o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado na sexta-feira (16), que indicou expansão de 0,3% na passagem de julho para agosto e de 1,6% em 12 meses.
O relatório Focus divulgado também nesta segunda-feira, sondagem do Banco Central com instituições do mercado financeiro, sinaliza que o PIB deve crescer 1,83% este ano.
O Boletim Macrofiscal da Secretária da Política Econômica do Ministério da Fazenda, divulgado em setembro, aponta estimativa de crescimento do PIB de 2% este ano.
Na última semana, o Fundo Monetário Internacional (FMI) projetou que o Brasil deve crescer 2,2% este ano.
O órgão, instituição multilateral vinculada às Nações Unidas, estima que o país deve voltar ao posto de oitava maior economia do mundo em 2027.
Resultado oficial
O resultado oficial do PIB é apresentado trimestralmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A próxima divulgação será referente ao terceiro trimestre do ano, em 2 de dezembro.
A última divulgação, no início de setembro, mostrou que a economia cresceu 0,5% no segundo trimestre e 1,9% no acumulado de 12 meses.
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