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Red Bull Bragantino vence Corinthians e assume a liderança provisória do Brasileirão

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O Red Bull Bragantino segue invicto no Campeonato Brasileiro. Na noite deste sábado (20), no Nabizão, o Massa Bruta venceu o Corinthians por 1 a 0 com gol do atacante Vitinho. Com este resultado, o Braga subiu para os sete pontos, na liderança provisória do Nacional.

A equipe bragantina dá uma pausa no Brasileirão para focar na Copa Sul-Americana. Nesta quarta-feira (24), o Braga recebe o Sportivo Luqueño (PAR) pela terceira rodada da fase de grupos da competição. A partida será realizada às 21 horas.

O jogo

A partida começou quente em Bragança Paulista. O time visitante assustou o Braga logo no primeiro minuto com um chute de Garro, mas Cleiton espalmou a forte finalização. O Massa Bruta não demorou para responder e abriu o placar logo na sequência.  Aos 4 minutos, Vitinho recebeu grande passe de Bruno Gonçalves na entrada da área, deu o corte para a perna direita e bateu colocado na bochecha da rede, sem chance de defesa para Cássio.

O Braga não diminuiu o ritmo e quase ampliou aos 7 minutos. Depois de efetuar o desarme na saída de bola rival com Eric Ramires, Sasha passou para Henry e viu a zaga rival fazer o corte parcial. Bem posicionado, Ramires ficou com a sobra e bateu rasteiro, mas Cássio fez a defesa. Dois minutos depois, Gustavo Neves bateu de longe, porém a bola subiu muito e saiu pela linha de fundo.

O jogo ficou mais disputado na faixa central do campo após o gol do Braga. A equipe de Bragança Paulista voltou a finalizar apenas aos 37 minutos. Depois de receber de Sasha, Vitinho disparou na esquerda, invadiu a área e bateu cruzado. O chute rasteiro desfilou na pequena área e saiu ao lado da trave oposta.

Ainda aos 44 minutos, Juninho fez a função de pivô e tocou para Andrés Hurtado na entrada da área. O equatoriano soltou uma pancada cruzada, porém a finalização rasteira saiu pela linha de fundo.

O Braga voltou do intervalo assustando o oponente aos 7 minutos. Vitinho atravessou a bola na área, Sasha ajeitou e Ramires bateu de direta, porém Cássio conseguiu encaixar a finalização.

A equipe corintiana respondeu no minuto seguinte com um chute forte de Fausto Vera, mas Cleiton saltou para espalmar a batida de fora da área. O Corinthians chegou a marcar o que seria o gol de empate com Pedro Henrique, aos 16 minutos, mas a jogada foi anulada por posição irregular do atacante.

Cleiton teve outro momento de destaque aos 24 minutos. Após sobra de bola na entrada da área bragantina, Wesley trouxe para a perna esquerda e bateu rasteiro, obrigando Cleiton a espalmar sem deixar que o oponente ficasse com o rebote.

A partir daí, o jogo foi ficando cada vez mais truncado e nenhuma chance clara de gol foi criada. O Braga segurou as investidas do Corinthians e conseguiu sua quarta vitória seguida diante do rival paulista.

FICHA TÉCNICA

Red Bull Bragantino 1 x 0 Corinthians

Local: Nabizão;
Público: 9.613;
Renda: R$ 490.705,00;
Árbitro: Rafael Rodrigo Klein-RS (FIFA);
Assistentes: Tiago Augusto Kappes Diel-RS e Lucio Beiesdorf Flor-RS;
Cartões amarelos: Douglas Mendes e Eduardo Sasha (Red Bull Bragantino); Pedro Henrique (COR);
Gol: Vitinho, aos 4min do 1ºT (Red Bull Bragantino).

Red Bull Bragantino: Cleiton; Andrés Hurtado, Douglas Mendes, Luan Cândido e Juninho Capixaba; Jadsom, Eric Ramires (Henry Mosquera) e Gustavo Neves (Thiago Borbas); Bruno Gonçalves (Raul), Sasha (Lucas Cunha) e Vitinho (Nacho). Técnico: Pedro Caixinha.

Corinthians: Cássio; Matheuzinho, Félix Torres, Raul Gustavo e Hugo (Wesley); Raniele, Fausto Vera (Paulinho), Igor Coronado (Romero) e Garro (Breno Bidon); Pedro Henrique (Yuri Alberto) e Pedro Raul. Técnico: António Oliveira.





AGÊNCIA DE ESPORTES

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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