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Internacional vence o São Paulo de virada no Brasileirão

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O São Paulo perdeu para o Internacional por 2 a 1 nesta quarta-feira, de virada, no Beira-Rio, em partida válida pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro. O jogo foi o último teste para a equipe antes da grande final da Copa do Brasil. Calleri abriu o placar para o São Paulo, de pênalti, mas Bustos e Renê viraram o jogo para o Internacional.

Com essa derrota, o São Paulo ampliou seu jejum de vitórias como visitante no Campeonato Brasileiro. Agora são 11 partidas sem vencer fora de casa, com cinco empates e seis derrotas. A única outra equipe que não venceu fora de casa na competição é o América-MG, que está na última posição.

Agora o São Paulo volta suas atenções para o primeiro jogo da final da Copa do Brasil contra o Flamengo. A partida acontecerá no próximo domingo, às 16h, no Maracanã, e é considerada a mais importante dos últimos anos para o São Paulo.

No jogo contra o Internacional, o time da casa começou melhor, mas o São Paulo reagiu e equilibrou a partida. As disputas se concentraram nas intermediárias, já que o Internacional não dava espaço para o São Paulo. O time paulista tentou agredir com jogadas aéreas, mas não teve sucesso.

No final do primeiro tempo, Calleri cabeceou na trave após cobrança de escanteio, mas teve outra oportunidade e converteu o pênalti, colocando o São Paulo em vantagem. Porém, o Internacional empatou logo no início do segundo tempo, com Bustos, e virou o jogo com um gol de Renê.

O São Paulo só reagiu no final da partida, mas não conseguiu empatar. O Internacional adotou uma postura mais defensiva para segurar a vantagem. Com isso, o São Paulo teve mais uma derrota como visitante no Campeonato Brasileiro.

FICHA TÉCNICA

INTERNACIONAL 2 X 1 SÃO PAULO

Local: estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS)

Data: 13 de setembro de 2023, quarta-feira

Horário: 21h30 (de Brasília)

Árbitro: Paulo Cesar Zanovelli da Silva (FIFA-MG)

Assistentes: Felipe Alan Costa de Oliveira (MG) e Leone Carvalho Rocha (GO)

VAR: Rodolpho Toski Marques (VAR FIFA – PR)

Gols: Calleri, aos 48 do 1ºT (São Paulo); Bustos, aos 14 do 2ºT, Renê, aos 24 do 2ºT (Internacional)

Cartões amarelos: Mercado, Gabriel, Keiller, Lucho González,  (Internacional); Diego Costa, Pablo Maia, Rafinha, Calleri (São Paulo)

INTERNACIONAL: Keiller; Fabrício Bustos, Hugo Mallo, Gabriel Mercado (Nicolás Hernández) e Renê; Gabriel (Rômulo), Bruno Henrique (Matheus Dias), Maurício (Igor Gomes) e Wanderson; Alan Patrick e Lucca.Técnico: Eduardo Coudet.

SÃO PAULO: Rafael; Rafinha (Nathan), Diego Costa, Beraldo e Caio Paulista (Patryck); Pablo Maia, Alisson e Wellington Rato, Lucas (Michel Araújo), Luciano (Nestor) e Calleri (Pato).Técnico: Dorival Júnior.

Fonte: Esportes

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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