Mato Grosso
CPI do paletó: homem que instalou a câmera do flagrante, garante inocência de Emanuel
Mato Grosso
Da Redação
Desde quando as imagens do prefeito Emanuel Pinheiro colocando dinheiro no paletó, tomaram conta dos veículos de comunicação, que o então chefe do poder executivo municipal, nega sua participação no suposto esquema de propina, tal afirmativa é defendida por Valdecir Cardoso de Almeida, o homem que instalou a câmera, que flagrou os deputados recebendo dinheiro.
Valdecir de Almeida era “braço direito” de Sílvio Correa, o ex-chefe de gabinete do ex-governador Silval Barbosa, após a vinculação das imagens, onde aparece o prefeito de Cuiabá, colocando dinheiro no paletó, ele (Valdecir) teria protocolado em cartório, uma delação, explicando que o dinheiro do pagamento passado para o prefeito Emanuel Pinheiro, não era propina, mas sim, pagamento de pesquisas eleitorais, realizadas pelo irmão do prefeito, Marco Polo Pinheiro.
As imagens dos então deputados na época, pegando dinheiro de um suposto esquema de propina, denominado de “mensalinho”, fazem parte do conjunto de supostas provas, entregues no acordo de delação premiado do ex-chefe de gabinete do governador Silvar Barbosa, Sílvio Correa.
O suposto esquema do “mensalinho” teria sido gravado pela câmera instalada por Valdecir, hoje ele garante que o dinheiro recebido pelo prefeito Emanuel Pinheiro, não é fruto de pagamento de propina, mas sim de serviço prestado pelo irmão dele.
A Câmara Municipal de Cuiabá, está com uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), para investigar o suposto envolvimento do prefeito Emanuel Pinheiro no esquema do “mensalinho”, já que além das delações dos envolvidos, Emanuel também aparece nas filmagens.
A CPI que é composta pelos vereadores, Sargento Joelson (PSC), Toninho de Souza (PSD) e como presidente Marcelo Bussiki (PSB), eles estarão realizando nos próximos dias, as oitivas com os envolvidos, quando terão oportunidade de responder os questionamentos dos parlamentares, esclarecendo detalhes, como o envolvimento ou não do prefeito Emanuel Pinheiro.
Foto Divulgação.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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