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Criciúma estreia na Série A do Brasileirão com empate contra o Juventude
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Em um confronto cheio de emoção e reviravoltas, o Fluminense estreou no Campeonato Brasileiro com um empate por 2 a 2 contra o Red Bull Bragantino.
O duelo realizado no Maracanã no último sábado viu o Tricolor Carioca sair na frente, sofrer a virada, mas mostrar poder de reação para buscar a igualdade no placar.
A partida começou com o Fluminense criando chances de gol, com Samuel Xavier e Marquinhos assustando o goleiro do Bragantino, Cleiton. Apesar da pressão inicial, o Tricolor encontrou dificuldades para manter o controle do jogo e o Bragantino aproveitou para igualar as ações.
O Fluminense abriu o placar nos acréscimos do primeiro tempo, com Lima aproveitando cobrança de escanteio para marcar. No entanto, o Bragantino voltou mais determinado para a etapa final e empatou logo no início, com Eduardo Sasha, e virou o jogo com Thiago Borbas.
Mostrando força e determinação, o Fluminense não desistiu e conseguiu igualar o marcador novamente aos 22 minutos, com Lima marcando seu segundo gol na partida. As duas equipes buscaram a vitória até o apito final, mas o empate persistiu no Maracanã.
Com esse resultado, o Fluminense conquista um ponto na estreia e agora se prepara para enfrentar o Bahia na próxima rodada. Já o Bragantino terá o Vasco como adversário em busca da primeira vitória no campeonato.
O duelo entre Fluminense e Bragantino mostrou a emoção e o equilíbrio que prometem marcar a temporada do Campeonato Brasileiro de 2024. A competição segue com grandes jogos e promete muitas emoções para os torcedores ao longo das próximas rodadas.
FICHA TÉCNICA
FLUMINENSE 2X2 BRAGANTINO
Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Data: 13/04/2024
Horário: 21h (de Brasília)
Árbitro: Maguielson Lima Barbosa (DF)
Assistentes: Bruno Raphael Pires (Fifa-GO) e Lehi Sousa Silva (DF)
VAR: Gilberto Rodrigues Castro Junior (PE)
Cartão amarelo: Luan Cândido, Juninho Capixaba, Vitinho e Jadsom (Bragantino) e Marquinhos, Guga e André (Fluminense)
Gols:
Fluminense: Lima, aos 48′ do 1ºT e aos 22′ do 2ºT
Bragantino: Eduardo Sasha, no 1′ do 2ºT, e Thiago Borbas, aos 6′ do 2ºT
FLUMINENSE: Fábio; Samuel Xavier (Douglas Costa), Felipe Melo (John Kennedy), Martinelli e Marcelo; André, Lima, Ganso (Felipe Andrade) e Arias; Marquinhos e Cano (Kauã Elias). Técnico: Fernando Diniz.
BRAGANTINO: Cleiton (Lucão); Andrés Hurtado, Douglas Mendes, Luan Cândido e Juninho Capixaba (Guilherme); Jadsom, Raul (Eric Ramires) e Gustavinho (Thiago Borbas); Laquintana (Vitinho), Henry Mosquera e Eduardo Sasha. Técnico: Pedro Caixinha.
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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