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Santos vence o Paysandu em sua estreia na segunda divisão do Brasileiro

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Em seu primeiro jogo pela reconstrução, no Campeonato Brasileiro série B, o Santos FC venceu o Paysandu por 2 a 0 na Vila Belmiro, na tarde deste sábado (20). Pedrinho e Guilherme marcaram os gols do Peixe, assinalados na segunda etapa.

O time santista volta a campo na sexta-feira (26), diante do Avaí, às 20h00, fora de casa.

O jogo

O primeiro lance de perigo do Santos ocorreu aos quatro minutos. Aderlan cruza para a área e Enzo Monteiro faz o cabeceio, que é desviado sai pela linha de fundo.

Aos 24 minutos, Hayner cruza da esquerda para o meio da área e após confusão dentro da área, a zaga afasta a bola. João Schmidt pede pênalti mas o árbitro manda o lance seguir.

Giuliano recebe em boas condições, aos 39 minutos, e arrisca passe para Enzo Monteiro. A defesa consegue o corte antes da bola chegar no camisa 18.

Já na segunda etapa, aos dez minutos, em cruzamento pela lado direito, Otero se esticou na segunda trave e por muito pouco não consegue o desvio para abrir o placar.

Aos 19 minutos, JP Chermont recebe longo lançamento e bate forte, mas a bola é bloqueada pelo defensor.

E o Peixe abriu o placar aos 23 minutos. Pedrinho recebe de Diego Pituca na ponta direita e consegue executar grande jogada individual, escapando de dois marcadores para invadir a área e finalizar cruzado de pé esquerdo para estufar a rede adversária.

Cinco minutos depois, Guilherme puxa contra-ataque e vira o jogo para Giuliano, pelo lado direito do campo. A bola volta com Guilherme e o camisa 11 rapidamente tenta o cruzamento, mas a bola é desviada e sobra para Julio Furch, que bate com muita força, obrigando o goleiro a fazer grande defesa.

O time santista definiu o marcador 44 minutos. Pedrinho recebe dentro da área de costas para a marcação, gira e cruza de perna direita. O arque espalma para o meio da área e Guilherme só completa para o fundo do gol.

FICHA TÉCNICA

Santos FC 2 x 0 Paysandu

Local: Estádio Vila Belmiro, em Santos
Data: 20 de abril de 2024 (sábado)
Horário: 16h30
Árbitro: Lucas Guimarães Rechatiko Horn
Assistentes: Michael Stanislau e Jorge Eduardo Bernardi
Publico: Portões fechados
Cartões amarelos: Joaquim e Tomás Rincón (SFC); Bryan Borges, Quintana, Michel Macedo e Hélio dos Anos (treinador) (PSC);
Gols: Pedrinho aos 23min e Guilherme aos 44min do segundo tempo.
Santos: João Paulo; Aderlan (JP Chermont), Gil, Joaquim e Hayner (Rodrigo Ferreira); João Schmidt, Diego Pituca e Giuliano (Tomás Rincón); Guilherme, Enzo Monteiro (Julio Furch) e Otero (Pedrinho). Técnico: Fábio Carille.
Paysandu: Matheus Nogueira; Edílson (Ruan Ribeiro), Quintana, Wanderson e Bryan Borges; João Vieira, Leandro Vilela (Gabriel Bispo), Robinho (Val Soares) e Edinho (Michel Macedo) Jean Dias (Gabriel Santos) e Nicolas. Técnico: Hélio dos Anjos





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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