Economia
Caixa disponibiliza R$ 5,2 bilhões para pré-custeio da safra 2020/2021.
Economia
Da Redação
A Caixa disponibilizou para o ano safra 2020/2021 um total de R$ 5,2 bilhões para o pré-custeio de despesas do ciclo de produção de soja, milho, algodão, arroz, feijão, mandioca e café, podendo contemplar, ainda, culturas específicas das regiões do País.
“A Caixa está disponibilizando R$ 5 bilhões para os produtores rurais, um valor cinco vezes maior que o contratado no mesmo período do ano passado. Essa estratégia de expansão da atuação do banco no setor do agronegócio mostra, mais uma vez, que é possível reduzir as taxas de juros em benefício da população, contribuindo para o desenvolvimento econômico do País”, ressaltou o presidente da Caixa, Pedro Guimarães.
Os produtores enquadrados no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (PRONAMP) poderão contar com taxas a partir de 3,9% a.a., 35% menor se comparada com a taxa máxima estabelecida no Plano Agrícola e Pecuário do Governo Federal (PAP). Demais produtores pessoas físicas e jurídicas poderão contar com taxas 39% menores, partindo de 4,9% ao ano. Já as agroindústrias e cooperativas terão disponíveis taxas a partir de 3,9% ao ano, representando uma redução de 51% em relação à taxa máxima estabelecida no PAP.
Além das operações de custeio, a Caixa também disponibiliza taxas reduzidas para contratações de operações de investimento, comercialização e industrialização, que são variáveis de acordo com a atividade financiada, o prazo da operação, porte do cliente e seu nível de relacionamento com a Caixa.
As condições são válidas até o encerramento do ano safra vigente, que ocorre no mês de junho de 2020, em todas as mais de 1.700 agências habilitadas a atuar com o crédito rural em todo o País.
Foto: Ilustrativa
Economia
Durigan defende que Brasil deve ampliar comércio exterior
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta segunda-feira (17) a estratégia de abertura do comércio de produtos brasileiros para outros países. 

Segundo ele, outros governos e investidores olham para o Brasil com confiança. “Em um mundo de incertezas, temos de construir o Brasil como um porto seguro, temos de projetar segurança e previsibilidade”, disse ao participar de evento na capital paulista.
Para Durigan, essa abertura deve ser baseada em negociações e não de dependência de um parceiro exclusivo, na Ásia ou na América do Norte, por exemplo.
“[O Brasil] vai fazer o debate sabendo de suas fraquezas e fortalezas”, apontou.
A fala do ministro ocorre no momento de tensão entre Brasil e Estados Unidos. Na semana passada, o governo federal anunciou a abertura formal do processo para avaliar se a imposição unilateral de tarifas por parte dos Estados Unidos (EUA) contra exportações brasileiras será respondida com base na Lei da Reciprocidade Econômica.
Aprovada no ano passado, justamente em reação ao primeiro tarifaço do governo de Donald Trump, a Lei nº 15.122 estabelece critérios para suspensão de concessões comerciais em resposta a ações, políticas ou práticas unilaterais de outro país que impacte negativamente a competitividade econômica do Brasil.
Medidas fiscais
Durigan também argumentou sobre a adoção de medidas, como bloqueio de orçamento e limite de gastos obrigatórios, para que o país mantenha a estabilidade fiscal.
“Precisamos manter uma trajetória fiscal, sem desestabilizar”, disse.
Sobre a reforma tributária, o ministro reconhece que pode amedrontar, por impor muitas mudanças. Porém, Durigan acredita que 2027 será um importante ano para a transição, e que, ao final, resultará em um sistema melhor, a médio e longo prazo, para o país.
A questão dos juros também foi abordada. Durigan afirmou que não há condições de discutir crédito no país sem “juros civilizados”, por, conforme o ministro, serem a “milha final” dos ajustes de médio prazo necessários para o desenvolvimento do país.
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