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Cuiabá empata com Deportivo Garcilaso em jogo disputado na altitude e é líder do Grupo G
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Na noite desta terça-feira, o Corinthians enfrentou o Argentinos Juniors e sofreu uma derrota por 1 a 0, no Estádio Diego Armando Maradona, em jogo válido pela 3ª rodada da fase de grupos da Copa Sul-Americana. O gol da equipe argentina foi marcado por Gastón Verón logo no primeiro ataque, deixando o Timão em situação complicada.
Com esse revés, o Corinthians completou quatro partidas consecutivas sem vitória na temporada e perdeu a liderança do torneio continental. Agora, a equipe paulista ocupa a 2ª colocação do grupo F da Sul-Americana, com quatro pontos, enquanto o Argentinos Juniors assumiu a liderança, somando seis unidades. Racing-URU e Nacional-PAR se enfrentarão para completar a rodada.
O próximo desafio do Corinthians será contra o Fluminense, na Neo Química Arena, no domingo. Já o Argentinos Juniors enfrentará o Vélez Sarsfield, pela semifinal da Copa da Liga Profissional, no mesmo dia.
No primeiro tempo, o Corinthians foi dominado pelo Argentinos Juniors, com Gastón Verón abrindo o placar para os argentinos. O Timão teve poucas chances de perigo, com destaque para uma oportunidade com Pedro Henrique. O time argentino quase ampliou o placar com Viveros, mas a bola passou perto da meta de Cássio.
Na segunda etapa, o Corinthians não conseguiu reagir e ainda ficou com um jogador a menos após a expulsão de Raul Gustavo. A equipe paulista tentou pressionar, mas não teve sucesso, sendo incapaz de superar a defesa adversária. O Argentinos Juniors soube controlar o jogo e garantir a vitória por 1 a 0.
FICHA TÉCNICA
ARGENTINOS Jrs 1 X 0 CORINTHIANS
Local: Estádio Diego Armando Maradona, em Buenos Aires (ARG)
Data: 23/04/2024
Horário: às 21h30 (de Brasília)
Árbitro: Piero Maza (CHI)
Assistentes: Claudio Urrutia (CHI) e Carlos Poblete (CHI)
VAR: Jose Cabero (CHI)
Cartões amarelos: Fagner e Pedro Raul (Corinthians); Pablo Guede, Diego Rodríguez, Gastón Verón, Batallini, Godoy e Riveros (Argentinos Juniors)
Cartões vermelhos: Raul Gustavo (Corinthians)
Gols: Gastón Verón, aos 2 minutos do 1ºT (Argentinos Juniors)
ARGENTINOS JUNIORS: Diego Rodriguez; Fernando Meza, Erik Godoy, Tobías Palacios e Santiago Montiel (Prieto); Ariel Gamarra (Galván), Emiliano Viveros (Álan Rodríguez), Juan Cardozo (Moyano) e Leonardo Heredia (Perello); Gastón Verón e Ivan Batallini. Técnico: Pablo Guede
CORINTHIANS: Cássio; Fagner (Matheuzinho), Félix Torres (Paulinho), Raul Gustavo e Hugo; Raniele, Fausto e Rodrigo Garro; Pedro Henrique (Pedro Raul), Romero (Cacá) e Yuri Alberto (Wesley). Técnico: António Oliveira
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Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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