Mato Grosso
Mês da Inteligência debate cooperação e recuperação de ativos
Mato Grosso
O Centro de Segurança e Inteligência (CSI) do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) promove, no dia 15 de setembro, a palestra “Inteligência, Cooperação e Recuperação de Ativos”, dentro da programação do Mês da Inteligência. O evento será realizado das 9h às 11h, no Auditório da Sede das Promotorias de Justiça de Cuiabá, e reunirá integrantes da instituição e convidados para discutir estratégias de inteligência voltadas ao fortalecimento da atuação ministerial.A iniciativa integra as ações de capacitação desenvolvidas pelo CSI para aprimorar a cultura de segurança institucional no âmbito do Ministério Público de Mato Grosso. Os interessados podem se inscrever aqui. O evento conta com o apoio do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT.A programação terá início às 9h15, com a abertura oficial, seguida da palestra às 9h30. O promotor de Justiça do Ministério Público de São Paulo (MPSP) Leonardo Leonel Romanelli realizará a exposição sobre a importância da integração entre instituições, do compartilhamento estratégico de informações e da utilização de ferramentas de inteligência no enfrentamento à criminalidade. Também serão abordados mecanismos de recuperação de ativos provenientes de atividades ilícitas, tema cada vez mais relevante para a proteção do patrimônio público.Sobre o palestrante – Leonardo Leonel Romanelli é promotor de Justiça do MPSP desde 2003 e possui ampla experiência em inteligência, investigação e combate ao crime organizado. Entre 2009 e 2021, integrou o Grupo Especial de Atuação Contra o Crime Organizado (Gaeco), participando de operações relacionadas ao enfrentamento de facções criminosas, esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro.Atualmente, coordena o Núcleo de Inteligência e Gestão de Conhecimento do MPSP e o Grupo de Trabalho Contra Facções Criminosas do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC). Também integra grupos de trabalho do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), atua como professor em cursos de pós-graduação e aperfeiçoamento profissional na área de Inteligência Aplicada e é autor de publicações voltadas à investigação criminal, cadeia de custódia da prova e lavagem de dinheiro.
Fonte: Ministério Público MT – MT
Mato Grosso
Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro
O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.
A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.
“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.
Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.
“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.
O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.
“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.
A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.
Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.
No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.
Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.
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