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Brasil goleia Austrália em teste (fraco) para a Copa do Mundo

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Com tranquilidade, time alternativo de Tite bateu a equipe anfitriã em Melbourne por 4 a 0. Diego Souza, com dois gols, foi o destaque

Da Redação

 

A seleção brasileira goleou a Austrália por 4 a 0 na manhã desta terça-feira em amistoso de poucas emoções em Melbourne. O técnico Tite promoveu várias mudanças em relação à derrota para a Argentina na semana passada para testar jogadores, a um ano do início da Copa do Mundo da Rússia. Diego Souza, autor de dois gols, um deles o mais rápido da história da seleção, o zagueiro Thiago Silva e o atacante Taison aproveitaram suas chances e definiram a vitória fácil no Lakeside Stadium, que recebeu 48.847 torcedores.

O Brasil entrou com oito alterações em relação ao último jogo: apenas Thiago Silva, Paulinho e o novo capitão Philippe Coutinho entraram como titulares nos dois amistosos. Com Neymar, Daniel Alves, Casemiro, Marcelo, Alisson, Marquinhos e Miranda já de férias, e Gabriel Jesus lesionado, o time desta terça foi formado por atletas que ainda buscam garantir vaga no Mundial. A Austrália também poupou seus principais jogadores para a disputa da Copa das Confederações, que começa no próximo sábado, e entrou com um time alternativo – e muito fraco. Seu destaque foi o veterano Tim Cahill, de 37 anos, que marcou cinco gols em três Copas do Mundo, mas mal tocou na bola nesta manhã.

A seleção brasileira saiu na frente logo aos 10 segundos do primeiro tempo em uma lambança da equipe australiana. Giuliano cortou passe no meio-campo e lançou para Diego Souza, que invadiu a área e bateu cruzado. O goleiro Mitch Langerak caiu mal para a bola e aceitou. Foi o gol mais rápido da história da seleção brasileira, superando Neymar, que na Rio-2016 marcou contra Honduras com 14 segundos de jogo no Maracanã.

David Luiz, jogando de volante como no Chelsea (Rodrigo Caio e Thiago Silva foram os zagueiros) deu bom passe para Diego Souza, que voltou a balançar as redes, mas o gol foi bem anulado por impedimento. O Brasil seguiu controlando o jogo no meio-campo, mas a principal atração passou a ser os pássaros no gramado. O jogo só foi melhorar na segunda etapa.

Aos 16 minutos, o Brasil ampliou em cobrança de escanteio de Coutinho. David Luiz subiu muito bem e cabeceou no travessão; na sobra, Thiago Silva completou, também de cabeça, para as redes. Aos 29, Taison, que entrou no lugar do apagado Douglas Costa, recebeu belo passe de Paulinho e marcou o terceiro. O jogador do Shakhtar Donetsk, que briga com Roberto Firmino e Douglas Costa por uma vaga na Copa e fez seu primeiro gol pela seleção, se emocionou na comemoração.

Rodriguinho, que entrou no lugar de Giuliano, quase marcou o seu primeiro pela seleção aos 42 minutos, após linda jogada de Willian, mas o goleiro Langerak fez bela defesa. No último lance, Diego Souza marcou de cabeça após cobrança de escanteio e fechou a goleada. O teste desta terça só não foi bom para o goleiro Diego Alves. Diante da fragilidade da equipe australiana, o jogador do Valencia praticamente não tocou na bola.

 

 

 

Fonte: Placar

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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