"Investimentos"
Governo de MT entrega óculos de leitura e reconhecimento de rostos a mais de 100 alunos e profissionais cegos
O dispositivo OrCam MyEye 2.0 é um equipamento tecnológico, acoplado aos óculos, considerado o mais avançado do mundo
Política
O Governo de Mato Grosso investiu R$ 2,5 milhões e entregou, nesta quarta-feira (06.04), 150 dispositivos de leitura para estudantes e profissionais cegos da rede estadual de ensino. O aparelho vai auxiliar na leitura, no reconhecimento de rostos, produtos e cores.
O dispositivo OrCam MyEye 2.0 é um equipamento tecnológico, acoplado aos óculos, considerado o mais avançado do mundo para prover assistência e reabilitação de pessoas com deficiência visual, melhorando sua qualidade de vida e promovendo inclusão social.
“O governo de Mato grosso cria políticas públicas e traz tecnologias assistivas para inclusão em espaços públicos. Esse investimento é uma mostra de que temos uma visão genuína das necessidades que essas pessoas precisam”, disse o governador.
Para o secretário de Educação, Alan Porto, a inclusão social de crianças e adolescentes, por meio de programas e serviços especializados, auxiliam no aprendizado, proporcionando acesso ao conhecimento do indivíduo que necessita muitas vezes desse benefício. “Nem sempre há uma estrutura viável ou aprovação para a tradução de todos os livros de uma escola para o sistema de escrita tátil utilizado por pessoas cegas ou com baixa visão, mais conhecido como braile”.
Ele observa que o OrCam MyEye 2.0 é o maior avanço nesse sentido. “É a chave para leituras e assim, crianças e adolescentes terão acesso a qualquer livro em diversas línguas instantaneamente. Isso porque, o dispositivo lê para a pessoa através da reprodução do texto por áudio em português, inglês e espanhol”.
O diretor da Mais Autonomia, representante da OrCam no Brasil, Doron Sadka, destacou que Mato Grosso é o terceiro estado a adquirir a tecnologia com foco na educação. “Essa entrega do OrCam MyEye ao Governo de Mato Grosso e à Seduc, revela que temos gestores preocupados com o social e com o bem-estar das pessoas. A qualidade que se ganha no processo ensino-aprendizagem é imensurável”, concluiu.
Nos próximos dias a Seduc irá encaminhar os dispositivos às Diretorias Regionais de Ensino (DREs), para que façam a distribuição e o treinamento para 62 estudantes e 42 profissionais da educação. “Já temos uma lista com os nomes desse público e vamos agilizar a entrega o mais breve possível”, comentou Lucia Santos, superintendente de Diversidades Educacionais da Seduc.
O Governo já planeja estender o benefício também para alunos cegos da rede municipal de ensino. Na ocasião, o governador Mauro Mendes solicitou à Seduc que faça um estudo para se conhecer a realidade no âmbito municipal. “Se conseguimos trazer essa tecnologia para nossos profissionais da Educação e seus alunos com deficiência visual, é justo estendermos esse benefício aos municípios”, argumentou Mauro Mendes.
OrCam MyEye 2.0
O aparelho tem câmera intuitiva acoplada à armação dos óculos do usuário que fotografa, escaneia e transforma textos de qualquer superfície em áudio instantaneamente, além de reconhecer rostos e produtos.
O dispositivo possui controle de velocidade, possibilitando a leitura de 100 a 250 palavras por minuto; permite escolher entre voz masculina e feminina; e tem comandos para pausar, adiantar ou retroceder a leitura. Tudo isso offline.
É a única tecnologia que reconhece até 200 produtos previamente cadastrados. Após o reconhecimento, retransmite a informação discretamente no ouvido do usuário. Sua bateria integrada tem duração contínua de 2 horas e necessita de apenas 20 minutos para o carregamento.
A OrCam é uma startup israelense, com sucesso reconhecido mundialmente, que vem desenvolvendo tecnologias para garantir visão artificial e melhor qualidade de vida às pessoas que sofrem de deficiência visual.
Política
Quem fiscaliza as eleições no Brasil
A fiscalização do processo eleitoral envolve diferentes órgãos e entidades, responsáveis por acompanhar etapas que vão da preparação dos sistemas e das urnas eletrônicas à votação, à apuração e à totalização dos resultados. A Justiça Eleitoral coordena e administra as eleições, mas partidos, Ministério Público, instituições públicas e entidades credenciadas também participam do acompanhamento e da auditoria do processo.
A Justiça Eleitoral é responsável por organizar e administrar as eleições. É formada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pelos tribunais regionais eleitorais (TREs), pelos juízes eleitorais e pelas juntas eleitorais. O TSE estabelece normas para as eleições, enquanto TREs, juízes e juntas exercem competências específicas nos estados e municípios.
A Justiça Eleitoral é responsável por organizar e administrar as eleições. É formada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pelos tribunais regionais eleitorais (TREs), pelos juízes eleitorais e pelas juntas eleitorais. O TSE é o órgão máximo da Justiça Eleitoral e estabelece as normas das eleições, enquanto TREs, juízes e juntas exercem competências específicas nos estados e municípios.
O Ministério Público Eleitoral (MPE) também participa da fiscalização. Cabe à instituição atuar para assegurar o cumprimento da legislação eleitoral nas situações previstas em lei, desde o alistamento de eleitores até as etapas posteriores à votação. O MPE pode atuar, por exemplo, em questões relacionadas ao registro de candidaturas, ao abuso de poder econômico ou político e a crimes eleitorais, como a compra de votos.
Fiscalização vai além da Justiça Eleitoral
Partidos políticos, federações e coligações podem acompanhar a votação e a apuração dos resultados. Entidades privadas brasileiras sem fins lucrativos também podem participar da fiscalização e da auditoria dos sistemas eleitorais, desde que tenham atuação reconhecida na fiscalização e na transparência da gestão pública e sejam credenciadas pelo TSE, conforme as regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral. Também podem participar departamentos de tecnologia da informação de universidades credenciadas pelo Tribunal.
As entidades autorizadas podem desenvolver programas próprios para verificar a integridade e a autenticidade dos sistemas eleitorais. Para isso, devem cumprir os requisitos técnicos e os procedimentos definidos pelo TSE. A Resolução do TSE 23.673/2021, atualizada por normas posteriores, apresenta a lista de entidades autorizadas a participar da fiscalização. Entre as entidades e instituições autorizadas estão:
- Ordem dos Advogados do Brasil (OAB);
- Ministério Público;
- Defensoria Pública;
- Congresso Nacional;
- Controladoria-Geral da União (CGU);
- Polícia Federal;
- Sociedade Brasileira de Computação (SBC);
- Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea);
- Conselho Nacional de Justiça (CNJ);
- Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP);
- Tribunal de Contas da União (TCU);
- Confederação Nacional da Indústria (CNI);
- demais integrantes do Sistema Indústria e entidades corporativas do Sistema S.
As entidades fiscalizadoras podem acompanhar as etapas previstas na regulamentação e pedir esclarecimentos à Justiça Eleitoral. A participação ocorre de acordo com as atribuições de cada instituição e com as regras estabelecidas pelo TSE.
A fiscalização inclui testes e verificações dos sistemas e das urnas eletrônicas, além do acompanhamento de procedimentos que vão do desenvolvimento e da preparação dos sistemas à votação, à apuração e à totalização, conforme as regras do TSE.
Eleitor também pode denunciar irregularidades
O eleitor também pode denunciar irregularidades durante as eleições por meio de canais oficiais. Um deles é o aplicativo Pardal, ferramenta do TSE destinada ao recebimento de denúncias sobre compra de votos, uso indevido da máquina pública, crimes eleitorais e propaganda irregular.
Para as eleições de 2026, o aplicativo está disponível gratuitamente nas lojas oficiais de aplicativos para dispositivos móveis. Para registrar uma denúncia, é necessário se identificar pelo e-Título ou pela conta Gov.br e apresentar informações que ajudem a apurar a possível irregularidade. Fotos, vídeos e áudios também podem ser enviados. Veja aqui as orientações do TSE sobre o Pardal.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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