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INCA entrega materiais esportivos a projeto destaque no MMA e Muay Tai em Rosário Oeste

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Atletas do município de Rosário Oeste são beneficiados com a aquisição de materiais esportivos que darão suporte à prática do MMA e Muay Thai no projeto Social Impacto Jovem, onde são atendidas 100 crianças e adolescentes com idades entre 7 e 17 anos, por meio de recurso do Governo do Estado de Mato Grosso, empenhado pelo projeto social “Materiais Esportivos-Rosário Oeste”, desenvolvido pelo Instituto INCA-Inclusão, Cidadania e Ação em rede com o Instituto Atitude Impacto Jovem.

Rosário Oeste (a 104 km de Cuiabá) é reconhecido como celeiro de campeões desses esportes, conquistando cinturões na Copa Brasil 2023 e no Brasileiro deste ano, nas categorias masculino e feminino.

Este projeto tem o objetivo de inclusão social, uma vez que incentiva à Educação, trazendo disciplina, tirando da situação de vulnerabilidade social das ruas: violência, drogas lícitas e ilícitas. “Fazendo, assim, um trabalho de prevenção à criminalidade”, destaca o professor Salvador Domingos dos Anjos, que também é atleta e idealizador do Impacto Jovem em Mato Grosso.

Para participar das aulas gratuitas no Instituto Atitude Impacto (Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculo Familiar), os alunos devem estar matriculados em escola pública e se enquadrar em situação de vulnerabilidades social. A seleção dos alunos ocorre em concordância com a direção das escolas públicas.

Ou seja, além do esporte individual das lutas de MMA e Muay Thai, o Impacto Jovem propõe a melhoria no desemprenho e na frequência escolar dos alunos com atividades recreativas, palestras, artesanato e o Futsal, sendo todas ministradas em horários diversos às atividades escolares, em turmas de até 25 alunos, classificados por faixa etária.

Por lá eles são incentivados a serem cordiais, dinâmicos, na busca de serem vencedores em seus desafios e metas, principalmente em se tratando do estudo como forma de crescimento individual, proporcionando, assim, uma melhor e mais saudável convivência.

É importante destacar o papel social que o esporte desempenha no desenvolvimento integral das pessoas, do indivíduo. Com o olhar pedagógico, a prática do esporte envolve a aquisição de habilidades físicas e sociais, valores, conhecimentos, atitudes e normas. O esporte promove a socialização e o compartilhamento de valores.

CAMPEONATOS

O poder e a repercussão do esporte são demostrados com a oportunidade de participar de campeonatos, como os irmãos Kauê Almeida dos Anjos, conhecido como o “Demolidor”, de 18 anos, e a Kauanny Almeida dos Anjos, a “Demolidora”, com apenas 16 anos de idade.

E já tem campeonato de MMA previsto para o mês de agosto, dia 07, às 19h, no Ginásio de Esporte Dom Aquino, em Cuiabá. Os irmãos “demolidores” estarão presentes representando o Brasil no “Desafio Internacional de MMA”, entre Venezuela e Angola. Neste dia, Kauanny, que é do Muay Thai, estreia no MMA, na categoria 57kg, contra uma atleta do Tocantins.

Já Kauê, na categoria 70kg, disputará contra um africano. Além dos irmãos, tem o lutador do projeto, Ralf Killer, de 26 anos, que disputará o cinturão na categoria 66kg, contra a Venezuela.

Será um desafio de campeões, com uma média de 25 combates, contendo atletas, tanto de Mato Grosso, como Tocantins, São Paulo e Pará, na disputa contra os países Venezuela e Angola.

A aquisição dos equipamentos faz parte do projeto social Materiais Esportivos-Rosário Oeste, que recebeu recursos de emenda parlamentar impositiva do deputado estadual Lúdio Cabral, por meio do Governo do Estado de Mato Grosso, via Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer, apoio da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), e realização em rede com o Instituto INCA.





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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