Mato Grosso

Delegado-geral e autoridades visitam obras da nova Delegacia de Sorriso

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Mato Grosso

Da Redação

O delegado-geral, Mário Dermeval Aravechia de Resende acompanhado do prefeito de Sorriso (442 km ao Norte de Cuiabá), Ari Lafin, e outras autoridades da Polícia Civil e do município, visitou na manhã desta quinta-feira (07.05), as obras do prédio em que será instalada a nova delegacia da cidade.

O novo prédio da Delegacia de Sorriso conta com uma estrutura de quase 1.200 m² e está sendo construído em um terreno no bairro Jardim Califórnia, doado pela Prefeitura do município.

A construção iniciou em maio de 2019 com recursos oriundos de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), promovido pelo Ministério Público Estadual, entre a UHE Sinop e Prefeitura de Sorriso, sendo parte do valor destinado a obras da nova delegacia.

A nova unidade contará com cartórios para os escrivães, salas para delegados, recepção para atendimento ao cidadão, celas para presos provisórios e outras instalações visando a melhor acomodação dos servidores e da população. A unidade também contará com o Núcleo de Atendimento à Violência Doméstica que terá acesso independente, visando dar mais segurança e privacidade às vítimas.

Segundo o delegado-geral, a construção traz um ambiente adequado para o desenvolvimento do trabalho policial e o novo prédio será entregue dentro da nova padronização da polícia Civil.

“A Polícia Civil vem passando por um processo de modernização e mesmo diante de toda dificuldade e escassez, nós temos obtido ótimos resultados em relação a melhoria infraestrutural em Sorriso e outros municípios, que estão construindo e entregando prédios modernos, trazendo o diferencial do atendimento ao público e a dignidade para o servidor que desempenha seus trabalhos na unidade”, disse Mário Resende.

O prefeito de Sorriso assegurou que a conclusão das obras da Nova Delegacia de Sorriso é uma prioridade. ‘”A necessidade uma nova delegacia era discutida há muito tempo, e ver que as obras estão em andamento, demonstra que estamos no caminho certo. Nós vamos continuar dando todo apoio financeiro para que a segunda etapa da construção possa ser concluída o quanto antes”, disse.

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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