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Flamengo goleia Santos por 7 a 0 e sobe algumas posições no Brasileiro Feminino

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Atuando em casa, pela 7ª rodada do Brasileirão Feminino, o Flamengo teve uma ótima atuação e aplicou uma goleada de 7 a 0 sobre o Santos, na tarde desta segunda-feira (29), no estádio Luso Brasileiro. Cristiane (2), Camila Martins (contra), Glaucia, Naná, Laysa e Isadora balançaram as redes para as Meninas da Gávea. Com o triunfo, o Mais Querido subiu para a 10ª colocação com oito pontos.

Quando a bola rolou na Ilha do Governador, as Meninas da Gávea tomaram a iniciativa de partir para o ataque em busca de abrir o placar logo nos minutos iniciais. E a postura rubro-negra deu certo! Aos oito minutos, após falta cobrada na área, a artilheira Cristiane cabeceou para inaugurar o marcador: 1 a 0.

Após o gol rubro-negro, o Santos se viu obrigado a sair mais para o jogo e passou a rondar a área do Mengão com mais frequência. Mas o Mais Querido seguiu no ataque também e conseguiu ampliar aos 26’. Djeni cobrou falta na área e Camila Martins cabeceou contra o próprio patrimônio: 2 a 0.

Poucos minutos depois, o Mengão marcou o terceiro novamente com Cristiane! Glaucia chegou bem pela direita e cruzou na área para a artilheira balançar as redes: 3 a 0. O Flamengo foi para o intervalo com uma ótima vantagem.

No primeiro lance do segundo tempo, Cristiane chegou a marcar o terceiro dela no jogo, mas a auxiliar assinalou o impedimento. Com mais volume de jogo, o time rubro-negro continuava criando chances para ampliar ainda mais o placar.

Aos 18’, as Meninas da Gávea chegaram ao quarto gol com muitos méritos! Djeni conduziu pelo meio e tocou para Glaucia, que deu um belo drible na defensora santista, entrou na área e tocou na saída da goleira para marcar um golaço: 4 a 0.

Cinco minutos depois, Naná, que tinha acabado de entrar, fez o quinto para o Mengão! Ela recebeu um passe açucarado de Glaucia, entrou na área em velocidade e bateu no ângulo, sem chance para a goleira: 5 a 0. Uma bela vitória rubro-negra para embalar de vez no Brasileirão!

E o sexto veio na sequência. Fabi Simões cruzou da direita, a bola chegou em Laysa, que driblou a zagueira e estufou as redes: 6 a 0. Para completar a goleada rubro-negra, Isadora marcou o sétimo gol e deu números finais no Luso Brasileiro.

Próximo compromisso
As Meninas da Gávea voltam a campo na quinta-feira (2) para o clássico contra o Botafogo, que será disputado às 15h, no Luso Brasileiro, pela 8ª rodada do Brasileirão Feminino.

Ficha técnica

Flamengo 7×0 Santos

7ª Rodada do Campeonato Brasileiro Feminino
Local: Estádio Luso Brasileiro, RJ
Data e hora: 29/04/2024 às 15h
Arbitragem: Elizabete Esmeralda Cordeiro (CE), Thayse Marques Fonseca (RJ) e Naiara Mendes Tavares (RJ)
Cartões amarelos: Monalisa (FLA), Thais Regina (FLA)
Gols: Cristiane (8’1ºT e 32’1ºT), Camila Martins (GC 26’1ºT), Glaucia (18’2ºT), Naná (23’2ºT), Laysa (30’2ºT) e Isadora (45’2ºT).

Escalação do Flamengo
Karol Alves; Monalisa (Naná), Daiane, Thais Regina e Jucinara; Djeni, Duda (Louvain) e Glaucia (Laysa); Gisseli (Isadora), Fabi Simões e Cristiane (Nubia).
Técnico: Maurício Salgado.





AGÊNCIA DE ESPORTES

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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