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Athletico-PR vence o Palmeiras e assume a liderança do Brasileirão

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O Jogo

Mesmo jogando como visitante, o Athletico mostrou desde o início que faria um jogo de igual para igual com o Palmeiras. O adversário tinha mais posse de bola, mas o Rubro-Negro era mais rápido e incisivo no ataque, criando as melhores chances.

A primeira veio em um belo chute de Zapelli, que exigiu uma ótima defesa de Weverton. Cuello, em uma tarde brilhante, chegou com perigo duas vezes. Na primeira, foi travado na hora do chute. Depois, parou em mais uma boa intervenção do goleiro palmeirense.

E o atacante argentino também esteve perto de marcar em uma boa jogada que passou por Fernandinho e Nikão e terminou com um cruzamento de Léo Godoy, que Cuello por muito pouco não conseguiu desviar para a rede.

Quando o Athletico era melhor na partida, o Palmeiras teve um pênalti a seu favor. Bento havia feito grande defesa em chute de Rony, mas depois do rebote, derrubou Endrick dentro da área. Raphael Veiga foi para a cobrança, mas parou no goleiro da Seleção! Defesa fantástica do goleiro athleticano!

O Athletico não merecia mesmo ficar atrás no placar. E nos acréscimos da primeira etapa, conseguiu ficar na frente. Em cobrança de falta na entrada da área, Pablo soltou a bomba. A bola desviou em Veiga e entrou no cantinho!

Em vantagem no placar, o Furacão teve mais uma oportunidade logo no começo da etapa final, em passe de Fernandinho para Léo Godoy. Nikão, em um chute de fora da área, fez Weverton trabalhar mais uma vez.

E aos 13′, uma jogadaça de Cuello resultou no segundo gol athleticano! O argentino recebeu pelo meio, limpou a marcação, tabelou com Nikão, invadiu a área e bateu cruzado em direção a Pablo. Gustavo Gómez tentou cortar e marcou contra: 2 a 0 Furacão!

Pouco depois, o Athletico teve Esquivel expulso após receber o cartão amarelo, em uma decisão controversa da arbitragem. Mas mesmo com um homem a menos, o Athletico se impôs e não deu chances de reação ao Palmeiras.

As melhores chances do time paulista pararam sempre na presença inexpugnável de Bento. E o Rubro-Negro balançou a rede mais uma vez, em cruzamento de Julimar para Canobbio, mas o lance foi anulado por impedimento após checagem do VAR.

O jogo ainda terminou com o Furacão criando novas oportunidades, com Julimar e Erick. Uma atuação de gala do líder do Brasileirão!

FICHA TÉCNICA

Palmeiras 0x2 Athletico Paranaense

Campeonato Brasileiro 2024 – 6ª rodada
Data: 12/05/2024 (domingo)
Horário: 16h
Local: Arena Barueri, em Barueri (SP)

Público total: Não divulgado
Público pagante: 12.108
Renda: R$ 480.818,00

Árbitro: Braulio da Silva Machado (SC)
Assistentes: Luanderson Lima dos Santos (BA) e Henrique Neu Ribeiro (SC)
Quarto árbitro: Paulo Belence Alves dos Prazeres Filho (PE)
Árbitro de vídeo: Wagner Reway (ES)

 

Gols: Pablo, aos 54′ do primeiro tempo; Gustavo Gómez (contra), aos 13′ do segundo tempo
Cartões amarelos: Pablo, Esquivel, Léo Godoy, Gamarra, Fernandinho, Mayke, Endrick e López
Cartão vermelho: Esquivel, aos 21′ do segundo tempo

Palmeiras: Weverton; Mayke, Gustavo Gómez, Luan (López, aos 12′ do 2º tempo) e Piquerez; Zé Rafael (Rômulo, aos 36′ do 2º tempo), Gabriel Menino (Richard Ríos, aos 19′ do 2º tempo) e Raphael Veiga; Estêvão (Luiz Guilherme, aos 19′ do 2º tempo), Endrick e Rony (Lázaro, aos 12′ do 2º tempo). Técnico: Abel Ferreira

Athletico Paranaense: Bento; Léo Godoy (Madson, aos 12′ do 2º tempo), Kaique Rocha, Gamarra e Esquivel; Erick e Fernandinho; Nikão (Canobbio, aos 15′ do 2º tempo), Zapelli (Zé Vitor, aos 12′ do 2º tempo) e Cuello (Julimar, aos 26′ do 2º tempo); Pablo (Fernando, aos 26′ do 2º tempo). Técnico: Cuca





AGÊNCIA DE ESPORTES

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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