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Prefeitura antecipa salário em 8 dias e injeta R$ 65 milhões na economia local

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Da Redação.

O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, anunciou nesta quinta-feira (23) o adiantamento em oito dias do pagamento do salário dos servidores municipais, referente ao mês de abril. Conforme do chefe do Executivo, os valores estarão disponíveis para o saque a partir desta sexta-feira (24), cumprindo com o compromisso da gestão de sempre efetuar a quitação no mês trabalhado. 

“Estamos honrando o nosso compromisso com os servidores municipais. Isso é furo da nossa boa gestão fiscal e, principalmente, do apoio que recebemos de todos os contribuintes cuiabanos. Mesmo em um momento de dificuldade, todos se esforçam para pagar os seus impostos, nos ajudando a manter Cuiabá em pleno funcionamento”, comenta Pinheiro. 

Ao todo, a folha de pagamento de pessoal corresponde a R$ 65 milhões, sendo sendo R$ 51 milhões referentes a servidores ativos e R$ 14 milhões dos inativos. Segundo o prefeito, o recurso, além de garantir uma maior tranquilidade aos servidores e seus familiares, é uma forma do Município contribuir para a economia local, principalmente no momento de enfrentamento à pandemia do novo coronavírus (Covid-19). 

“Apesar de ser uma obrigação, esperamos com isso colabora para o bem-estar da família cuiabana. O pagamento do salário em dia é importante também para movimentar economia local. O comércio está retomando, gradativamente, suas atividades neste momento difícil e estamos, dentro das nossas possibilidades, tentando dar nossa parcela de contribuição”, destaca. 

Emanuel Pinheiro reforça que, neste período de enfrentamento a Covid-19, a Prefeitura de Cuiabá tem buscado dar o exemplo e apontar os caminhos a serem seguidos para superar o momento de instabilidade social. O prefeito destaca ainda, a necessidade da população continuar seguindo as recomendações de medidas protetivas recomendadas pelas entidades de saúde. 

“Nesse período de pandemia temos agido com muita seriedade. Mesmo quando implantamos medidas duras, seguimos no nosso propósito de proteger a população. Principalmente ao servidor público pedimos que, mesmo com o salário na conta, que ele procure se organizar e evitar aglomerações, pois todos somos responsáveis pela saúde”, pontua o gestor. 

 

Foto: Prefeitura de Cuiabá

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Dólar cai quase 1%, e Ibovespa recua após tombo eleitoral

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O mercado financeiro apresentou movimentos de acomodação nesta terça-feira (27), após a forte reação da véspera à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O dólar fechou em queda próxima de 1% e ficou abaixo de R$ 5,35. A bolsa recuou cerca de 0,5%.

A sessão foi marcada pela correção cambial após a disparada da véspera e pela continuidade das perdas na bolsa, em meio às incertezas sobre a política econômica do próximo mandato, como a falta de definição do próximo ministro da Fazenda.

Principais números

  •     Dólar: R$ 5,349 (-1,07%);
  •     Mínima do dólar: R$ 5,316, por volta das 10h45;
  •     Dólar em 2026: queda acumulada de 2,55%;
  •     Ibovespa: 175.710,05 pontos (-0,51%);
  •     Petróleo tipo Brent: US$ 109,41 o barril (-1,20%).

Câmbio

O dólar à vista encerrou o pregão em baixa de 1,07%, a R$ 5,349, após subir mais de 8% na segunda-feira (26), quando a moeda estadunidense registrou sua maior alta diária desde janeiro de 1999.

A divisa recuou ao longo de toda a sessão e chegou à mínima de R$ 5,316 pela manhã. O movimento refletiu um ajuste de posições após a forte valorização anterior, provocada pela reação dos investidores ao resultado eleitoral. Em 2026, o dólar acumula queda de 2,55%.

Na véspera, o dólar havia avançado em meio à revisão de apostas que consideravam a vitória do senador Flávio Bolsonaro e às preocupações com a condução da política fiscal no novo mandato de Lula.

Nesta terça-feira, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, reafirmou que o governo pretende perseguir o centro da meta fiscal e que a proposta será discutida com o Congresso Nacional.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, também afirmou que a instituição poderá atuar no mercado cambial caso identifique disfuncionalidades.

No cenário internacional, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar ante uma cesta de seis moedas, subia cerca de 0,35% no fim da tarde, movimento contrário ao observado no mercado brasileiro.

Ibovespa

O Ibovespa fechou em baixa de 0,51%, aos 175.710,05 pontos, prolongando o movimento negativo após o tombo de quase 14% registrado na segunda-feira (26).

A queda ocorreu mesmo com a recuperação do câmbio, em uma sessão marcada pela continuidade dos ajustes nas carteiras de investimentos e pela cautela diante das perspectivas econômicas para o próximo mandato presidencial.

Entre os fatores que pressionaram a bolsa esteve o recuo de 1,20% do petróleo Brent, referência internacional para a commodity, que encerrou a US$ 109,41 o barril. As ações da Petrobras, com maior peso no Ibovespa, caíram 2%.

Com o novo recuo, o Ibovespa permaneceu nos menores níveis desde agosto, enquanto investidores aguardam definições sobre a equipe econômica e os próximos passos da política fiscal do governo.

* Com informações da Reuters



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