TENTATIVA DE FEMINICÍDIO

Engenheira torturada com barra de ferro: Advogada da vítima pede que suspeito continue preso e seja submetido a Júri Popular

A advogada de defesa reforçou que Nauder, ao depor sobre a sessão de espancamento que promoveu contra ela, não demonstrou arrependimento

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Imagem Ilustrativa

ATUALIZADA às 09h49  – A engenheira E.T.M., de 29 anos, vítima de tentativa de feminicídio cometido pelo advogado Nauder Júnior Alves Andrade, apresentou seus memoriais finais e pediu à Justiça que o mantenha preso preventivamente, bem como o pronuncie para que seja submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri. Razões foram apresentadas nesta terça-feira

A advogada de defesa reforçou que Nauder, ao depor sobre a sessão de espancamento que promoveu contra ela, não demonstrou arrependimento pelo que fez. Pelo contrário, ainda tentou responsabilizar a vítima, como se ela fosse responsável pelo dia de terror que viveu.
O Caso
A advogada Tatiana Villar Prudêncio, que defende a vítima, sustentou que a liberdade de Nauder poderia estimular outros homens a praticarem atos contra suas companheiras como ele o fez, de modo a menosprezar a justiça porque crimes como este poderiam “não dar em nada”.
Além disso, na visão da defensora, a prisão preventiva se mostra necessária porque, solto, o advogado poderia agir para tentar calar E.T.M., ou criar embaraços contra a verdade no plenário do Júri.
Sobre a pronúncia, Tatiana apontou que ele não negou a prática das agressões, apenas buscou justificar sua postura agressiva alegando que a vítima foi quem o induziu a ter recaída com as drogas, o que denota os indícios de materialidade e autoria.
No dia 18 de agosto Nauder foi preso em flagrante, suspeito de tentar matar sua namorada usando uma barra de ferro para espanca-la. Segundo inquérito policial e o depoimento da vítima, ele, sob efeito de cocaína, passou a agredi-la após sua recusa em manter relações sexuais.
O que diz o Ministério Público
O Ministério Público o denunciou pelos crimes de feminicídio tentado, cárcere privado e ameaça. Nos memoriais, também pediu a manutenção da prisão e a submissão ao Júri Popular. Os pedidos ainda não tiveram uma decisão da juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa, da Vara Especializada em Violência Contra a Mulher.
O promotor Jaime Romaquelli entendeu que a materialidade dos delitos  foi comprovada através do Boletim de Ocorrência, Prontuário de atendimento médico da vítima, Laudo Pericial de exame de corpo de delito, filmagens de câmera de segurança, Laudo Pericial de constatação de danos e Laudo Pericial do local dos fatos.
Em audiência, a vítima depôs confirmando que as agressões ocorreram após sua recusa em manter relações sexuais e por conta de questionamentos que teria feito em relação à recaída de Nauder, já que foi encontrado em suas roupas saquinhos com cocaína.
Porcelanas quebradas na vítima, uso de barra de ferro para agredi-la, perseguição, enforcamentos seguidos de desmaios e proibição de que ela saísse de casa foram os meios que Nauder usou para violenta-la.
“Ainda em audiência, a ofendida narrou que o denunciado lhe enforcou até que ela perdesse o ar, mesmo enquanto pedia que ele parasse com as agressões, além de desferir murros. Contou que foi agredida em vários cômodos da casa, sendo que no banheiro NAUDER quebrou porcelanas em sua cabeça”, narrou em depoimento.

De acordo com os laudos, a vítima só não morreu porque conseguiu escapar das agressões e pedir socorro. Para o promotor, quem age da forma que ele agiu demonstra claramente sua intenção homicida.
Depoimento do policial militar que atendeu a ocorrência e socorreu a vítima constatou que a casa da mesma estava revirada, com objetos quebrados e ela severamente machucada. Funcionários que trabalhavam no dia do fato afirmara que ela pediu socorro, aparentando estar machucada, falando que o acusado a perseguia para matá-la.

As afirmações das testemunhas estão em conformidade com imagens de câmera de segurança do condomínio, em consonância com laudo pericial referente a exame de corpo de delito da vítima, o qual indiciou a presença de inúmeros ferimentos em diversas regiões.
Marcas de sangue espalhadas pela casa da vítima, onde ocorreram as agressões, bem como em móveis da residência e até dentro de seu carro foram verificados pelos laudos e os danos foram compatíveis com o relato dela.
Quando inquirido em juízo, Nauder refutou as acusações e negou as autorias dos fatos, sustentando que no dia dos fatos, 18 de agosto, E.T.M. é quem teria usado cocaína e, durante discussões sobre o passado, passou a lhe agredir, chegando a puxar seu órgão genital, o que o fez reagir atingindo um golpe no rosto com o cotovelo. Contudo, negou ter a espancado usando uma barra de ferro, tampouco de ter lhe ameaçado de morte.
Diante dos fatos, o promotor sustentou pela autoria do feminicídio tentado, praticado por Nauder contra a sua então companheira. O tempo de duração das agressões (cerca de uma hora), o fato de ele ter trancado os portões da casa para que ela não fugisse e o uso da barra de ferro demonstraram, de acordo com o MPE, que tudo caminhava para a morte da vítima, o que só não ocorreu porque ela conseguiu fugir.
Diante disso, o MPE requereu à juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa, da Vara Especializada em Violência Contra a Mulher, que Nauder seja submetido a julgamento do Tribunal do Júri pelos crimes citados, bem como que mantenha sua prisão preventiva para evitar riscos à ordem pública e à vítima.

  

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Poços artesianos reforçam abastecimento de água em cinco escolas municipais de Várzea Grande

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Cinco escolas da rede municipal de ensino de Várzea Grande serão contempladas com a abertura de poços artesianos para reforçar o abastecimento de água e garantir melhores condições de funcionamento das unidades. A iniciativa é fruto de uma parceria entre a Prefeitura de Várzea Grande e o Governo do Estado de Mato Grosso, com a participação da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL) e do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG), estabelecida por meio do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) “Aliança pela Água”. A execução dos trabalhos é acompanhada e articulada pelo Departamento de Obras da SMECEL.

Os trabalhos começaram no início desta semana pela Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Mário Antunes de Almeida, onde a equipe já acompanha a execução do poço. A superintendente de Obras da SMECEL, Aliestt Rodrigues, esteve no local e acompanhou o início dos serviços.

Para a diretora da unidade, Suzana Nogueira Lopes, a chegada do poço representa uma conquista não apenas para a escola, mas também para os moradores do entorno. Segundo ela, a própria comunidade demonstrou interesse na implantação do poço na unidade, justamente pela possibilidade de contribuir com o abastecimento da região.

“Estou feliz, principalmente porque vai beneficiar a comunidade ao redor, os vizinhos. Essa foi uma proposta deles, de ter o poço aqui na escola para contribuir com a escola e também com os moradores do bairro”, contou Suzana.

A diretora explicou que, apesar de não ser frequente, a escola já enfrentou situações de falta de água. Quando o abastecimento era interrompido, a unidade precisava solicitar apoio e aguardar o restabelecimento do fornecimento.

“A água era bem precária. Não cheguei a ficar sem água muitas vezes, foram poucas vezes, mas chegou a acabar algumas vezes. Quando isso acontecia, a secretaria auxiliava. Agora, para nós, ficou ótimo, porque o poço já vai beneficiar a escola e trazer mais qualidade de vida para todo mundo, principalmente para os moradores, que estavam com uma angústia muito grande e reclamavam bastante”, relatou.

Além de reforçar o abastecimento, a instalação do poço dentro da unidade escolar também oferece mais segurança para os equipamentos. Suzana explicou que, antes do início dos trabalhos, buscou orientação junto à Secretaria de Educação para garantir que a instalação fosse realizada de forma adequada.

“Uma das vantagens é justamente que, quando se fura poço em outros lugares, existe o risco de roubo de fios e cabos. Aqui, dentro da escola, o espaço é preservado, é fechado. Então essa também é uma vantagem”, explicou a diretora.

A superintendente de Obras da SMECEL, Aliestt Rodrigues, destacou que a ação faz parte de um trabalho articulado para atender às demandas estruturais das unidades escolares e proporcionar melhores condições para o funcionamento da rede.

A secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, também ressaltou a importância do apoio recebido do Governo do Estado para fortalecer o abastecimento de água nas escolas.

“A ajuda que estamos recebendo do Estado na questão da água é de muita valia para a nossa Educação. A água é fundamental para o funcionamento das escolas e para garantir qualidade de vida aos nossos alunos e profissionais. Essa parceria nos permite avançar e levar melhorias concretas para as unidades da nossa rede”, destacou Maria Fernanda.

Depois da conclusão dos trabalhos na EMEB Mário Antunes de Almeida, as equipes seguirão para outra escola contemplada pela parceria. Os serviços serão realizados sucessivamente até que as cinco unidades previstas sejam atendidas.

A iniciativa reforça o compromisso de unir esforços entre o município e o Governo do Estado para enfrentar demandas de infraestrutura e garantir que as escolas municipais tenham condições cada vez melhores para acolher estudantes e profissionais da Educação, além de contribuir com as comunidades onde estão inseridas.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT



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