Esporte
Pré-Olímpico: atletas se apresentam e Seleção Brasileira começa preparação para o torneio
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Convocados pelo técnico Ramon Menezes se apresentaram na Granja Comary no início da tarde desta segunda-feira
Goleiro Mycael se apresenta à Seleção Brasileira Pré-OlímpicaOs 23 jogadores da Seleção Brasileira que disputarão o Pré-Olímpico se apresentaram na Granja Comary, em Teresópolis, no início da tarde desta segunda-feira (8). Os jogadores se reuniram primeiro no aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro (RJ), e seguiram de ônibus até a sede da CBF na Granja.
Endrick se apresenta à Seleção Pré-Olímpica
Os atletas vão passar por avaliações médicas nas próximas horas e após os exames, a equipe do técnico Ramon Menezes inicia os treinamentos. O primeiro treino no campo está marcado para as 17h30 desta segunda.
O meio campista Andrey Santos falou sobre a expectativa de iniciar os trabalhos defendendo a camisa amarelinha na competição.
“Estou muito feliz. É sempre uma honra estar aqui, servindo o meu país. Vamos fazer essa preparação para o Pré-Olímpico. O grupo é muito bom, é sempre muito unido. Então, se Deus quiser, a gente pode fazer uma ótima preparação para chegar lá preparado”, disse o jogador que completou.
“ As expectativas são sempre as melhores. Ainda mais quando se trata de Brasil. A gente sempre quer entrar para vencer, mas sabemos que é um campeonato muito difícil. A gente precisa trabalhar duro. E a gente sabe que é o passo a passo. Então, se Deus quiser, vai dar tudo certo”, finalizou.
Andrey e Ramon na apresentação da Seleção
Confira a lista dos convocados:
Goleiros: Mycael (Athletico-PR), Kaique (Palmeiras) e Matheus Donelli (Corinthians)
Laterais: Matheus Dias (Internacional), Kaiki Bruno (Cruzeiro), Khellven (CSKA) e Rikelme (Cuiabá);
Zagueiros: Ronald (Grêmio), Arthur Chaves (Académico de Viseu), Michel (Palmeiras) e Luan Patrick (Athletico-PR);
Meio-campistas: Andrey Santos (Chelsea), Bruno Gomes (Coritiba), Maurício (Internacional), Alexsander (Fluminense), Marlon Gomes (Vasco), e Gabriel Pirani (DC United);
Atacantes: Marquinhos (Nantes), Geovane (Corinthians), Endrick (Palmeiras), John Kennedy (Fluminense), Gabriel Pec (Vasco) e Guilherme Biro (Corinthians).
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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