Mato Grosso

Presidente do TSE suspende eleição para senador em MT por causa do coronavírus

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber, determinou nesta terça-feira (17) a suspensão da eleição suplementar ao Senado prevista para ser realizada em 26 de abril. A decisão é em decorrência da pandemia do coronovírus que atingiu todo o país.

Em sua decisão, a ministra Rosa Weber cita que em 12 de março editou Resolução estabelecendo medidas de prevenção no âmbito dos órgãos eleitorais, considerando a classificação de pandemia.

De acordo com a decisão, o presidente do Tribunal Regional de Mato Grosso (TRE/MT), Gilberto Giraldelli, manifestou a Corte Suprema para reanálise do pedido de suspensão do pleito eleitoral, realizado pelo governador Mauro Mendes (DEM), em virtude da capacidade do coronavírus infectar grande parte da população de forma simultânea, mesmo em locais que não tenham sido identificados como de transmissão interna (caso de Mato Grosso), e recente classificação da pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Ao determinar a suspensão do pleito, a Ministra afirmou que uma nova data para eleição será agendada o mais rápido possível, como também não descartou a possibilidade que pleito ocorra simultaneamente com às eleições municipais previstos para o dia 04 de outubro.

“Assim, determino a suspensão da realização da eleição para o cargo de Senador e respectivos suplentes no Estado de Mato Grosso, até nova deliberação sobre a matéria, quando será designada nova data, com a maior brevidade possível atendidas as necessidades inerentes à preparação daquele eleição, sem descartar a possibilidade de ser realizada simultaneamente às eleições municipais”, diz trecho da decisão.

 

Foto: TCE

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Mato Grosso

Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

Publicados

em


Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA