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Profissionais da cultura, esporte e lazer poderão receber auxílio emergencial

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Da Redação

Os profissionais autônomos, informais e microempreendedores individuais (MEI) dos setores culturais, do esporte e lazer também têm direito ao auxílio emergencial instituído como proteção social durante a crise causada pela pandemia do coronavírus.

Para receber as três parcelas de R$ 600 a R$ 1200, os profissionais devem se cadastrar no site www.auxilio.caixa.gov.br ou pelo aplicativo CAIXA | Auxílio Emergencial, disponível a  partir desta terça-feira (07.04). O acompanhamento do cadastro será feito no próprio site ou aplicativo.

Trabalhadores que não possuem vínculo empregatício e atuam de forma autônoma como artistas, técnicos e produtores culturais, recreadores, animadores de festas e educadores físicos são alguns dos possíveis beneficiários do auxílio. 

“Muitos profissionais da área de cultura, esporte e lazer precisam desse recurso, pois foram os primeiros a parar de trabalhar por conta do acesso fechado aos ginásios, estádios, academias, museus, galerias, cinemas, bares, enfim, e serão os últimos a voltar a trabalhar. Essa é uma ajuda que será importante”, relata Allan Kardec, titular da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), Allan Kardec.

A pasta também programa lançar editais próprios e apoiar iniciativas que promovam a geração de renda dos profissionais dos setores cultural e esportivo. Dentre os projetos previstos, o edital Arte e Cultura em Meios Digitais vai propor a transmissão de programação cultural pela internet e a venda de ingressos solidários possibilitará a contratação antecipada de serviços para realização após o período de pandemia. 

“Nós da Secel estamos preparando vários movimentos para contribuir com a classe artística e esportiva nesse momento de crise. Preparamos editais e outros projetos como o pagamento de cachês antecipados para shows e de incentivo a pessoas físicas e jurídicas para contribuírem com os programas de geração de renda do setor e doação de donativos”, informa o secretário.

O Auxílio Emergencial

Além dos trabalhadores que não têm carteira assinada, autônomos e MEIs, desempregados e contribuintes individuais da Previdência Social também podem se cadastrar para receber o benefício.

É necessário ter mais de 18 anos e renda familiar mensal por pessoa de até meio salário mínimo (R$ 522,50) ou renda familiar mensal total de até três salários mínimos (R$ 3.135,00). Quem teve rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2018 não tem direito ao auxílio.

Os trabalhadores registrados no Cadastro Único (CadÚnico) até 20 de março já estão aptos para receber a ajuda. Os demais irão preencher uma ficha de autodeclaração de renda média familiar (disponível no aplicativo) que será verificada para aprovação do pagamento.

O valor será depositado por três meses, mas o período da ajuda poderá ser prorrogado. Anunciado pelo Governo Federal nesta terça-feira (07.04), o calendário inicial de pagamentos prevê que as parcelas comecem a ser pagas entre os dias 09 e 14 de março. As demais parcelas serão pagas de acordo com o mês de aniversário do beneficiário, no período de 27 de abril a 29 de maio. 

Primeira parcela: até 14 de abril (clientes da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil poderão receber antes, direto na conta);

Segunda parcela: entre 27 e 30 de abril;

Terceira Parcela: entre 26 e 29 de maio.

Foto:  Christiano Antonucci

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Dólar cai quase 1%, e Ibovespa recua após tombo eleitoral

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O mercado financeiro apresentou movimentos de acomodação nesta terça-feira (27), após a forte reação da véspera à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O dólar fechou em queda próxima de 1% e ficou abaixo de R$ 5,35. A bolsa recuou cerca de 0,5%.

A sessão foi marcada pela correção cambial após a disparada da véspera e pela continuidade das perdas na bolsa, em meio às incertezas sobre a política econômica do próximo mandato, como a falta de definição do próximo ministro da Fazenda.

Principais números

  •     Dólar: R$ 5,349 (-1,07%);
  •     Mínima do dólar: R$ 5,316, por volta das 10h45;
  •     Dólar em 2026: queda acumulada de 2,55%;
  •     Ibovespa: 175.710,05 pontos (-0,51%);
  •     Petróleo tipo Brent: US$ 109,41 o barril (-1,20%).

Câmbio

O dólar à vista encerrou o pregão em baixa de 1,07%, a R$ 5,349, após subir mais de 8% na segunda-feira (26), quando a moeda estadunidense registrou sua maior alta diária desde janeiro de 1999.

A divisa recuou ao longo de toda a sessão e chegou à mínima de R$ 5,316 pela manhã. O movimento refletiu um ajuste de posições após a forte valorização anterior, provocada pela reação dos investidores ao resultado eleitoral. Em 2026, o dólar acumula queda de 2,55%.

Na véspera, o dólar havia avançado em meio à revisão de apostas que consideravam a vitória do senador Flávio Bolsonaro e às preocupações com a condução da política fiscal no novo mandato de Lula.

Nesta terça-feira, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, reafirmou que o governo pretende perseguir o centro da meta fiscal e que a proposta será discutida com o Congresso Nacional.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, também afirmou que a instituição poderá atuar no mercado cambial caso identifique disfuncionalidades.

No cenário internacional, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar ante uma cesta de seis moedas, subia cerca de 0,35% no fim da tarde, movimento contrário ao observado no mercado brasileiro.

Ibovespa

O Ibovespa fechou em baixa de 0,51%, aos 175.710,05 pontos, prolongando o movimento negativo após o tombo de quase 14% registrado na segunda-feira (26).

A queda ocorreu mesmo com a recuperação do câmbio, em uma sessão marcada pela continuidade dos ajustes nas carteiras de investimentos e pela cautela diante das perspectivas econômicas para o próximo mandato presidencial.

Entre os fatores que pressionaram a bolsa esteve o recuo de 1,20% do petróleo Brent, referência internacional para a commodity, que encerrou a US$ 109,41 o barril. As ações da Petrobras, com maior peso no Ibovespa, caíram 2%.

Com o novo recuo, o Ibovespa permaneceu nos menores níveis desde agosto, enquanto investidores aguardam definições sobre a equipe econômica e os próximos passos da política fiscal do governo.

* Com informações da Reuters



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