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Botelho intervém e governo marca reunião com prefeitos para tratar sobre saúde nesta terça

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Contrários à proposta do governo, prefeitos estiveram na Assembleia Legislativa para impedir que recursos do Fethab dos municípios sejam direcionados para a setor.

Da Redação
Mais uma rodada de discussões para salvar a saúde pública em Mato Grosso foi realizada nesta segunda-feira (29), na Assembleia Legislativa. Liderados pelo presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Neurilan Fraga, 63 prefeitos foram recebidos pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (PSB) e demais deputados, em reunião ampliada realizada no auditório Milton Figueiredo, da ALMT. Os prefeitos não aceitaram a proposta do governo de direcionar os recursos do Fundo Estadual de Transportes e Habitação (Fethab) dos municípios para a saúde.
 
Dessa forma, ficou agendada nova reunião, dessa vez com o governo do Estado, no Palácio Paiaguás, nessa terça-feira, às 10 horas, para continuar as discussões. Botelho disse que nova proposta será encaminhada para que não prejudique os municípios. “Vamos continuar trabalhando essas propostas até achar uma solução para a saúde”, garantiu. Uma delas, segundo o presidente, é destinar parte dos recursos da Assembleia Legislativa e demais poderes; outra parte oriunda do Fethab de commodities e do governo.
 
Botelho destacou que mesmo tendo compromissos, os poderes constituídos serão parceiros do governo nessa questão. “Os poderes estão dispostos a ajudar. Agora, não podem ceder muita coisa porque já têm compromissos, é o caso do Tribunal de Justiça que fez o lançamento de algumas comarcas e obras, mas mesmo assim vai participar”. 
 
O presidente ainda destacou que é inconcebível que os municípios sejam penalizados, pois já são administrados com dificuldades diante da escassez de recursos. Para ele, é melhor atrasar o cronograma de obras para investir na saúde.
 
Na oportunidade, o secretário Chefe da Casa Civil, José Adolpho de Lima Avelino Vieira, reafirmou o interesse do governo em manter o diálogo e reforçou o convite aos prefeitos para a próxima reunião.
 
Neurilan repudiou a proposta que retira recursos do Fethab dos municípios e lembrou que o cidadão bate à porta dos prefeitos para buscar ajuda e que o governo não convence com o discurso de que houve queda na arrecadação. “Não houve queda significativa. Portanto, não justifica falar que não tem dinheiro para a saúde”, contestou.
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MPMT capacita servidores sobre planejamento de contratações e uso de IA

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O Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) promoveu, nos dias 24 e 25 de setembro, uma capacitação voltada aos servidores da área-meio sobre planejamento de contratações públicas e o uso de novas tecnologias no desenvolvimento dos documentos exigidos pela legislação. Com o tema “O planejamento da contratação com base na Lei 14.133/2021 – construindo ETPs e TR com uso do ChatGPT e outras tecnologias para servidores do MPMT”, o curso foi ministrado pelo professor Sandro Bernardes, auditor do Tribunal de Contas da União (TCU).Ao longo dos dois dias, os participantes tiveram contato com aspectos relacionados ao planejamento das contratações, especialmente à elaboração de documentos como o Estudo Técnico Preliminar (ETP) e o Termo de Referência (TR), além de conhecerem possibilidades de aplicação da inteligência artificial e de outras ferramentas tecnológicas na rotina de trabalho.Para o assessor especial da Subprocuradoria-Geral de Justiça Administrativa, José Fabrício Silva, a capacitação ocorre em um momento importante de adaptação às exigências trazidas pela nova legislação de contratações públicas.“Esse tipo de capacitação é fundamental por dois aspectos essenciais. O primeiro é que as equipes que constroem essas demandas de contratação ainda precisam de formação sobre a estrutura dos documentos e tudo o que precisa ser preparado para que uma contratação seja realizada”, explicou.José Fabrício também destacou a utilização da inteligência artificial como uma ferramenta capaz de auxiliar os servidores diante do volume e da complexidade dos documentos produzidos no processo de contratação. “São documentos, às vezes, de muitas páginas, de uma estrutura que a lei exige que seja feita. A capacitação realmente veio para ajudar no dia a dia”, afirmou.Na avaliação do servidor, a incorporação de novas tecnologias à administração pública tende a fazer parte cada vez mais da rotina. “Quanto mais capacitadas as pessoas para darem conta de acompanhar esse avanço, que não é só no setor público, mas também no setor privado, melhores serão os resultados para a administração e, consequentemente, para a população”, ressaltou.A servidora Débora Luz, que atua na Coordenadoria de Engenharia e acompanha atividades relacionadas ao departamento, também destacou a importância da formação continuada. Entre suas atribuições estão o assessoramento na elaboração de documentos relacionados às contratações de engenharia, com atenção à legislação e às normas aplicáveis.Para ela, cursos dessa natureza são fundamentais para o aprimoramento dos processos de contratação do Ministério Público. “Não só importante, como essencial, fundamental. Uma condição sem a qual não é possível nós evoluirmos nossas contratações e licitações aqui no Ministério Público”, afirmou.Débora defendeu ainda que a capacitação seja realizada de forma permanente, permitindo o aprofundamento dos conhecimentos e a aplicação prática dos conteúdos. “A cada etapa, a cada curso, você permite se aprofundar mais na matéria e aplicar na sua prática. Então, sem uma reincidência, um retorno disso, eventualmente até com alguns mesmos professores ou mesmas temáticas, a gente não consegue andar evoluindo os resultados”, explicou.Para a servidora, a participação de especialistas com experiência na administração pública federal também contribui para aproximar o conteúdo apresentado da realidade enfrentada pelas equipes do MPMT.O professor Sandro Bernardes ressaltou que a atualização dos servidores é essencial diante das transformações pelas quais passa a administração pública. Segundo ele, o curso integra um processo de desenvolvimento de capacidades e habilidades necessárias aos profissionais que atuam em todas as etapas da contratação pública, desde o planejamento até a entrega do objeto à sociedade. “Não existe retrocesso” no uso da inteligência artificial, afirmou o professor, ao destacar que essas ferramentas tendem a ser incorporadas cada vez mais ao cotidiano profissional.O instrutor também chamou atenção para o papel da tecnologia como instrumento de apoio ao trabalho dos servidores, e não como substituta da atuação humana. Para ele, ferramentas de inteligência artificial podem potencializar o trabalho, proporcionando maior celeridade e novas possibilidades de pesquisa e análise, mas a supervisão humana permanece indispensável. “O que as plataformas, os chats e as IAs que temos à disposição vão fazer por nós é potencializar o nosso trabalho”, explicou.Sandro Bernardes destacou ainda que a responsabilidade pelas decisões continua sendo humana, especialmente no serviço público, que tem como finalidade atender às necessidades da sociedade. “A supervisão humana ainda é necessária, primeiro pela responsabilidade que a gente tem diante da comunidade civil. A plataforma nunca vai se comportar como ser humano; ela vai emular, vai usar algoritmos, números para tentar traduzir aquilo que considera como interesse público”, afirmou.Segundo o professor, a tecnologia pode ampliar as possibilidades de atuação dos servidores, mas não substitui aspectos próprios da experiência humana, como a capacidade de compreender contextos, interpretar situações e manter proximidade com a sociedade.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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