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Palmeiras perde para o Internacional por 1 a 0 na Arena Barueri em jogo com “lei do ex”

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Na noite desta quarta-feira, o Palmeiras enfrentou o Internacional pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro e acabou sendo derrotado por 1 a 0, com gol de Wesley, ex-Verdão, que fez valer a lei do ex na Arena Barueri.

Com esse resultado, a equipe comandada por Abel Ferreira sofreu sua primeira derrota na competição, permanecendo com três pontos conquistados na primeira rodada e ocupando a 12ª posição. Já o Internacional ocupa a segunda colocação, com seis pontos.

O jogo foi marcado por oportunidades de ambos os lados, com o Palmeiras buscando pressionar desde o início. No entanto, foi o Internacional que conseguiu sair na frente aos 44 minutos do primeiro tempo, com Wesley balançando as redes após bela jogada construída pelo Colorado. Mesmo com chances de empatar, como um pênalti isolado por Borré, o Verdão não conseguiu reverter o placar a seu favor.

No segundo tempo, as duas equipes seguiram criando chances de gol, com o Palmeiras pressionando em busca do empate.

Apesar das oportunidades geradas, como o cabeceio de Endrick e finalizações de Flaco López e Rônald, o Alviverde não conseguiu superar a defesa adversária e acabou sofrendo a primeira derrota na competição.

O próximo desafio do Palmeiras será neste domingo, contra o Flamengo, pela terceira rodada do Brasileirão, no Allianz Parque, às 16 horas (de Brasília). Enquanto isso, o Internacional enfrentará o Athletico-PR, na Ligga Arena, no mesmo dia e horário. O Verdão buscará se recuperar e voltar ao caminho das vitórias, enquanto o Colorado tentará manter o bom desempenho no campeonato nacional.

FICHA TÉCNICA

PALMEIRAS 0 X 1 INTERNACIONAL

Local: Arena Barueri, em Barueri (SP)
Data: 17 de abril de 2024 (quarta-feira)
Horário: 20 horas (de Brasília)
Árbitro: Lucas Paulo Torezin (PR)
Assistentes: Victor Hugo Imazu dos Santos e Rafael Trombeta (PR)
VAR: Wagner Reway (Fifa)
Cartões amarelos: João Martins (auxiliar), Flaco López e Aníbal Moreno (Palmeiras); Borré, Mercado e Renê (Internacional)

GOL
INTERNACIONAL: Wesley (aos 44 minutos do 1°T)

PALMEIRAS: Weverton; Mayke (Marcos Rocha), Gustavo Gómez, Murilo e Piquerez; Aníbal Moreno, Richard Ríos (Gabriel Menino) e Raphael Veiga (Rômulo); Lázaro (Rony), Flaco López (Estêvão) e Endrick. Técnico: Abel Ferreira

INTERNACIONAL: Rochet; Bustos (Igor Gomes), Vitão, Mercado e Renê; Thiago Maia, Bruno Henrique (Rômulo), Maurício (Lucca) e Wanderson (Gustavo Prado); Rafael Borré e Wesley (Robert Renan). Técnico: Eduardo Coudet





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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