Mato Grosso

Policiais penais evitam segunda tentativa de fuga da Cadeia Pública de Diamantino

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Mato Grosso

Da Redação

Pela segunda vez em menos de 20 dias, os policiais penais da Cadeia Pública de Diamantino (183 km de Cuiabá) frustraram a tentativa de fuga de presos. Seis presos que tentaram fugir da unidade no dia 16 de abril estão envolvidos. Eles estavam na cela da triagem separados dos demais.

Os recuperandos pegaram ferro do exaustor, que fica fora da cela, para fazer o buraco na parede da cela. O diretor da unidade, Anaides Pereira de Queiroz, informou que eles subiram um nas costas do outro para ter acesso a saída do ar, que manda vento para dentro da cela.

Os policiais penais do plantão Delta ouviram o barulho e frustraram os planos dos presos que foram pegos em flagrante outra vez. A direção já mandou fazer os reparos pelos danos causados ao patrimônio público e vai pedir a transferência dos envolvidos.

No dia 16 de abril, os servidores evitaram a fuga de 27 presos da Cadeia Pública de Diamantino. (183 km de Cuiabá). A ocorrência foi registrada por volta das 20h, quando os servidores escutaram barulhos que vinham da cela 3 da unidade.

Em seguida a direção foi informada e rapidamente convocou os policiais que estavam de folga para fazer a revista geral dos presos. Ao entrar na cela, os servidores encontraram três “chuços”, dos quais os presos se utilizaram para fazer buracos na parede. 

Os danos causados pela tentativa de fuga foram superficiais e já serão reparados.

A Cadeia Pública de Diamantino atualmente abriga 69 reeducandos, sendo 36 condenados e 33 presos provisórios.

 

Foto: Assessoria / PM-MT

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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