Esporte
Corinthians e Atlético-MG ficam no zero em jogo de poucas emoções na abertura do Brasileirão
Esporte
Na tarde deste domingo (14.04), a Neo Química Arena foi palco de um duelo que prometia grandes emoções entre Corinthians e Atlético-MG, mas terminou em um empate sem gols. A partida, válida pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro, teve momentos de tensão, mas poucas oportunidades claras de gol foram criadas por ambas as equipes.
O primeiro tempo mostrou um Atlético-MG buscando o controle do jogo através da posse de bola, enquanto o Corinthians optou por uma postura mais defensiva, explorando os contragolpes. Apesar dos esforços do Galo, as chances de abrir o placar foram escassas. A situação da equipe visitante se complicou nos acréscimos, quando Rodrigo Battaglia recebeu o segundo cartão amarelo, deixando o Atlético-MG com dez homens em campo.
Com a vantagem numérica, esperava-se que o Corinthians pressionasse em busca da vitória no segundo tempo. No entanto, apesar de ter mais controle sobre o jogo, o Timão enfrentou dificuldades para criar jogadas de perigo contra o gol defendido por Everson. Wesley e Romero tiveram as melhores oportunidades para o time da casa, mas não conseguiram converter.
O Atlético-MG, por sua vez, se defendeu como pôde e ainda buscou surpreender nos momentos finais com uma cobrança de falta de Gustavo Scarpa, que exigiu boa defesa do goleiro Cássio. A partida terminou sem alterações no placar, deixando um gosto de quero mais para os torcedores presentes.
Este empate coloca Corinthians e Atlético-MG em uma posição de expectativa na tabela do Brasileirão, com ambos os times buscando a primeira vitória na próxima rodada. O Corinthians viaja para enfrentar o Juventude em Caxias do Sul, enquanto o Atlético-MG recebe o Criciúma na Arena MRV, em confrontos marcados para a próxima quarta-feira.
A falta de gols e as poucas chances claras de gol destacam as dificuldades ofensivas enfrentadas por ambas as equipes neste início de campeonato. Enquanto o Corinthians busca melhorar sua eficácia na frente, o Atlético-MG terá que lidar com a ausência de Battaglia, além de ajustar seu ataque para os próximos desafios. A expectativa é que ambos os times possam oferecer um futebol mais convincente e emocionante nas rodadas vindouras.
FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS 0 X 0 ATLÉTICO-MG
Local: Neo Química Arena, em São Paulo
Data: 14/04/2024
Horário: às 16h00 (de Brasília)
Árbitro: Yuri Elino Ferreira da Cruz (RJ)
Assistentes: Rodrigo Figueiredo Henrique Correa (RJ-Fifa) e Thiago Henrique Neto Correa Farinha (RJ)
VAR: Daniel Nobre Bins (VAR-Fifa)
Cartões amarelos: Battaglia, Jemerson, Hulk, Everson e Saravia (Atlético-MG); Romero, Fagner, Raniele, Yuri Alberto, Matheuzinho, Hugo, Carlos Miguel, António Oliveira e Maycon (Corinthians)
Cartão vermelho: Battaglia (Atlético-MG); António Oliveira (Corinthians)
CORINTHIANS: Cássio; Fagner (Matheuzinho), Félix Torres, Gustavo Henrique (Maycon) e Hugo; Raniele, Fausto Vera (Paulinho) e Rodrigo Garro (Igor Coronado); Wesley, Yuri Alberto e Romero. Técnico: António Oliveira
ATLÉTICO-MG: Everson; Saravia, Mauricio Lemos, Jemerson e Guilherme Arana; Battaglia, Otávio e Zaracho (Alan Franco); Igor Gomes (Igor Rabello), Paulinho (Scarpa) e Hulk (Vargas). Técnico: Gabriel Milito
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Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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