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Flamengo vence o São Paulo e é líder do Brasileirão

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O Flamengo venceu o São Paulo, nesta quarta-feira (17.04), no Maracanã, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro. Luiz Araújo e Nico De la Cruz marcaram os gols para o Rubro-Negro, enquanto Ferreirinha descontou para o Tricolor.

Com o resultado, o Rubro-Negro ocupa a liderança do Campeonato Brasileiro pela primeira vez desde a última rodada da edição de 2020. A equipe de Tite soma seis pontos e tem dois gols favoráveis no saldo.

O resultado aumenta a pressão sobre o técnico Thiago Carpini, que pode ser demitido a qualquer momento devido ao desempenho da equipe.

A partida era decisiva para Thiago Carpini, que já estava bastante pressionado antes do confronto. A atuação do São Paulo mostrou um time desorganizado, sem repertório e dependente das individualidades dos jogadores. Com duas derrotas em dois jogos, o Tricolor segue sem vencer no Brasileirão, enquanto o Flamengo mostrou superioridade e liderança.

O próximo desafio do São Paulo será contra o Atlético-GO, em Goiânia, neste domingo às 18h30 (de Brasília). Já o Flamengo enfrentará o Palmeiras, também no domingo, às 16h, no Allianz Parque.

O jogo começou equilibrado, com o Flamengo controlando a posse de bola, mas o São Paulo tendo a primeira oportunidade clara com um cabeceio de Calleri. Luiz Araújo abriu o placar para o Flamengo aos 20 minutos. O Tricolor perdeu confiança e não conseguiu reagir. O Flamengo ampliou com De la Cruz, mas o São Paulo descontou com Ferreirinha.

Thiago Carpini realizou mudanças no segundo tempo, mas o Flamengo manteve o controle da partida. O São Paulo buscou o empate, mas o Flamengo garantiu a vitória após boa atuação coletiva. O Tricolor pressionou no final, mas não conseguiu evitar a derrota. Com mais um resultado negativo, a situação do técnico Carpini se complica no comando da equipe.

FICHA TÉCNICA

FLAMENGO 2 X 1 SÃO PAULO

Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 17 de abril de 2024, quarta-feira
Horário: 21h30 (de Brasília)
Árbitro: Anderson Daronco (FIFA-RS)
Assistentes: Rafael da Silva Alves (FIFA-RS) e Maurício Coelho Penna (RS)
VAR: Rodrigo D’Alonso Ferreira (SC)

Gols: Luiz Araújo, aos 20 do 1ºT, De la Cruz, aos 11 do 2ºT (Flamengo); Ferreirinha, aos 33 do 2ºT (São Paulo)
Cartões amarelos:
Fabrício Bruno (Flamengo); Michel Araújo, Igor Vinícius, Luciano (São Paulo)

FLAMENGO: Rossi; Varela, Fabrício Bruno, Léo Pereira e Ayrton Lucas; Erick Pulgar, Allan (Igor Jesus) e De La Cruz (Gerson), Bruno Henrique (Victor Hugo), Cebolinha (Luiz Araújo) e Pedro. Técnico: Tite.

SÃO PAULO: Rafael; Ferraresi (Erick), Arboleda e Diego Costa; Igor Vinícius, Pablo Maia (Juan), Alisson, Michel Araújo (Ferreirinha) e Welington; Luciano e Calleri (André Silva). Técnico: Thiago Carpini.





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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