"Lotação"

Várzea Grande realiza quase 27 mil atendimentos de Síndrome Gripal nos últimos

Gonçalo Barros reafirma a necessidade de manter as medidas de biossegurança como uso de máscara, álcool em gel e distanciamento social.

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Saúde

Estes números demonstram um considerável aumento nos casos e como Várzea Grande atende pelo Sistema Único de Saúde – SUS, sem custos e porta aberta, ou seja, quem procura as unidades recebe atendimento, exames e medicamentos, entre 52% a 59% dos atendimentos realizados, dependendo do dia da semana, são de pacientes de outras cidades, outros Estados e até mesmo de países vizinhos com quem o Brasil faz fronteira.

Desde que houve um crescimento no número de casos, o prefeito Kalil Baracat, determinou o reforço nas equipes médicas, de enfermeiros e técnicos e destinou quatro unidades para atendimento destes casos, as UPAs IPASE e Cristo Rei, as Clínicas da Família do Jardim Glória e do 24 de Dezembro, além do Hospital Pronto Socorro Municipal, sendo este último e as duas UPAs, unidades que funcionam 24 horas por dia.

“Foram 14 dias neste fim de ano, com atendimentos acima da capacidade das unidades de saúde de Várzea Grande, mas, ninguém saiu sem atendimento, sem exames e sem ser medicado, pois essa tem sido a rotina das unidades de saúde da segunda maior cidade de Mato Grosso”, disse o secretário de Saúde, Gonçalo Barros.

Ele frisou ainda que o aumento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave – SRAG, fez com que a área de Saúde Pública de Várzea Grande redobrasse a atenção e o controle para a COVID-19 que também é uma síndrome respiratória e ceifou muitas vidas, e apesar de estar sob controle no Brasil, tem feito mais de 1,5 milhão de casos novos por dia em todo o Mundo.

“Não temos descuidado em nenhum momento desta pandemia, pois não é aceitável que vidas sejam ceifadas ou tratadas como instrumento político”, alertou o secretário Gonçalo Barros, frisando que o prefeito Kalil Baracat tem acompanhado pessoalmente os atendimentos realizados e tem redobrado as atenções, recursos e principalmente apoio para a área de Saúde Pública que pela legislação deveria receber 15% das receitas correntes enquanto em Várzea Grande este percentual supera os 25%, ou seja, 10% além do obrigatório em lei.

“Eu pessoalmente estive em todas as unidades de Saúde Pública que foram destinadas ao atendimento dos casos de Síndrome Gripal, inclusive no dia 27 passado quando atingimos mais de 10% de atendimentos apenas neste dia que foi de 2.698 atendimentos nesta data”, disse o Gonçalo Barros frisando que estes números são da Rede Secundária de Saúde, ou seja, das UPAs IPASE e Cristo Rei.

O titular da Saúde de Várzea Grande reforçou a necessidade das pessoas manterem os meios de biossegurança, como uso de máscara, álcool em gel, distanciamento social e principalmente evitar aglomeração, pois tanto a Síndrome Gripal como o Ômicron, que é a nova cepa da COVID demonstram rápida propagação em que pese menor letalidade, mas com a propensão de haver piora de quadro de saúde se o paciente tiver outras comorbidades como pressão alta, insuficiência respiratória ou cardíaca, diabetes entre outras enfermidades.

VACINAÇÃO

Gonçalo Barros aproveitou para anunciar a retomada da vacinação contra a COVID-19, quanto a primeira, segunda ou dose de reforço e que já formalizou pedido para reforço na vacinação contra a Gripe Influenza e frisou que além das medidas de biossegurança a vacinação tem se demonstrado eficiente e principalmente resolutiva quanto a preservação da vida das pessoas indistintamente.

“Procurem se vacinar, estar imunes e principalmente ajudar aos demais, ou seja, quem se vacina, preserva sua vida, bem como, preserva a vida dos demais, sejam familiares, sejam amigos, pois está comprovada a eficiência das vacinas e que o caminho para a imunização está na medicina, na ciência”, disse Gonçalo Barros.

Várzea Grande está reabrindo o Ginásio Poliesportivo Júlio Domingos de Campos, o Fiotão, e também aplica doses em 16 Unidades de Saúde e realizará eventos extemporâneos no Parque Berneck e se necessário no Centro Universitário do UNIVAG.

 

Foto: Secom/VG

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Saúde

HMC recebe quase metade dos pacientes regulados pelas UPAs e reforça papel estratégico na saúde de Cuiabá

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Da Redação

 

O Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) consolidou sua posição como principal unidade de retaguarda da rede municipal de urgência e emergência. Levantamento referente aos meses de maio e junho de 2026 mostra que o hospital foi responsável por 44,8% de todas as transferências realizadas pelas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Cuiabá, recebendo 661 dos 1.479 pacientes regulados no período.
Os números evidenciam a importância da unidade na organização da assistência hospitalar. Sozinho, o HMC recebeu quase quatro vezes mais pacientes que o segundo hospital com maior volume de transferências, contribuindo para garantir maior agilidade na internação de pacientes e desafogar as UPAs.
A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destacou que os resultados refletem o fortalecimento da rede pública de saúde.
“Os números demonstram que o Hospital Municipal de Cuiabá cumpre um papel essencial na organização da nossa rede de urgência e emergência. Ser responsável por praticamente metade das transferências das UPAs significa garantir acesso mais rápido à internação, desafogar as unidades de pronto atendimento e oferecer um cuidado mais resolutivo à população. Nosso compromisso é continuar fortalecendo a rede municipal com planejamento, investimentos e ampliação da capacidade assistencial”, afirmou.
Liderança nas internações em enfermaria
O desempenho do HMC torna-se ainda mais expressivo quando analisadas apenas as internações em enfermaria. Nos dois meses avaliados, a unidade recebeu 638 pacientes — 335 em maio e 303 em junho —, concentrando 53,6% de todas as transferências destinadas a leitos clínicos e cirúrgicos da rede.
Nas admissões em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), a maior demanda foi absorvida pelo Hospital Municipal São Benedito (HMSB) e pelo Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá (HPSMC), responsáveis por 27,3% e 24,9% das vagas, respectivamente. O HMC respondeu por 8% das internações em terapia intensiva, reforçando sua vocação como principal retaguarda para leitos de enfermaria.
Além do HMC, o HPSMC e o HMSB receberam 170 e 164 pacientes regulados, respectivamente. Outro destaque foi o Hospital Estadual de Câncer, que registrou crescimento superior a 200% nas transferências entre maio e junho, passando de 25 para 79 pacientes.
Gestão destaca eficiência e qualidade da assistência
A diretora-geral da Empresa Cuiabana de Saúde Pública, Kelluby de Oliveira, atribuiu os resultados ao trabalho integrado das equipes e ao fortalecimento da gestão hospitalar.
“O protagonismo do HMC é resultado do empenho diário de equipes multiprofissionais altamente qualificadas e de uma gestão comprometida com a eficiência e a humanização da assistência. Além de sermos referência em urgência, emergência, politrauma e tratamento de queimados, temos ampliado a oferta de cirurgias eletivas e procedimentos especializados, garantindo mais acesso e qualidade no atendimento prestado aos usuários do SUS”, destacou.
Hospital amplia serviços especializados
Referência estadual em urgência, emergência, politrauma, traumato-ortopedia e tratamento de queimados, por meio do Centro de Tratamento de Queimados (CTQ), o HMC funciona em regime de portas abertas para atendimentos de urgência e emergência.
A unidade dispõe de enfermarias adulta e infantil, Hospital Dia, centros cirúrgicos, salas de medicação e decisão médica, seis leitos destinados à saúde mental e estrutura completa para assistência ambulatorial e hospitalar.
Nos últimos meses, o hospital também ampliou a oferta de procedimentos especializados. Entre junho e julho, iniciou um mutirão de cirurgias de vesícula por videolaparoscopia, com previsão de 30 procedimentos para reduzir a fila de espera do Sistema Único de Saúde (SUS).
Outra ação inédita colocou Cuiabá em destaque no cenário nacional. O HMC promoveu um mutirão exclusivo de cirurgias reparadoras para vítimas de queimaduras elétricas decorrentes de acidentes de trabalho, tornando-se a única unidade do país a realizar uma iniciativa voltada exclusivamente para esse público. Aproximadamente 20 pacientes foram atendidos durante a ação.
Para o diretor técnico do HMC, Dr. Eduardo Andraus, os indicadores confirmam a capacidade da unidade em atender pacientes de média e alta complexidade.
“O HMC foi concebido para ser um hospital de alta resolutividade. Nossa capacidade de receber pacientes regulados das UPAs permite que essas unidades continuem atendendo novos casos de urgência e emergência. Contamos com equipes preparadas, protocolos bem estabelecidos e uma estrutura capaz de atender desde casos clínicos até situações de alta complexidade, como politrauma, queimados e cirurgias especializadas. Os resultados de maio e junho demonstram que estamos cumprindo essa missão com eficiência”, concluiu.

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