INCENTIVO NO ESPORTE

Projeto social de Kung Fu em Cuiabá é destaque por formar atletas mundiais

O projeto social Kung Fu Wushu foi elaborado com o objetivo de oportunizar aulas gratuitas de Kung Fu

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Esporte

Idealizado por pai e filha, atletas e medalhistas mundiais, projeto contabiliza centenas de medalhistas e sobrevive com a ajuda de recursos que garantem aulas gratuitas

Da Redação / Com Assessoria de Imprensa

Vamos falar sobre o incentivo no Esporte? O projeto Social Kung Fu Wushu existe há pelo menos 30 anos no bairro CPA 4, em Cuiabá (MT), idealizado por pai e filha, atletas e medalhistas mundiais. Bruk Lee e Brenda Silva trabalham com mais de 100 pessoas, entre crianças, adolescentes, idosos e Pessoas com Deficiência (PCDs), formando atletas de podium, que já garantiram centenas de medalhas, nas modalidades Kung Fu Tradicional, Sanda, Tai Chi, Boxe Chinês. E por meio do patrocínio do Governo do Estado ao projeto social Kung Fu Wushu 2023, eles receberam Lona de treinamento, incentivo na contratação de professores para a continuidade de treinamento gratuito de atletas e novos alunos, além de curso preparatório exclusivo com o mestre Edson Gonçalves, vindo de São Paulo, para a preparação para campeonato mundial do atleta e professor do projeto Gabriel Almeida.

E tudo isso só foi possível com emendas parlamentares dos deputados estaduais Carlos Avallone e Max Russi, via Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), e apoio da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, com realização do Instituto INCA-Inclusão, Cidadania e Ação, em rede com a CPA Fitness.

De acordo com o mestre Bruk Lee, sem apoio e incentivo de organizações e poder público, é quase que impossível um projeto social sobreviver por tantos anos, ainda mais quando se trata de um esporte como o Kung Fu Wushu, uma arte marcial ainda pouco conhecida das demais, e que ainda não faz parte de Olimpíadas consagradas.

“É um esporte que ainda que está a caminho de se tornar Olímpico e que está crescendo ao redor do mundo. E a gente precisa desses tipos de divulgação e incentivos para crescer mais no Brasil e no mundo. Tem uns campeonatos grandes na Ásia, mas não conseguimos ainda ir em todos, mesmo convocados, por conta de verba, mas os outros países vão em massa”, destaca o mestre Bruk.

PROJETO SOCIAL KUNG FU WUSHU 2023

O projeto social Kung Fu Wushu foi elaborado com o objetivo de oportunizar aulas gratuitas de Kung Fu, nas modalidades Kung Fu Tradicional, Sanda, Tai Chi, Boxe Chinês, buscando minimizar as diferenças sociais para o maior número de pessoas, além de fomentar o esporte em si e o lazer, na Academia CPA Fitness, localizada na Rua Frango D’Água, 05, Bairro Morada da Serra, CPA 4, primeira etapa.

Por meio da prática e do aprendizado esportivo especializado, as crianças ocupam o tempo ocioso nos períodos em que elas não estariam nas escolas. Já as Pessoas com Deficiência e idosos, o projeto visa estimular a elevação da autoestima, melhorando a qualidade de vida e da saúde, promovendo a integração, o protagonismo e a autonomia deles.

A cada dia cresce a importância do esporte como ferramenta de inclusão social; segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o esporte, mesmo que tenha como princípio o desenvolvimento físico e da saúde, serve também para a formação de valores necessários, como éticos e morais, de conceitos e de tradições.

O INCENTIVO

O investimento possibilitou a contratação de professores de artes marciais especializados na execução e acompanhamento das aulas e inscrições de novos alunos ao projeto social Kung Fu Wushu. Também uma Lona para o centro de treinamento do projeto de 10m X 6,50m.

Teve um Curso de Preparação para o professor Gabriel Almeida e atletas, visando o 16º Campeonato Mundial de Wushu Dallas/EUA – na modalidade de Sanda, com o mestre Edson Gonçalves, o que fortaleceu Gabriel para participar, novamente nos Estados

Unidos, agora em Santa Clara (Califórnia), do 15º Campeonato Pan-americano de Wushu, entre os dias 28 de agosto a 03 de setembro de 2024.

Vindo de São Paulo, o técnico teve todo o apoio logístico de hora técnica, passagem aérea, hospedagem e alimentação, com carga horária de 36 horas (segunda, terça, quarta, quinta, sexta e sábado), de 06 A 11 de novembro.

Mais informações pelos contatos (65) 99925-5842 e (65) 99663-8111.

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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