Educação, esporte e lazer
Kalil anuncia durante inauguração de complexo esportivo, ampliação de CMI e novo mini estádio no bairro da Manga
O prefeito reafirmou compromisso feitos em 2020
Política
Garantir o acesso da população a políticas públicas como saúde, educação, segurança, social e obras estruturantes norteiam as ações da Administração Municipal de Várzea Grande, sob o comando do prefeito Kalil Baracat, mas não deixam de lado o lazer, o entretenimento e a prática esportiva, que reforçam a qualidade de vida de todos.
Assim a Prefeitura de Várzea Grande entregou o Complexo Esportivo João Gonçalo da Costa, no Bairro Manga. O Complexo está lado do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) senador Jonas Pinheiro, que segundo o prefeito Kalil Baracat também será reformado e ampliado para atender mais crianças diante da demanda existente.
O prefeito acompanhado pelo vice, José Hazama e pelo secretário Silvio Fidélis, adiantou ainda o planejamento para uma eventual desapropriação de área para a construção de um Miniestádio.
“A comunidade do bairro Manga e adjacências está em festa e tem bons motivos para comemorar. Duas grandes demandas dos moradores foram resolvidas pela nossa gestão, a questão do abastecimento de água, já que a Manga faz parte da região do Grande Cristo Rei abastecido pela ETA Grande Cristo Rei e a construção do Complexo Esportivo para a prática esportiva, eventos culturais e lazer.
A entrega do Complexo Esportivo João Gonçalo da Costa, incluiu ampliação, revitaliza e novos aparelhos públicos, totalizando R$ 874 mil. O novo espaço contempla quadra poliesportiva coberta com alambrados, banheiros e vestiário masculino e feminino, palco para apresentações culturais, playground e academia ao ar livre.
Para o prefeito Kalil Baracat a entrega da obra representa mais um compromisso assumido e cumprido com a população que o elegeu. “Hoje é motivo de alegria por inaugurarmos esse espaço maravilhoso para a comunidade da Manga. Uma demanda antiga de esporte, cultura e lazer. Mas quero ressaltar que cumpri também com os moradores não só daqui deste bairro, mas de todo Cristo Rei: resolvemos o abastecimento de água dessa região, e, vamos continuar fazendo esse trabalho por toda a cidade, para todos os bairros”, declarou o gestor.
Kalil Baracat também anunciou a ampliação do Centro Municipal de Educação Infantil, que fica ao lado do Complexo Esportivo, a construção de um miniestádio também no bairro da Manga.
Ele frisou ainda que já está em andamento em parceria com o Governo do Estado de Mato Grosso, o processo licitatório para construção de um Mercado Municipal para Várzea Grande que assegure espaço digno para as pessoas trabalharem e comercializarem gêneros alimentícios e para os consumidores serem atendidos dentro de regras sanitárias e com resolutividade.
“Quero anunciar aqui que esta semana autorizamos a construção de um Mercado Municipal para Várzea Grande e hoje anúncio que vamos ampliar a CMEI oferecendo mais vagas e vamos desapropriar o terreno atrás dessa área do Complexo Esportivo para realizar um sonho antigo da comunidade e um amigo meu: a construção de um miniestádio aqui no bairro da Manga”, declarou
Kalil Baracat enfatizou: “Vamos cumprir todos os compromissos assumidos no pleito eleitoral. Estamos trabalhando muito, podem acreditar na nossa administração. Vamos entregar a prefeitura em 2024 como nos comprometemos, dando continuidade ao trabalho da antiga gestora e fazendo os investimentos necessários. Queremos educação de qualidade, lazer para nossas crianças”, afirmou.
O vice-prefeito José Hazama, morador do bairro Cristo Rei, lembrou que “com 15 anos de idade estudei no Senai com o homenageado, saudoso amigo Joãozinho, e, depois da aula, no final da tarde, jogávamos futebol aqui. E hoje, estou inaugurando esse espaço em homenagem ao meu amigo. É muito gratificante estar na vida pública e poder trazer esses benefícios às sociedades. Lembro também que o bairro da Manga já foi muito criticado pela violência e hoje trazendo melhorias e projetos sociais mudamos esse quadro e transformamos em um lugar melhorar para se morar”.
O Secretário de Governo de Várzea Grande, Gonçalo de Figueiredo, pontuou seu amor pelo bairro da Manga. “Nesse bairro temos uma história, tudo o que temos e somos começou e continua sendo aqui nesse bairro. Agradeço de coração ao professor Silvio Fidélis, ao vice-prefeito José Hazama, ao presidente do bairro Wilson da Manga, aos vereadores Joaquim e Carlinhos, este que é meu irmão, e que lutam para uma melhorar a qualidade de vida do nosso povo. Agradeço também ao senhor, prefeito Kalil Baracat, que concretizou essa obra e por ter olhado com carinho. Duas coisas que eu pedi para o senhor resolver aqui na Manga foram o abastecimento de água e essa área de lazer e esporte para as famílias usufruírem, e o senhor resolveu. Muito Obrigado em nome de todos os moradores”, declarou o secretário.
A indicação da obra e revitalização do espaço foi do Vereador Carlos Figueiredo, já a homenagem foi indicada pelo vereador Joaquim Antunes. Lembrou o secretário de Educação, Esportes e Lazer, Silvio Fidelis. “A Prefeitura fez investimentos de mais de R$ 800 mil envolvendo a prática de esporte e lazer. E, agora nós teremos futuramente um miniestádio e a ampliação da CMEI. É todo um trabalho da Educação, da Cultura, do Esporte e do Lazer voltado para a sociedade várzea-grandense, em especial para a população do bairro da Manga em parceria com o Legislativo municipal”.
A POPULAÇÃO – Emerson de Souza, morador do bairro da Manga na rua Gonçalo Botelho de Campos, desde 1986, confirmou que o problema de abastecimento de água no bairro foi resolvido e completou “o nosso bairro era carente de lazer então esse agora é um espaço de lazer para todos. A praça também traz a prática esportiva, anseio atendido pela Prefeitura de Várzea Grande, uma quadra de esportes necessária, um parque para crianças e jovens exercerem a prática esportiva”
Vilmar Lima de Sá, morador do bairro da manga há 28 anos, pontuou que o bairro mudou para melhor. “Não temos mais problema da falta de água, muitas ruas foram asfaltadas e agora esse espaço esportivo. Para a comunidade melhorou muito pois todos vão usar”.
Vilson Soares da Silva, presidente do bairro da Manga, também é instrutor de grupo de capoeira com projeto social voltado a crianças. “Espaço muito importante, que já estamos lutando há muito tempo, nunca teve uma reforma. A comunidade aqui gosta de esporte, capoeira, estava faltando esse espaço para a comunidade e ganhamos também o playground a academia ao ar livre, a quadra e o espaço para manifestações culturais. Também estou muito feliz por esse anúncio que o prefeito fez do miniestádio. Só temos a agradecer”.
Maria Eugênia da Silva, esposa do homenageado João Gonçalo da Costa, afirmou que toda a comunidade ganhou com a inauguração. “Meu marido trabalhava na área esportiva, com crianças e jovens quando aqui ainda não tinha campo nenhum, quadra nenhuma. Foi sempre um marido dedicado e amoroso, e profissional exemplar, mereceu essa homenagem”, disse.
Ao final do evento o prefeito Kalil Baracat agradeceu à apresentação e capoeira e do coral da escola municipal “Salvelina Ferreira da Silva” e pediu zelo pelo espaço público entregue. “Agradeço também o coral que estive aqui e fizeram uma homenagem no meu aniversário que foi emocionante. Sou apaixonado pelo coral da Escola Salvelina. Peço também que a população usufrua desse novo espaço, zele por esse patrimônio público. A gente constrói, mas precisamos que todos façam bom uso e ajudem a cuidar”, concluiu.
Política
Mulheres com implante contraceptivo banido pedem política de assistência
A criação de uma política nacional para identificar, acompanhar e prestar assistência às mulheres que receberam o contraceptivo permanente Essure foi debatida nesta sexta-feira (21) pela Comissão de Direitos Humanos (CDH). O dispositivo, implantado em mais de 10 mil mulheres no Brasil, deixou de ser comercializado após relatos de eventos adversos graves. Durante a audiência pública, proposta pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF), participantes defenderam a criação de protocolos de atendimento, o rastreamento das pacientes e medidas de reparação para aquelas que sofreram danos.
O Essure era um método contraceptivo permanente implantado nas trompas por meio de histeroscopia, procedimento realizado pelo colo do útero, sem necessidade de cortes. O dispositivo, semelhante a uma pequena mola e composto por materiais como níquel, titânio, aço inoxidável e fibras de PET, provocava uma reação inflamatória destinada a estimular o crescimento de tecido e, com isso, bloquear as trompas.
Proibição
No Brasil, o produto esteve disponível entre 2009 e 2017, quando teve a comercialização suspensa temporariamente. Em 2019, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu o Essure, classificando-o na categoria de risco máximo. Segundo informações da Bayer, empresa responsável pela comercialização do produto, 10.402 mulheres receberam o implante no Brasil.
Embora o método não tenha sido incorporado nacionalmente ao Sistema Único de Saúde (SUS), houve aquisições feitas diretamente por estados e municípios. Segundo o Ministério da Saúde, o Essure foi utilizado em São Paulo, Rio de Janeiro, Pará, Tocantins, Paraná, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Santa Catarina e no Distrito Federal.
Durante a audiência, participantes lembraram que o Essure foi apresentado inicialmente como uma alternativa à esterilização cirúrgica por dispensar cortes e permitir rápido retorno às atividades cotidianas. Com o passar dos anos, porém, pacientes em diferentes países passaram a relatar problemas como dor pélvica crônica, alterações menstruais, perfuração uterina ou das trompas, migração ou fragmentação do dispositivo e reações de hipersensibilidade. Em determinados casos, a retirada exigiu novas intervenções ginecológicas, inclusive histerectomia, cirurgia para retirada do útero.
Reparação
Damares Alves classificou o caso como uma das mais graves violências cometidas contra mulheres e afirmou que a segurança de um dispositivo médico não pode ser avaliada apenas no momento de sua autorização para uso.
Para a senadora, além de mecanismos que garantam a rastreabilidade dos implantes, é necessário assegurar acesso ao histórico do produto, continuidade do atendimento e fluxos assistenciais para as mulheres que necessitem de cuidados especializados ou de eventual retirada do dispositivo.
Damares também defendeu a discussão sobre formas de reparação para as pacientes que tiveram prejuízos decorrentes das complicações.
— Precisamos também falar em reparação para aquelas que perderam o trabalho por causa da dor, por causa do sofrimento.
A senadora defendeu o aperfeiçoamento das medidas de proteção às pacientes que utilizam dispositivos médicos implantáveis. Segundo ela, o caso deve servir para identificar lacunas normativas e assistenciais e fortalecer a tecnovigilância, a segurança do paciente, o acesso à informação e a garantia dos direitos das mulheres tanto no SUS quanto na saúde suplementar.
Dores e danos
Presidente da Associação de Mulheres Vítimas do Essure no Brasil, Kelli Patrícia da Luz relatou ter recebido o implante em 2012 e enfrentado dores e reações após o procedimento.
Segundo ela, cerca de 2 mil mulheres receberam o Essure no Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB). Kelli afirmou que, posteriormente, procedimentos realizados para retirada das trompas teriam provocado, em algumas pacientes, a fragmentação do dispositivo e a dispersão de seus componentes.
Ela cobrou o reconhecimento do problema e a criação de uma política específica para atendimento às mulheres.
— Nós queremos o reconhecimento do caso como um problema de saúde pública, a reparação pelos danos que sofremos, a produção de estudos e de dados sobre o problema, a oferta do serviço público de cuidado e assistência integral às vítimas.
Para Kelli da Luz, a falta de rastreamento das mulheres afetadas e a ausência de um protocolo nacional e de fluxos padronizados de atendimento aumentou a vulnerabilidade das pacientes.
— No Brasil não houve uma convocação ampla e sistemática das mulheres implantadas para a reavaliação médica.
Dezenas de mulheres que receberam o Essure acompanharam a audiência. Elas também pediram a aprovação do PL 2.978/2021, que tramita na Câmara dos Deputados e estabelece medidas de atendimento às mulheres submetidas ao implante do contraceptivo.
Riscos
Representante do Conselho Federal de Medicina (CFM), o ginecologista Raphael Câmara Medeiros Parente advertiu que a retirada do Essure não é um procedimento simples. Segundo ele, a reação provocada pelo dispositivo pode causar um intenso processo inflamatório na região pélvica.
— Então tirar ou não, não faz a menor diferença. A verdade é essa, porque o efeito dele já está realizado — lamentou.
Para Raphael Parente, o problema não se restringiu à falta de acompanhamento das pacientes após a implantação. Ele criticou também a resposta aos sinais de problemas registrados em outros países ainda durante o período em que o contraceptivo era utilizado.
O médico afirmou que o episódio deve servir de alerta para o acompanhamento permanente de outros dispositivos contraceptivos disponíveis atualmente, citando o implante hormonal colocado sob a pele do braço, como o Implanon.
— A gente tem o caso do Essure, então vamos ficar atentos a tudo para que daqui a dez anos a gente não esteja também fazendo audiência pública sobre outras questões — disse.
O médico e representante da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), Mariano Tamura Vieira Gomes, também ressaltou a complexidade da retirada. Segundo ele, tentar remover o dispositivo por histeroscopia pode trazer riscos de lesões, sangramento e outras complicações.
Nos casos em que há indicação médica de retirada, explicou, o procedimento pode ser realizado por via abdominal, por laparoscopia ou cirurgia aberta, podendo envolver a retirada das trompas e de parte da parede uterina.
— É um procedimento complexo, não dá para entrar por uma histeroscopia novamente e simplesmente retirá-lo. Nós não o alcançamos, não há um dispositivo feito para isso e o processo inflamatório já está todo instalado ali. Ele já está fibrosado — explicou.
Tamura defendeu a criação de mecanismos para localizar e acompanhar as mulheres que receberam o dispositivo.
— Nós deveríamos ter um painel de 10.400 pacientes para saber o que aconteceu com elas depois de dez anos. Um acompanhamento máximo para saber, de maneira concreta, além do cuidado individualizado com cada vítima, o que aconteceu e como é o acesso a essas pacientes.
Responsabilidade da Bayer
Representante da Anvisa, Daniel Roberto Coradi de Freitas explicou que o registro do Essure foi concedido com base nas evidências científicas disponíveis à época. Segundo ele, estudos envolvendo cerca de 4 mil pacientes indicavam segurança do contraceptivo, que já havia recebido autorização nos Estados Unidos e na União Europeia.
A revisão da segurança ocorreu posteriormente, diante de novos estudos e alertas internacionais, especialmente dos Estados Unidos e da Austrália. Segundo Daniel Coradi, a Anvisa recebeu 323 notificações de eventos adversos relacionados ao implante do Essure.
Ele ressaltou que o cancelamento do registro não encerra as responsabilidades da empresa responsável pelo dispositivo.
— A Anvisa, responsável por coordenar a tecnovigilância, orienta as empresas sobre como isso deve ser feito. A empresa tem a responsabilidade legal. O cancelamento do registro não encerra as responsabilidades da empresa.
De acordo com o representante da Anvisa, a Bayer informou à agência que continua monitorando o comportamento do produto na fase de pós-comercialização e que os riscos conhecidos estão contemplados nas instruções de uso e nos documentos de gerenciamento de risco.
SUS
Representante do Ministério da Saúde, Thatiane Cristhina de Oliveira Torres explicou que o Essure nunca foi incorporado nacionalmente ao SUS. Como as aquisições foram feitas de maneira descentralizada por estados e municípios, a pasta não dispõe de dados oficiais consolidados sobre o número de implantes realizados nem sobre todas as pacientes que apresentaram complicações.
Segundo ela, o episódio reforçou a necessidade de busca ativa, tecnovigilância e acompanhamento contínuo das mulheres que utilizam métodos contraceptivos.
— O caso do Essure evidencia a importância de a gente estar acompanhando os casos, a tecnovigilância, a vigilância contínua e o cuidado ao longo do tempo com essas mulheres. Informar com clareza, vigiar com rigor e cuidar com integralidade. .
Thatiane Torres informou que o ministério não recomenda a retirada indiscriminada do dispositivo. A indicação deve ser avaliada individualmente, de maneira integrada e de acordo com as condições de cada paciente.
Atualmente, não existem “Centros de Referência Essure” no SUS nem um código específico para a retirada do implante no Sistema de Gerenciamento da Tabela de Procedimentos, Medicamentos e OPM do SUS (Sigtap). Segundo os participantes, essa ausência dificulta a identificação e a quantificação dos procedimentos realizados no país.
O Ministério da Saúde informou que a assistência pode ocorrer na rede pública de saúde e que relatos também podem ser encaminhados pelos canais eletrônicos da Anvisa e pela Ouvidoria do SUS.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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