SE LIVROU

TJMT LIVRA BIÓLOGA ATROPELADORA E O PAI DE PAGAR MAIS DE 1 MILHÃO DE INDENIZAÇÃO AOS FAMILIARES DA VÍTIMA

Houve cerceamento de defesa, porque a prova emprestada é aceita, desde que respeitada a ampla defesa

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A Terceira Câmara de Direito Privado, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), acolheu pedido dos advogados da bióloga Rafaela Screnci da Costa Ribeiro e do seu pai, Manoel Randolfo da Costa Ribeiro, livrando os dois de pagarem R$ 1.056.000,00 por danos morais e R$ 7.502 por danos materiais à família de Ramon Alcides Viveiros. Com a justificativa de cerceamento de defesa, o relator do processo, desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha, anulou a sentença de primeiro grau.

Voto que anulou a sentença foi seguido pelos demais desembargadores. Ramon foi atropelado por Rafaela no dia 23 de dezembro de 2018 junto com mais duas vítimas, em frente à Valley Pub, na avenida Isaac Póvoas. Ramon foi socorrido com vida, ficou 5 dias internado na UTI, chegou a passar por uma cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no dia 28 de dezembro daquele ano.

Além de Ramon, Rafaela atropelou e matou Myllena de Lacerda Inocêncio, 21, e deixou gravemente ferida Hya Girotto Santos, que permaneceu internada por meses. Em julho de 2023, a bióloga e o pai foram condenados a pagar a indenização em decisão proferida pelo juiz Yale Sabo Mendes, da 7ª Vara Cível de Cuiabá. Rafaela já tinha se livrado de ir a júri popular pelo crime, sendo absolvida pelo juiz da 12ª Vara Criminal, Wladymir Perri, da acusação de duplo homicídio doloso e uma tentativa de homicídio.

O juiz Yale ponderou que a responsabilidade civil é independente da penal, portanto acolhendo a indenização. Mas a defesa recorreu da sentença, alegando que o magistrado usou, para o processo cível, as provas do criminal, porém, não abriu para vistas e manifestação, havendo, portanto, o cerceamento da defesa. O advogado argumentou que a prova emprestada ao processo é admissível desde que haja abertura de vista.

Afirmando ainda que na ação penal o pai de Rafaela não era parte do processo, portanto não tinha acesso às provas, dessa forma, a manifestação era imprescindível na ação cível. Com isso, a sentença de condenação foi anulada e retorna para a primeira instância para os devidos trâmites e uma nova decisão.

“Houve cerceamento de defesa, porque a prova emprestada é aceita, desde que respeitada a ampla defesa para que a parte possa se manifestar. Infelizmente, neste caso, isso foi atropelado, talvez entendendo que as provas eram suficientes. Não podemos desprezar o respeito ao máximo de ampla defesa. Há realmente uma das partes que não participou do processo crime. Por unanimidade, provido o recurso de Rafaela Screnci da Costa Ribeiro e Manoel Randolfo da Costa Ribeiro”, destaca trecho da decisão.

 

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“Nós deixamos uma marca”, diz Juca ao relembrar concurso realizado na Câmara de Cuiabá durante sua presidência

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O deputado estadual Juca do Guaraná (psdb) recebeu, nesta quarta-feira (15), em seu gabinete, o presidente do Instituto Nacional de Seleções e Concursos (Instituto Selecon), Rogério Vianna Rangel. Durante o encontro, os dois relembraram a realização do concurso público da Câmara de Cuiabá, promovido durante a gestão de Juca à frente da presidência do Legislativo municipal.

Na ocasião, o deputado destacou a importância do certame para fortalecer o quadro de servidores efetivos da Casa de Leis e ressaltou o legado deixado pela iniciativa.

“Nós deixamos uma marca de ter feito esse concurso para atender a população cuiabana e a Câmara de Cuiabá, que é de todos nós mato-grossenses, o parlamento mais antigo do Centro-Oeste brasileiro”, afirmou Juca.

O concurso público foi realizado para provimento de vagas e formação de cadastro de reserva para cargos de níveis médio e superior, contemplando funções como técnico legislativo, analista legislativo, controlador interno e contador.

Durante a visita, Rogério Vianna Rangel agradeceu a confiança depositada no Instituto Selecon e destacou a forma como o processo foi conduzido.

“Eu, em nome do Selecon, também agradeço ao deputado porque, de fato, fizemos um concurso histórico, graças à oportunidade que o Juca nos deu para realizarmos esse concurso com qualidade e segurança, mas, acima de tudo, com muita transparência”, declarou o presidente da instituição.

Ao final do encontro, Juca reforçou a importância da valorização do serviço público por meio de concursos realizados com responsabilidade, transparência e igualdade de oportunidades para todos os candidatos.



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